Categoria: Teste

  • Pai de João Miguel deixa a Papuda e se despede do filho no cemitério. Veja vídeo

    Pai de João Miguel deixa a Papuda e se despede do filho no cemitério. Veja vídeo

    Material cedido ao Metrópoles
    pai-de-joao-miguel-3


    Quando João Miguel foi brutalmente assassinado,
    nem o pai nem a mãe puderam estar presentes na cerimônia fúnebre.João Francisco estava preso e não foi autorizado a comparecer ao velório e sepultamento por falta de escolta policial, enquanto Daniela Soares, mãe do menino, havia sido detida dias antes, após um mandado de prisão ser expedido pela Justiça do Amazonas. Ela é investigada por suposta ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC).

    De acordo com Guilherme Augusto Nascimento da Silva, advogado de defesa de Francisco, a soltura do pai foi possível graças a uma decisão judicial que desclassificou a acusação de tentativa de homicídio, pela qual ele respondia, para lesão corporal.

    O pai do garoto estava detido no Complexo Penitenciário da Papuda desde fevereiro de 2024 por, supostamente, ter tentado matar o cunhado. Segundo depoimento da irmã dele à Polícia Civil (PCDF), o crime ocorreu porque Carlos Alberto, companheiro dela à época, a agredia. Essa seria a motivação para rusgas entre o irmão dela o marido.

    As versões sobre a motivação do crime são conflituosas. No dia da tentativa de homicídio, a dupla teve uma discussão. Segundo a irmã do autor dos disparos, Carlos teria confidencializado a ela que esfaquearia João Francisco se ele não tivesse fugido da briga. Mais tarde naquela data, João foi tirar satisfações com o cunhado e acabou abrindo fogo contra ele.

    Carlos, contudo, negou os fatos. À PCDF ele informou que depois do conflito, teria saído para defecar ao lado do “barraco” onde morava e foi surpreendido pelo autor dos disparos.

    O alvará de soltura foi expedido nessa sexta-feira (6/2), permitindo que João Francisco finalmente prestasse suas últimas homenagens ao filho.


    Relembre o caso de João Miguel:


    A motivação do crime, segundo a investigação, teria sido uma série de pequenos furtos cometidos por João Miguel na residência de Jackson, incluindo o sumiço de um cavalo, que teria sido o estopim da tragédia.

    A adolescente de 16 anos chamou o menino para fumar narguilé, o puxou pelo pescoço com uma corda, enquanto outro menor deu tapas e colocou um vestido na boca dele, causando asfixia. Após a morte, o corpo foi amarrado, vendado e colocado em um tonel antes de ser levado para a mata. Jackson responde por ocultação de cadáver e corrupção de menores.

  • O que se sabe e o que falta saber sobre mulher estuprada em delegacia

    O que se sabe e o que falta saber sobre mulher estuprada em delegacia

    Reprodução / Redes sociais
    Saiba quem é o policial civil preso por estuprar detenta em delegacia

    A denúncia de uma mulher contra um investigador da Polícia Civil de Mato Grosso (PCMT) por uma série de estupros violentos chocou a comunidade de Sorriso na última semana. Embora o caso tenha ocorrido, segundo o relato da vítima, em 9 de dezembro de 2025, o crime só veio à tona agora.

    A coluna teve acesso exclusivo ao depoimento da vítima, que terá a identidade preservada, e reuniu os principais pontos já apurados pela investigação, além do que ainda precisa ser esclarecido sobre a violência sexual.

    O que se sabe

    • A mulher foi presa em 8 de dezembro de 2025, após ser apontada como suspeita de envolvimento em um crime ocorrido na região.

    • Os estupros teriam ocorrido dentro da delegacia, em uma sala isolada.

    • Após prestar depoimento, a vítima foi submetida a exame pericial complementar, que identificou vestígios compatíveis com material espermático em sua região íntima.

    • Segundo a delegada Laísa Crisóstomo de Paula Leal, responsável pela investigação, o laudo apontou compatibilidade genética entre o material coletado da vítima e o de um dos servidores da delegacia.

    • Manoel foi preso após a conclusão do laudo pericial.

    • As investigações preliminares descartaram a participação da vítima no crime do qual ela havia sido acusada.

    Ainda falta esclarecer por que nenhuma autoridade da corporação teria presenciado o crime, que teria ocorrido dentro da delegacia. As investigações internas da Polícia Civil seguem em andamento e ainda não foram concluídas.

    Também não há informações sobre a versão do policial investigado. A coluna tenta localizar a defesa. O espaço permanece aberto para manifestações.

  • Jovem relatou ameaça do ministro Buzzi após assédio sexual na praia

    Jovem relatou ameaça do ministro Buzzi após assédio sexual na praia

    Sérgio Amaral/STJ
    marco-buzzi

    O “conselho” veio depois do que uma jovem de 18 anos descreve como investidas sexuais dentro do mar. Segundo a vítima, o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), a advertiu para que fosse “menos sincera”, porque isso poderia lhe trazer problemas — uma fala que, no depoimento da garota, soou como aparente ameaça à estudante.

    O episódio, relatado à Polícia Civil de São Paulo e ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), envolve a estudante de Direito que atribui ao magistrado do STJ dois episódios de contato íntimo sem consentimento.

    De acordo com os registros, o caso teria ocorrido no dia 9 de janeiro, em Balneário Camboriú (SC), onde a jovem estava hospedada havia dois dias, junto com os pais, em uma casa do ministro próxima à praia do Estaleiro. Em seu depoimento, ela afirmou que conseguiu sentir o pênis do magistrado nas duas ocasiões em que ele teria se aproximado fisicamente. O relato foi reiterado em nova oitiva prestada à corregedoria do CNJ na quinta-feira (5/2).

    Após o surgimento da denúncia, Marco Buzzi se afastou temporariamente das funções, apresentando atestado médico de dez dias. Por meio de nota divulgada por sua defesa, o ministro negou o crime e afirmou que pretende apresentar provas contra as acusações no momento adequado (leia íntegra abaixo).

    Avô e confidente

    A estudante relatou que conhecia o ministro desde a infância e o via como uma espécie de avô e confidente, por ser amigo de seus pais. A mãe dela é uma advogada ativista conhecida pela atuação nos tribunais superiores. A estudante disse ainda que o magistrado costumava aconselhá-la, inclusive contribuindo para ela decidir ingressar na faculdade de Direito.

    Dois dias antes do episódio principal, ocorrido em 9 de janeiro, a jovem foi à casa de praia do ministro acompanhada da mãe, a convite do magistrado e da esposa dele. No dia seguinte, afirmou que foi questionada por Buzzi se seria lésbica e se não sentia atração por homens, já que tinha uma namorada. A estudante respondeu que é bissexual. Em 9 de janeiro, o pai dela também chegou ao local para se juntar à família.

    Ela pontuou, contudo, que o mar já estava tranquilo perto de onde se encontravam e que o ponto para onde foram não ficava visível para quem permanecia na areia.

    “Isso pode te prejudicar”

    Dentro da água, ainda conforme o relato, o magistrado comentou sentir frio e apontou para duas pessoas que estavam um pouco distantes, dizendo que “deve ser por isso que eles estão abraçados”. Em seguida, segundo a jovem, ele a puxou pelo braço, virou-a de costas e pressionou o quadril e as nádegas dela contra o próprio pênis, dizendo que a achava “muito bonita”.

    Ela tentou se soltar, segue o relato, mas teria sido puxada novamente, com a mão dele tocando suas nádegas. A estudante afirmou que sentiu o órgão genital do ministro nas duas ocasiões e que ele ainda tentou segurá-la outras vezes.

    Depois das investidas, veio o diálogo que a vítima destacou às autoridades. O magistrado teria perguntado se poderia lhe dar um conselho e dito: “Você é muito sincera, deveria ser menos sincera com as pessoas. Eu só vejo a sua relação com a sua mãe, mas você é muito sincera, deveria ser menos. Isso pode te prejudicar”.

    Após a conversa, ambos saíram do mar. Ao saber que a mãe da jovem estava por perto, o ministro informou que iria caminhar até o final da praia. A família, ao tomar conhecimento do que a filha teria passado, deixou a casa da praia e seguiu para Curitiba (PR). Depois, rumou para São Paulo, onde a denúncia foi formalizada.

    Desde então, segundo a estudante, ela não consegue dormir, tem “pesadelos constantes” relacionados ao episódio e passou a ser acompanhada por uma psicóloga e uma psiquiatra.

    O que diz o ministro

    “É inaceitável retrocesso civilizacional a tentativa de julgar e condenar uma pessoa antes mesmo do início formal de uma investigação.

    Vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados é um truque sórdido.

    Tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas e quase sempre anônimas no noticiário.

    Não é demais pedir serenidade e respeito ao devido processo legal.

    A defesa aguarda o momento oportuno para esclarecer os fatos e apresentar suas provas.

    Joao Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, advogados do ministro Marco Buzzi”.

  • Homem negro é condenado após ser reconhecido por vítima vendada em sequestro

    Homem negro é condenado após ser reconhecido por vítima vendada em sequestro

    Material cedido ao Metrópoles
    Preso injustamente Phelipe de Oliveira Batista. Na imagem, com o filho recém-nascido - Metrópoles

    Um homem negro, sem antecedentes criminais, foi condenado a 13 anos de prisão por roubo e extorsão qualificada. A base da sentença, contudo, foi uma única “prova”: o reconhecimento fotográfico feito por uma uma vítima de sequestro que disse ter ficado cerca de 12 horas de olhos vendados em 2021.

    Phelipe de Oliveira Batista, de 30 anos, foi preso em 7 de janeiro de 2026, no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Itapecerica da Serra, na região metropolitanade São Paulo.

    Natural de Cotia e pai de um bebê de apenas 5 meses, ele trabalha com aplicação de películas como autônomo. Em novembro de 2023, o réu foi absolvido em primeira instância por “insuficiência de provas”. Todavia, após recurso da promotoria, em agosto de 2025, ele foi considerado culpado em segunda instância.

    No entanto, um laudo técnico demonstra que Phelipe estava a mais de 11 quilômetros de distância do local do crime. A defesa ingressou com um pedido de revisão criminal baseada em parecer técnico de incompatibilidade física e análise de metadados.

    Em novembro de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que a Justiça paulista reavalie a pena, por entender que houve “ausência de fundamentação adequada”. Phelipe segue em cárcere privado.

    Família denuncia racismo 

    Irmã de Phelipe, Jessika Oliveira descreve que a família vive atualmente com sentimento de injustiça e impotência. “É ver a tristeza nos olhos de cada um, de nós que somos irmãos, da esposa dele, dos pais. É surreal o que está acontecendo. Ver a agenda do meu irmão cancelada e a correria que minha cunhada está tendo todos os dias sozinha, de um momento que foi sonhado e planejado [nascimento do filho]”, lamenta.

    A família questiona a condenação do homem preto baseada apenas em reconhecimento fotográfico, realizado aproximadamente dois meses após o sequestro da vítima. “É um caso de racismo. É só mais um número, mais um pobre, é uma sensação de irrelevância. Para nós, é um ente querido, meu irmão. Para eles, quem é o Phelipe né?!”, indigna-se. “Será que se meu irmão tivesse um familiar juiz, fosse filho de alguém muito rico, ele estaria preso? Ele teria passado por tudo isso? Não, a resposta é óbvia”, acrescenta Jessika.

    Advogado do homem condenado, Renan Rocha falou sobre a jurisprudência do tema. “Não tem lei ainda definindo, mas já tem orientação do Superior Tribunal de Justiça, de Brasília, terceira instância, falando que não pode haver condenações com base apenas em fotografias. As condenações têm que ocorrer com a firmeza do processo”, destaca. “Tem que ter outros elementos para confirmar a autoria” completa.


    Argumentos da defesa de Phelipe


    Revisão criminal

    Na primeira instância, a Vara Criminal da Comarca de Cotia, embora tenha inicialmente decretado a prisão preventiva baseada na gravidade dos fatos, proferiu sentença de absolvição em novembro de 2023. A juíza Andressa Martins Bejarano frisou que “um dos policiais ouvidos em audiência sequer se recordava do caso em específico”.

    “Tem-se apenas o reconhecimento fotográfico efetivado em solo policial, sendo que a vítima não pôde ser ouvida em juízo, sob o
    crivo do contraditório, tampouco se mostrou possível realizar o reconhecimento em audiência, uma vez que sobreveio ao feito a comprovação de seu falecimento”, apontou a magistrada.

    Por outro lado, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) disse que a juíza “ignorou completamente as provas de autoria e materialidade”. O órgão afirmou que a autoria restava “sem sombra de dúvidas” devido ao reconhecimento fotográfico.

    Em 21 de agosto de 2025, a 1ª Câmara de Direito Criminal, do Tribunal de Justiça de São Pulo (TJSP), julgou o recurso do MPSP. Na segunda instância, o relator Figueiredo Gonçalves entendeu que o reconhecimento fotográfico realizado pela vítima na delegacia foi suficiente.

    Em 11 de setembro, o caso transitou em julgado, ou seja, a defesa não poderia mais recorrer. Por isso, em 18 de novembro, o mandado de prisão definitiva contra Phelipe foi expedido.

    Após a condenação em segunda instância, a defesa ingressou com uma solicitação de revisão criminal baseada no parecer técnico de incompatibilidade física e análise de metadados. Argumenta-se que a condenação foi contrária a evidências apresentadas e baseada em prova ilegal.

    Em 28 de novembro, o ministro Ribeiro Dantas, do STJ, concedeu ordem de ofício para anular a decisão do TJSP e determinar novo julgamento em revisão criminal.

    Além de Phelipe, outro réu — Matheus Brito da Silva — foi condenado pelo caso de sequestro ocorrido em 2021. Apesar de não ter apresentado álibis documentais e técnicos como Phelipe, a defesa de Matheus também busca reverter a decisão alegando que o TJSP se baseou em reconhecimento fotográfico realizado em desacordo com as normas legais. Matheus ainda tem um recurso pendente de julgamento perante o STJ.

    O que diz o TJSP

    Procurado pelo Metrópoles, o Tribunal de Justiça de São Paulo disse que “não se manifesta sobre questões jurisdicionais”. “Os magistrados têm independência funcional para decidir de acordo com os documentos dos autos e seu livre convencimento. Essa independência é uma garantia do próprio Estado de Direito”, informou, em nota.

    De acordo com o TJSP, quando há discordância da decisão, cabe às partes a interposição dos recursos previstos na legislação vigente. “Quanto à revisão da sentença, não há como prever quando será proferida. É necessário acompanhar o andamento do processo”, completou o órgão.

    Também em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) afirmou que a investigação do caso seguiu todos os procedimentos estabelecidos no Código de Processo Penal. “Todo o material produzido foi encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. A Polícia Civil respeita integralmente as decisões judiciais e está à disposição para cumprir eventuais determinações complementares que venham a ser requisitadas, reforçando o compromisso com a legalidade, o devido processo legal e a transparência”, alegou.

  • Empresas apontadas como credoras afirmam que não têm dinheiro para receber da Fictor

    Empresas apontadas como credoras afirmam que não têm dinheiro para receber da Fictor

    Reprodução/X
    banco-fictor

    O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que a Fictor apresente, no prazo de cinco dias, uma nova lista de credores. O motivo é, no mínimo, surpreendente. As empresas apontadas pela Fictor como maiores credoras negaram ter qualquer valor para receber do grupo.

    Ao pedir recuperação judicial, a Fictor afirmou ter uma dívida de R$ 4,3 bilhões e apresentou uma lista de instituições. As maiores credoras seriam American Express e Sefer Investimentos, com uma dívida que, somada, ultrapassa R$ 1 bilhão. As duas, no entanto, afirmaram desconhecer os valores.

    A Fictor disse que deve à American Express R$ 893,2 milhões, quase um quarto da dívida declarada. Mas a bandeira de cartão de crédito afirmou em comunicado que “um documento judicial protocolado em 2 de fevereiro de 2026 lista incorretamente uma entidade da American Express, American Express Brasil Assessoria Empresarial Ltda., como credora do Grupo Fictor”.

    Já a dívida com a Sefer Investimentos seria de R$ 430 milhões. Em nota, a corretora afirmou que “não é credora do Grupo Fictor, atuando exclusivamente como gestora/administradora de clientes terceiros e que não realiza a concessão de crédito com recursos próprios”.

    A Sefer, vale lembrar, é um dos alvos da 2ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em 14 de janeiro. A primeira fase da operação levou os principais dirigentes do Banco Master à cadeia, um dia após a Fictor anunciar que compraria o banco de Daniel Vorcaro.

  • Derretimento das geleiras põe em risco reservatórios ocultos de água do mundo

    Derretimento das geleiras põe em risco reservatórios ocultos de água do mundo

    Devemos transformar os desafios decorrentes do derretimento das geleiras em oportunidades que beneficiem todas as pessoas

  • Porta fechada e sem identificação: como é a base operacional da Fictor Agro no Centro-Oeste

    Porta fechada e sem identificação: como é a base operacional da Fictor Agro no Centro-Oeste

    Material cedido ao Metrópoles
    Prédio Fictor

    Um espaço vazio no painel que informa o nome dos escritórios que funcionam em um prédio de salas comerciais na cidade de Rio Verde, no interior de Goiás. É só isso que encontra quem vai até o endereço da base operacional da Fictor Agro na região Centro-Oeste.

    No site da empresa, no entanto, o espaço é descrito de forma bem diferente. “Localizada em uma das regiões mais tradicionais do agronegócio brasileiro, essa base desempenha um papel essencial no processo logístico de compra e venda de grãos, contando com uma estrutura de armazenamento agrícola para apoiar a operação de comercialização de soja, milho e sorgo”.

    O endereço que consta no site do grupo e no registro do único CNPJ da Fictor na cidade é de uma sala em um prédio de escritórios. A base operacional da Fictor funcionaria no oitavo andar. Além de não ter identificação no painel [confira na galeria], não havia ninguém no local na manhã e na tarde em que o Metrópoles esteve no endereço, no dia 13 de janeiro, uma terça-feira, 18 dias antes do Grupo Fictor apresentar pedido de recuperação judicial.

    Relatos de quem transita pelo prédio é de que há pouco movimento ali. Raramente a sala é ocupada e há mais de cinco meses ninguém era visto no local. O aluguel, contratado há cerca de quatro anos, estaria em dia. O Metrópoles entrou em contato com a pessoa registrada como responsável pelo espaço, ele, no entanto, afirmou ter encerrado o que classificou como uma “parceria com a Fictor”.

    Consta, no registro do CNPJ da empresa no interior de Goiás, cujo o nome de registro é Fictor Agro Comércio de Grãos LTDA., que a principal atividade é de “comércio atacadista de cereais e leguminosas beneficiados, farinhas, amidos e féculas, com atividade de fracionamento e acondicionamento associada“.

    O capital social declarado da empresa é de R$ 50.250.000. Aparece como administrador o nome de Rafael Ribeiro Leite de Gois. Ele é um dos principais sócios da Fictor, ao lado de Rafael Paixão e Phillippe Rubini.

    A Fictor Agro afirma, ainda, ter outras duas bases operacionais semelhantes, em Balsas, no Maranhão, e em Luiz Eduardo Magalhães, na Bahia. Material de divulgação da Fictor destinado a captar investidores, ao qual o Metrópoles teve acesso, afirma que a “Fictor Agro movimentou US$ 300 milhões” em 2023.

    A Fictor Agro é descrita como um dos setores do ecossistema do conglomerado. Ainda de acordo com o material, a Fictor Agro “destaca-se na comercialização de commodities agrícolas. Responsável pela operação de compra e venda de grãos, a companhia integra produtores, indústria e sócios por meio de suas operações financeiras em São Paulo (SP) e de três bases operacionais de logística e armazenamento, estrategicamente localizadas”.

    A coluna procurou a Fictor, que não respondeu até a publicação do texto. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos.

  • Carnaval em SP: confira os principais blocos deste sábado (7/2)

    Carnaval em SP: confira os principais blocos deste sábado (7/2)

    Leonardo Amaro/ Metrópoles
    Ivete Sangalo, blocos Casa Comigo e Ritaleena e muito mais fazem parte da programação de sábado de Pré-Carnaval. Veja os principais desfiles - Metrópoles

    A folia em São Paulo começa neste sábado (7/2), o primeiro dia de pré-Carnaval! Diversos blocos tradicionais e grandes artistas tomarão as ruas da capital paulista desde cedo.

    O Metrópoles separou uma lista com os principais desfiles deste sábado (veja abaixo).

    Dentre as opções, há Ivete Sangalo pela primeira vez no Carnaval paulistano, os conhecidos Casa Comigo e Ritaleena e muito mais.

    Vale lembrar que o pré-Carnaval será nos dias 7 e 8 de fevereiro; o Carnaval de 14 a 17; e o pós-Carnaval nos dias 21 e 22.

    Buscador de bloquinhos: use ferramenta do Metrópoles para escolher seu bloco por data, nome ou bairro.

    Ainda neste sábado, haverá desfile das escolas de sambado Grupo de Acesso 2, no Sambódromo do Anhembi. As agremiações que vão tomar a avenida são Amizade Zona Leste, Imperatriz da Paulicéia, Torcida Jovem, X-9 Paulistana, Unidos de São Lucas, Unidos do Peruche, Morro da Casa Verde, Imperador do Ipiranga, Uirapuru da Mooca e Primeira da Cidade Líder.

    Principais blocos de Carnaval deste sábado (7/2):

    Bloco Quem Pede, Pede
    Atração: Ivete Sangalo
    Horário: 9h
    Bairro: Ibirapuera
    Trajeto: Av. Pedro Álvares Cabral, entre Obelisco e Monumento às Bandeiras

    Amor Barato
    Horário: 9h
    Bairro: Barra Funda
    Trajeto: R. Barra Funda, R. Lopes Chaves, R. Camaragibe, R. Lavradio

    Arrianu Suassunga
    Horário:
    9h30
    Bairro:
    Pinheiros
    Trajeto:
    R. Padre Carvalho, R. Tucambira, R. Ferreira de Araújo, R. João Elias Saada, R. Padre Carvalho

    Casa Comigo
    Horário: 11h
    Bairro: Pinheiros
    Trajeto: R. Henrique Schaumann, 567 a 125

    Ritaleena
    Horário: 12h
    Bairro: Perdizes
    Trajeto: Av. Paulo VI, entre Praça Marcia Alberti Mammana e Av. Sumaré, 1529

    Bloco do Rock SP
    Atração: Supla
    Horário: 13h
    Bairro: Pinheiros
    Trajeto: R. dos Pinheiros, 800 ao 315

    Passaram a Mão na Pompéia
    Horário: 13h
    Bairro: Pompéia
    Trajeto: R. Ministro Ferreira Alves, R. Caraibas, R. Cel. Melo de Oliveira, R. Cotoxó, R. Ministro Ferreira Alves

    Bicho Maluco Beleza
    Atração: Alceu Valença
    Horário: 14h
    Bairro: Ibirapuera
    Trajeto: Av. Pedro Álvares Cabral, entre Obelisco e Monumento as Bandeiras

  • Carnaval 2026: como curtir os blocos com segurança em São Paulo

    Carnaval 2026: como curtir os blocos com segurança em São Paulo

    Pensar na hidratação, alimentação, descanso e segurança é tão importante quanto as fantasias e glitters na hora de se organizar para curtir os bloquinhos de Carnaval. Com a folia começando neste sábado (7/2) em São Paulo, o Metrópoles separou algumas dicas para aproveitar os desfiles de forma saudável e com proteção.

    Segundo dados da Prefeitura de São Paulo, durante o período carnavalesco de 2025, a cidade registrou mais de 1.600 atendimentos médicos, sendo que a maioria foi relacionada à desidratação.

    A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforçou orientações simples que ajudam os foliões a manter o bem-estar durante a maratona de festas.


    Dicas de como curtir os bloquinhos com segurança:


    A médica clínica Giullia Sarabando, da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Santa Catarina, administrada pelo Einstein Hospital Israelita, explicou que esses cuidados básicos fazem diferença para os foliões.

    “O mais importante é ouvir o próprio corpo; alternar frequentemente bebida alcoólica com água, se alimentar ao longo do dia e fazer pausas quando necessário ajudam a manter a disposição para aproveitar o dia”, disse a profissional.

    A recomendação é manter a hidratação antes, durante e depois dos blocos. Segundo a médica, a hidratação constante ajuda o organismo a se equilibrar e evita que pequenos desconfortos atrapalhem o Carnaval.

    Buscador de bloquinhos: use ferramenta do Metrópoles para escolher seu bloco por data, nome ou bairro.

    Ela também destacou que, embora a proposta seja curtir, alguns sinais indicam que é hora de buscar apoio. “Dor no peito, palpitação, desmaio, confusão ou mal-estar intenso são sinais de que o corpo precisa de atendimento de emergência”, afirmou. Nessas situações, a orientação é procurar o posto de saúde mais próximo do local.

    A partir deste sábado, postos médicos serão distribuídos pelos circuitos de desfiles de blocos da capital. A cobertura também conta com 75 ambulâncias básicas, 20 UTIs móveis, Sala de Situação e monitoramento dos postos, em tempo real, com uso de tecnologia avançada, além de 1.920 bombeiros.

    Na capital paulista, a folia começa oficialmente neste sábado (7), com desfiles dos bloquinhos de Pré-Carnaval. Confira dicas do Metrópoles - Metrópoles
    Posto Médico

    Cada posto terá três médicos, dois enfermeiros, seis técnicos de enfermagem e um administrativo, totalizando 960 profissionais.

  • INSS: com CPMI perto do fim, Alcolumbre ignora presidente da comissão

    INSS: com CPMI perto do fim, Alcolumbre ignora presidente da comissão

    BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
    Davi Alcolumbre estampa adesivo com a frase Criança é prioridade absoluta - PL 2628 já. Projeto ECA Digital, proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais. Adultização infantil Felca

    A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga o esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) está próxima de encerrar os trabalhos. O prazo termina em 28 de março, sem perspectiva de prorrogação. O presidente do colegiado, Carlos Viana (Podemos-MG), tem tentado marcar uma reunião com o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), para pedir um mês a mais, mas o parlamentar tem evitado o encontro.

    O regimento do Congresso prevê que uma CPMI pode ser prorrogada por até 120 dias. A jornalistas, Viana tem afirmado que apenas metade desse prazo seria suficiente.

    “Não consegui conversar com o presidente Davi Alcolumbre. Ontem, depois da sessão, ele teve uma série de reuniões e, infelizmente, não foi possível. Aguardo, o quanto antes, o posicionamento dele para que a gente possa conversar sobre esse assunto e trazer uma resposta o mais breve possível”, declarou Viana.

    Se a prorrogação não partir do Congresso, uma das alternativas discutidas por integrantes da comissão é recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF).


    CPMI do INSS


    Audiência com Daniel Vorcaro

    O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, prestará depoimento ao colegiado depois do Carnaval, em 26 de fevereiro. A defesa do banqueiro fez um acordo com a comissão depois de anunciar que Vorcaro faltaria à audiência prevista, inicialmente, para a última quinta-feira (5/2).

    “Sobre a vinda do senhor Daniel Vorcaro, a defesa entrou em contato pedindo um adiamento da vinda dele, com o seguinte compromisso que foi colocado da minha parte: eu concordo com o adiamento de quinta-feira, desde que a defesa não impetre um habeas corpus para evitar futuramente que ele não venha. Foi feito um acordo com os advogados. Eles não vão buscar habeas corpus no Supremo. Daniel Vorcaro está disposto a vir de forma, inclusive, aberta, trazer a documentação, e eu estou marcando a vinda dele para depois do Carnaval”, declarou.

    A definição foi acordada após reunião com o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado salientou que, caso haja pedido, concordará com a ida de Vorcaro, uma vez que ele cumpre prisão domiciliar e faz uso de tornozeleira eletrônica, por decisão do próprio ministro.

    Lulinha

    O presidente da CPMI afirmou ainda que pretende colocar em votação uma série de requerimentos, entre eles um novo pedido de convocação que envolve Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    “Eu vou dar atenção primeiro às quebras de sigilo, às quebras também dos relatórios financeiros, porque o nosso prazo está muito curto até o final do mês de março”, declarou o senador.

    Lulinha foi citado pela Polícia Federal como possível sócio oculto do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS. Segundo depoimento de uma testemunha, o filho do presidente teria recebido uma mesada de R$ 300 mil do empresário.

    Em 4 de dezembro do ano passado, a CPMI rejeitou a convocação de Lulinha por 19 votos contrários. O requerimento foi apresentado pelo partido Novo. No texto, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirma que o empresário Eli Cohen relatou, em depoimento, que o contador João Muniz Leite teria recebido recursos oriundos de desvios. À época, o profissional era responsável pelas contas de Lulinha.