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    Supercopa: quem leva vantagem em decisões, Flamengo ou Corinthians?

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    Estrangeiros fraudavam dados para receber benefícios no Brasil

    Divulgação/PF
    Foto colorida de policial federal de colete

    A Polícia Federal (PF) prendeu dois estrangeiros em Ponta Porã (MS), acusados de fraudar documentos e prestar informações falsas para ter acesso a benefícios sociais concedidos pelo governo brasileiro.

    De acordo com a PF, as inconsistências foram percebidas durante as entrevistas com os dois acusados e na análise da documentação.

    A primeira prisão aconteceu na semana passada, e o suspeito não teve a nacionalidade revelada pela PF. Na segunda prisão, um paraguaio foi detido ao tentar renovar seu Registro Nacional Migratório (CRNM).

    À PF, o homem de origem paraguaia admitiu ter usado o endereço de uma terceira pessoa, mediante pagamento, para renovar o registro migratório. O acusado explicou que pretendia continuar tendo acesso a benefícios assistenciais, como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS).

    O outro suspeito detido também confirmou ter usado endereço diferente do verdadeiro para evitar o cancelamento de auxílios sociais, tendo repetido o mesmo procedimento em outros órgãos públicos.

  • O relato de Tarcísio sobre a situação de Bolsonaro na Papudinha

    O relato de Tarcísio sobre a situação de Bolsonaro na Papudinha

    HUGO BARRETO / METRÓPOLES
    Foto colorida de Tarcísio de Freitas - Metrópoles

    Após a visita ao ex-presidente na prisão, na quinta-feira (29/1), o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez um relato positivo a aliados sobre a situação de Jair Bolsonaro na Papudinha.

    A interlocutores, Tarcísio afirmou que Bolsonaro estava com aparecência boa. O governador também relatou que o ex-presidente tem sido “bem tratado” no local. “Há muito respeito por ele”, disse Tarcísio a aliados.

    Apesar do relato, o governador segue defendendo que Bolsonaro vá para a prisão domiciliar. O motivo seria a medicação que o ex-presidente toma para soluço, que provoca perda de equilíbrio.

    Tarcísio esteve com Bolsonaro na quinta-feira por duas horas. A visita começou às 11h e terminou às 13h. O comando da Papudinha, como noticiou a coluna, fez uma deferência ao governador paulista no local.

    PM relata rotina de Bolsonaro

    Conforme noticiou o Metrópoles na coluna Manoela Alcântara, a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) enviou ao ministro do STF Alexandre de Moraes um relato sobre a rotina de Bolsonaro na Papudinha.

    A polícia informou que, nos últimos 15 dias, o ex-presidente caminhou por cerca de cinco horas e sete minutos. Além disso, fez fisioterapia, teve atendimento médico e recebeu visitas.

    Segundo a PM, os atendimentos realizados por profissionais da Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) consistiram, em sua maioria, em avaliações clinicas de rotina.

  • "Vou morrer, Deus": mulher confundida com ladra foi baleada já no chão. Veja vídeo

    "Vou morrer, Deus": mulher confundida com ladra foi baleada já no chão. Veja vídeo

    Foto: Luis Nova/Especial Metrópoles (@LuisGustavoNova)
    Imagem de Cléia Maria da Silva, mulher confundida com assaltante em roubo a padaria em Samambaia (DF), em 4 de janeiro de 2026

     

    Veja a cronologia dos fatos


    “Vou morrer, Deus, e agora?!”

    A revogação da prisão e a correção do erro policial não repararam por completo os danos causados na vida de Cléia da Silva e Thiago Soares. Abalado e ainda em recuperação dos tiros que levou no braço direito, Thiago informou aos seus advogados que, por enquanto, prefere não dar entrevistas. Já Cléia aceitou relatar ao Metrópoles as impressões daquela noite de 4 de janeiro e do tormento vivido até hoje.

    Como mencionado anteriormente, Cléia e Thiago são amigos de longa data, mas não se viam há muito tempo. “A gente se conhece há mais de 20 anos e, por coincidência, fui a uma festa em Ceilândia no domingo, dia 4, e encontrei com ele lá. É um ficante, um namoradinho”, comenta a mulher.

    “A gente se reencontrou, e aí foi aquela felicidade de ter visto um ao outro, né?! Pensamos: ‘Vamos sair, vamos curtir juntos, conversar,  trocar uma ideia, dar uma paquerada’…”, contextualiza Cléia.

    O casal, então, saiu de Ceilândia rumo a Samambaia. “Paramos [na esquina da padaria Fornalha] para pegar uma informação, e aí eu estou  até agora sem entender o que aconteceu. Do nada, eu levei o primeiro tiro nas costas”, relembra.

    “Eu estava de capacete, não estava com nada na mão… e quando eu caí no chão, ainda levei mais dois tiros.Fiquei sem entender o que aconteceu. Não ofereci resistência. Quando eu vi, já estava caída e ensanguentada.”

    A vítima confirma que pediu a informação ao militar que atirou nela instantes depois. “Só sei que eu pedi uma informação e, de repente, já estava no chão”.

    “Não morreu porque Deus não permitiu”

    Cléia foi atingida no glúteo e nas costas — esse último tiro atravessou órgãos e saiu pela axila. Segundo a vendedora, uma das balas ainda está alojada no reto.

    “Eu tive hemorragia interna, precisei tomar duas bolsas de sangue, estou com bolsa de colostomia… a minha vida mudou totalmente”, lamenta. “Eu não durmo, eu não quero sair na rua por conta trauma. Por que que aconteceu aquilo comigo?! Não entendo.”

    “Eu vivo com medo, chorando… Semana passada eu voltei ao médico, e ele disse: ‘Cléia, você só não morreu porque Deus não permitiu’.”

    A mulher, que trabalhava como vendedora autônoma antes de ter a vida revirada, não entende por que foi confundida como assaltante por tantas autoridades envolvidas em diferentes momentos. “A gente foi tratado como bandido. Meus filhos ficaram sem saber o que aconteceu, porque eu fui tachada de bandida, de ‘peba’. Isso chocou minha família”, relata.

    Cléia é mãe de de três filhos, de 18, 13 e 9 anos. “A mãe deles foi baleada sem ter feito nada. Tenho que dar uma explicação para todos eles”.

    Leito de morte e cadeia

    A vendedora resume toda a situação vivida em uma frase: “Leito de morte e cadeia”. Cléia nunca havia experienciado o encarceramento e, de repente, após passar dias internada no Hospital de Base se recuperando de uma cirurgia, teve que enfrentar a Penitenciária Feminina do DF (PFDF), a Colmeia.

    “Quando eu desci da sala de cirurgia, já colocaram algema na minha mão e me levaram a uma cela, ainda no Hospital de Base. Dois dias depois, me entregaram um uniforme de carcerária e me disseram que eu desceria para a Colmeia. Como assim?!”, questionou-se à época.

    Cléia não consegue compreender por que os militares da reserva pensaram que ela e Thiago fossem assaltantes. “Qual foi o motivo que eles fizeram isso? Não sei. É isso que eu estou me perguntando e fazendo a mesma pergunta para eles [os militares que tentaram impedir o assalto]”.

    “Eu não merecia isso. Eu quero viver… eu quase morri. E agora, como é que vai ser daqui para frente? Eu não estou pensando em indenização, estou preocupada com a minha saúde. Eu preciso viver”, encerra.

    “Indícios fortes de crimes”, diz advogado

    Cléia Maria é assistida pelos advogados Amália Correia e Issa Victor W. Nana. A defesa, no momento, aguarda novas ações a serem tomadas por parte da Polícia Civil e do Ministério Público (MPDFT) sobre o caso no sentido de responsabilizar os militares que atiraram nas vítimas.

    “Até o presente momento, as únicas denúncias são contra o autor do assalto [Paulo Henrique de Almeida]. Não se deu sequência à outra ação, referente aos tiros que foram disparados contra nossa cliente e o namorado dela”, explica Issa Victor Nana.

    O advogado assegura que, caso o processo seja arquivado, buscará reabertura. “Havendo o arquivamento, nós vamos entrar no circuito, até porque há indícios fortes de crimes aqui e isso precisa ser investigado”, declara. “Entendemos que há, sim, no âmbito cível e criminal, uma responsabilização grande que há de ser apurada”, conclui.

    Outro lado

    O Metrópoles tenta localizar as defesas de Zedequias Augusto Nunes, 56, suboficial da reserva da Marinha do Brasil, e Haroldo Noleto, 52, primeiro-sargento da reserva do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF). A reportagem também tentou contato direto com os envolvidos, sem sucesso. O espaço está aberto para manifestações.

  • IA na Segurança Pública aumentou solução de crimes em 80% no Entorno

    IA na Segurança Pública aumentou solução de crimes em 80% no Entorno

    Divulgação/Governo de Goiás
    ia-seguranca-publica-goias

    O Governo de Goiás implantou, oficialmente, a Inteligência Artificial (IA) no trabalho das forças policiais. O sistema estava em fase de testes havia seis meses e o projeto piloto ocorreu em Luziânia e Novo Gama, cidades do Entorno do Distrito Federal.

    De acordo com o governo, o novo sistema, chamado de “IA Contra o Crime”, também passou a atuar em outros nove municípios da região, resultando no aumento de 80% na solução de crimes.

    .

    Durante o lançamento oficial do sistema, que ocorreu nesta semana, o governador Ronaldo Caiado lembrou que o crime evoluiu e ficou sofisticado. “Mas nós, em Goiás, estamos à frente disso”, ressaltou.

    O vice-governador, Daniel Vilela, disse que a intenção, agora, é atender a capital do estado, Goiânia, e Aparecida. “Depois disso, pretendemos concluir, até o fim de fevereiro, toda a Região Metropolitana e vamos avançar para outras regiões até abril”, projetou.


    Como será a nova ferramenta:


    Vilela pontuou que a ideia é formar um “cinturão digital” em Goiás, com câmeras e inteligência artificial conectadas em rede.

    “Queremos identificar movimentos fora do padrão, localizar veículos e suspeitos e orientar as equipes em tempo real. Vamos fechar rotas usadas pelo crime, especialmente nas divisas e áreas de maior circulação”, detalhou.

  • Tropa do Urso: polícia do Rio investiga baile funk do CV no Roblox. Veja vídeo

    Tropa do Urso: polícia do Rio investiga baile funk do CV no Roblox. Veja vídeo

    Arte/Metrópoles
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    A plataforma de jogos on-line Roblox virou alvo de investigação da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) após a descoberta de que o ambiente virtual estaria sendo usado para simular bailes funk regados a drogas, em cenários que imitam comunidades fluminenses dominadas pelo Comando Vermelho (CV).

     

    Vídeos que circulam na internet, feitos por meio de gravações de tela, mostram a dinâmica dentro desses espaços. Nos registros, é possível ver personagens, controlados pelos jogadores, usando entorpecentes e empunhando fuzis.

    Eles usam cordões de ouro, escondem os rostos com máscaras, e há aqueles que aparecem paramentados, inclusive, com fardas camufladas comumente usadas por integrantes do CV em ataques criminosos.

    Em determinado momento dos vídeos, é possível ver, inclusive, um cartaz de procurado, semelhante aos elaborados pelo Disque-Denúncia, colado em uma parede do cenário do jogo. Nos muros dos edifícios também há pichações com a marca CV.

    A Polícia Civil informou que um procedimento foi instaurado na Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV). Diligências estão em andamento para apurar os fatos.

    À coluna, a Roblox afirmou que proíbe conteúdos que retratem ou promovam atividades ilegais. “Onde encontramos evidências de conteúdo que viole nossas políticas, tomamos medidas para proteger nossa comunidade.”

    Danos mentais

    À coluna, a psicóloga Laina Amorim, do Hospital Mantevida, ressaltou que o grande perigo não é apenas o ato violento isolado, mas a forma como esse tipo de conteúdo molda a estrutura mental de crianças e adolescentes. “De tanto ver o crime de forma ‘estilizada’, o cérebro do jovem sofre uma espécie de anestesia emocional”, afirmou.

    Segundo ela, o adolescente pode confundir o poder do criminoso com sucesso, passando a admirar o infrator como um modelo de autonomia e força. “O risco é que, na vida real, esse jovem perca a capacidade de negociar ou dialogar, recorrendo à agressividade sempre que se sentir frustrado.”

    A simulação de bailes funk ligados a facções ou ao tráfico pode naturalizar a criminalidade na percepção infantil. A especialista explicou que crianças aprendem sobre o mundo observando e imitando comportamentos.

    “Quando o crime é misturado com lazer, música e pertencimento social, o cérebro cria uma conexão positiva com o que deveria ser um sinal de perigo ou ilegalidade. A criminalidade deixa de ser algo errado para se tornar algo natural e cultural dentro daquele grupo”, alertou.

    A psicóloga aconselha os pais a se atentarem a mudanças no comportamento dos filhos, como aumento de agressividade e irritabilidade, isolamento social ou alterações de humor, além de interesse excessivo por temas violentos ou criminosos.

    “Proibir pode até funcionar no curto prazo, mas, geralmente, não é a solução mais eficaz. Muitas vezes, isso pode aumentar o interesse da criança ou do adolescente pelo conteúdo proibido. O diálogo é mais indicado: conversar sobre os riscos, contextualizar o conteúdo e estimular o pensamento crítico.”

    A Roblox afirmou que utiliza uma combinação de IA e uma equipe de especialistas em moderação para revisar o conteúdo de jogos e experiências antes que sejam publicados na plataforma.

    “A Roblox também fornece ferramentas de denúncia fáceis de usar para que os usuários possam reportar conteúdos que possam violar nossas regras, e trabalhamos em estreita colaboração com as autoridades policiais brasileiras para apoiar suas investigações.”

  • Choro e apatia: como estão as técnicas de enfermagem presas por mortes

    Choro e apatia: como estão as técnicas de enfermagem presas por mortes

    Material cedido ao Metrópoles
    UTI Anchieta, técnicos

    As técnicas de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22, suspeitas de auxiliarem na morte matarem três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), estão presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, há quase duas semanas.

    As técnicas foram transferidas nos dias 12 e 15 de janeiro, porque no Departamento da Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil (PCDF) não há cela feminina de longa estadia, segundo o delegado Maurício Iacozzilli.

    As duas profissionais de saúde estão tendo acompanhamento psicológico e já tiveram ao menos duas consultas com uma profissional da área.

    O Metrópoles apurou que Amanda e Marcela apresentaram comportamentos distintos ao chegarem à prisão.

    Desde o primeiro dia na Colmeia, Amanda Rodrigues está bastante abalada e chorou muito dizendo que não iria aguentar, mas teria apresentado comportamento tranquilo nos dias posteriores.

    Marcela Camilly, que aparece nas imagens investigadas pela polícia manuseando o medicamento que teria matado as vítimas, está quieta e não demonstrou nenhum sentimento anormal.

    Algo em comum entre ambas é o fato das duas negarem 100% qualquer participação no crime e acreditam que elas vão embora a qualquer momento.

    Apesar de estarem na mesma penitenciária, Amanda e Marcela estão separadas por determinação judicial e não podem ter nenhum tipo de contato dentro da Colmeia. Segundo profissionais que trabalharam no presídio feminino, as técnicas de enfermagem não fazem nenhum tipo de exigência e nenhum pedido fora do comum.

    Apesar da transferência a uma unidade penitenciária, o delegado Maurício Iacozilli esclareceu que elas ainda permanecem em prisão temporária. Contudo, a cautelar ainda pode ser prorrogada ou transformada em preventiva conforme a conclusão do inquérito.


    Entenda o caso


    Suspeitos

    Os técnicos suspeitos dos crimes são Marcos Vinícius Silva Barbosa, 24 anos, tido como mentor; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22.

    Imagens obtidas em primeira mão pelo Metrópoles mostram Marcos e Marcela atuando na Unidade de Terapia Intensiva, manipulando e aplicando medicamentos.

    Os pacientes que morreram após a ação dos técnicos são João Clemente Pereira, 63; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75.

    Vítimas de técnicos de enfermagem do Hospital Anchieta

    Outro lado

    As defesas de Amanda Rodrigues de Sousa, 28 anos, e Marcela Camilly Alves da Silva, 22 anos, foram acionadas para se pronunciar, mas não retornaram ao contato até a atualização mais recente da matéria.

    Na semana passada, o advogado Liomar Torres, que faz a defesa da técnica de enfermagem Amanda Rodrigues de Sousa, de 28 anos, presa por suspeita de matar pacientes, disse que Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, tentou assassiná-la enquanto ela se recuperava de uma cirurgia bariátrica no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). A defesa da técnica presa também afirma que ela não participou, nem tinha conhecimento dos crimes e que não estaria trabalhando no dia da morte do carteiro Marcos Moreira, de 33 anos.

    No último domingo (25/1), o Escritório Luís Alexandre Rassi e a advogada Viviane Ferreira Silva Oliveira afirmam que tem convicção na inocência de Marcela Camilly, de 22 anos. “Naturalmente, diante de uma imagem gravada, é correto afirmar ter visto um técnico de enfermagem aplicar uma injeção; há, porém, um longo caminho até concluir que ela anuiu, participou ou permitiu a morte daquelas pessoas”. A defesa da técnica lamentou também a morte das vítimas e diz que confiam que “a verdade e dignidade serão estabelecidas”.

    O trio poderá ser indiciado homicídios dolosos qualificados por meio insidioso e por impossibilidade de defesa das vítimas, visto que as vítimas receberam a substância sem consentimento enquanto estavam inconscientes e intubadas na UTI. A pena pode variar de 12 a 30 anos de prisão por cada morte de paciente.

    Marcos

  • Alvo da PF, Tanure atrasa salários e oferece ações a funcionários

    Alvo da PF, Tanure atrasa salários e oferece ações a funcionários

    Reprodução/Linkedin
    Nelson Tanure

    O grupo Alliança Saúde e Participações, controlado pelo empresário Nelson Tanure(foto em destaque), tem atrasado o pagamento de salário de médicos que atuam nos principais laboratórios da rede desde dezembro passado.

    Em relação ao CDB, o pagamento que deveria ter sido realizado em 20 de janeiro foi feito dez dias depois. Já os médicos do Delfim deveriam ter sido pagos em 8 de janeiro, mas receberam os vencimentos 12 dias depois. No caso do laboratório Cura, os pagamentos previstos para ocorrer na última quarta-feira (28/1) foram reprogramados para o dia 10 de fevereiro.

    Em nota, a Alliança afirmou que realizou, no início do ano, um “ajuste pontual nos calendários de pagamento de prestadores médicos, com o objetivo de padronizar datas entre as empresas do grupo”. “O processo foi comunicado aos prestadores e não caracteriza inadimplência nem descumprimento contratual”, disse a empresa.

    Quem é Nelson Tanure

    Conhecido como “devorador de empresas” devido à sua atuação em companhias à beira do colapso financeiro, o empresário Nelson Tanure, controlador do grupo Alliança desde 2022, foi alvo da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 14 de janeiro e que mirou o banqueiro Daniel Vorcaro, do banco Master, e familiares dele.

    O empresário é investigado por suposto envolvimento em uma rede de fundos e operações financeiras associadas à instituição. Na ação, Tanure teve o seu celular apreendido.

    A defesa do investidor nega as acusações e afirma que ele não possui vínculo societário com o Master, com o qual manteve uma relação apenas de cliente. Diz também que o empresário “tem décadas de experiência no mercado de valores mobiliários” e que “jamais enfrentou qualquer processo criminal” relacionado à sua atuação empresarial.

    Oferta de ações

    Em meio às investigações que colocaram Tanure em evidência, a Alliança comunicou no último dia 15/1 que prorrogou o prazo do processo para que os acionistas manifestem interesse em exercer o direito de preferência para comprar ações da empresa, no âmbito de um processo de expansão de capital do grupo, colocado em prática no final do ano passado.

    A Alliança tenta se recuperar por meio de uma capitalização de cerca de R$ 797 milhões, com o objetivo de fortalecer sua estrutura financeira. No mercado de ações, prorrogações desse tipo são sinais de que há pouco interesse por novos aportes. Em dezembro, a empresa passou a oferecer ações com descontos para os funcionários, inclusive para aqueles com salários atrasados.

    O aumento de capital permite a emissão de novas ações destinadas, além de acionistas, a funcionários, médicos e colaboradores, que podem participar da operação adquirindo ações pelo preço de R$ 5,60 cada. A participação dos funcionários ocorre, principalmente, por meio da cessão de direitos de subscrição feita pelos acionistas controladores, que desta forma podem direcionar parte das ações ao “público interno”.

    Como forma de incentivo à compra dos papéis, cada ação adquirida dará direito ao funcionário comprar uma nova ação no futuro por um valor menor, estimado em R$ 4,88, ou seja, 13% de desconto.

    “Em relação ao aumento de capital, trata-se de operação regularmente divulgada ao mercado, que prevê, de forma facultativa e nos termos legais, a possibilidade de conversão de créditos em ações. Essa alternativa é opcional e não substitui obrigações de pagamento, nem guarda relação com ajustes operacionais de calendário. A companhia segue operando normalmente e permanece à disposição para esclarecimentos”, informou a Alliança.

  • Obra de parque em zona de proteção ambiental deixa lixo e desmatamento

    Obra de parque em zona de proteção ambiental deixa lixo e desmatamento

    Leonardo Amaro/Metrópoles
    Embalagens de materiais de construção são descartados em obra no Parque dos Búfalos - Metrópoles

    Antiga reivindicação da comunidade de Cidade Ademar, na zona sul da capital paulista, o Parque dos Búfalos vive a expectativa da conclusão das obras realizadas pela Prefeitura de São Paulo, iniciadas há oito anos, entre pausas e retomadas. A inauguração é prometida para o primeiro trimestre deste ano, mas moradores reclamam do rastro de desmatamento e sujeira que a construção deixou no local, além do projeto original incompleto.

    Originalmente, o território tinha quase o dobro de tamanho, mas parte dele foi destinada pela Prefeitura para a construção de um condomínio com 193 prédios — o Residencial Espanha.

    Ao longo dos oito anos desde o início das obras, moradores apontaram diversas irregularidades ocorridas no local, como remoção de árvores, descarte irregular de materiais de construção, soterramento das nascentes e falta de segurança — há relatos de que o parque seja usado como ponto de “desova” de cargas roubadas e até de cadáver. Tais queixas foram apresentadas ao Ministério Público de São Paulo, ainda em 2021, que instaurou um inquérito civil e depois passou a monitorar a obra por meio de um Procedimento Administrativo de Acompanhamento.

    O Metrópoles visitou o local e percorreu o trecho que corresponde ao Núcleo Sede, que será inaugurado até março deste ano, de acordo com a Prefeitura. Apesar de estar oficialmente em obras, o parque é frequentado normalmente por moradores e ainda possui uma entrada lateral sem qualquer bloqueio ou vigilância (veja galeria abaixo).

     

    Ao longo da trilha — que foi construída pelos próprios moradores, antes mesmo de o parque ser anunciado, foi possível observar buracos cavados embaixo de árvores para receber luminárias, árvores de pequeno e médio porte derrubadas, montes de concreto acumulados, embalagens de materiais de construção descartados e sinais de erosão no solo onde passou o maquinário pesado utilizado nas obras. Alguns entulhos foram jogados em áreas de difícil acesso e visão.

    “A prefeitura vai entregar 20% do que foi prometido. Prometeram que iam pavimentar todo o parque, fazer vários playgrounds, várias entradas, várias guaritas, segurança, limpeza, e nada disso tem acontecido”, afirma o líder comunitário Wesley Silvestre, fundador da Oëkobr, organização dedicada à conscientização ambiental e ao desenvolvimento sociocultural do bairro. “Além disso, resíduos de obra, o impacto sobre as nascentes, assoreamento da represa, com esse pouco de obra que aconteceu, é muito grande”, completa.

    Segundo Wesley, o projeto de reforma não considerou as características do parque. “Estão cortando árvores para colocar postes de luz. Daria para colocar um metro para cá, um metro para lá, e evitar mais cortes. Árvores velhas, centenárias, a Prefeitura colocou no chão”, diz.

    Para o líder comunitário, o playground construído no local pode oferecer riscos para as crianças. “Nos outros parques, a gente não vê brinquedos tão inferiores de qualidade. Alguma criança vai se acidentar ali, é um labirinto de concreto”, afirma.

    O que diz a prefeitura

    Procurada, a Prefeitura de São Paulo afirmou que as alegações apresentadas na denúncia não procedem. “Todas as ações realizadas no Parque Apurá Búfalos seguiram rigorosamente critérios técnicos e legais, assegurando a integridade e a preservação da área verde. Além disso, a pasta já prestou todos os esclarecimentos necessários ao Ministério Público”, disse.

    Segundo a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente, o Núcleo Sede está “em fase final de implantação” e faz parte da primeira etapa do projeto. “A inauguração está prevista para ocorrer ainda no primeiro trimestre deste ano. A segunda etapa do projeto inclui a implantação de praças, mirantes e a pavimentação dos caminhos”, afirmou. A próxima fase das obras ainda será submetida a processo licitatório, de acordo com a gestão municipal.

    A Emccamp Residencial, construtora responsável pelo Residencial Espanha, teve que realizar plantio compensatório dentro da área do parque, devido à remoção da vegetação realizada para a construção do condomínio. Em nota, a empresa afirmou que o empreendimento foi entregue em 2017 e que não realiza mais obras no local.

    “Durante a implantação, todos os programas ambientais exigidos foram executados, com monitoramento contínuo e adoção de medidas de controle de resíduos, erosão, recursos hídricos, fauna, flora, qualidade do ar e ruídos”, afirmou a construtora.

    O Metrópoles entrou em contato com a Engecon, empresa responsável pelas obras dentro do Parque dos Búfalos, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestações.

  • Secretário defende consórcio do DF e GO: "Não tem outra solução"

    Secretário defende consórcio do DF e GO: "Não tem outra solução"

    Hugo Barreto/Metrópoles
    Ônibus em terminal no Entorno do DF

    O secretário do Entorno do Distrito Federal, Cristian Viana, afirmou ao Metrópoles que considera “importante” que o consórcio com Goiás para a gestão do transporte público do DF e Entorno “saia do papel ainda esse ano”.

    O protocolo de intenções do consórcio está sob análise do governo goiano. Segundo Viana, houve atraso no encaminhamento da minuta por diversos motivos, entre eles, a intenção da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) de fazer com que DF e GO se responsabilizassem por todo o passivo [ou obrigações ] dos contratos de concessão.

    “O consórcio cuidaria do momento de estabelecimento dele para frente”, frisou o secretário. Procurada, a ANTT ainda não se manifestou sobre a intenção.

    Segundo o gestor, apesar dos governadores das duas unidades da Federação já terem expressado que, em abril, irão deixar os cargos para disputarem as eleições de 2026, a criação do consórcio também faz parte da “agenda” dos vices.

    Não tem outra solução. Tem que ter uma entidade que seja composta pelos dois entes para que eles possam delegar esses contratos [ de transporte]. E não pode só um estado subsidiar, porque o interesse é recíproco”, completou.

    Viana ainda disse que, atualmente, “quem sustenta a operação (do Entorno) é a tarifa do usuário”. “Isso faz com que a passagem seja cara e o transporte deficitário”, afirmou.

    Após análise de GO, o protocolo de intenções deve ser aprovado pelo Poder Legislativo de cada unidade da Federação para que o consórcio possa ser criado.

    “É importante que saia [do papel ainda esse ano]. Se a gente não estabelecer esse consórcio, vai ficar mais do mesmo. A população sofrendo, os prefeitos recebem a pressão, não têm competência para resolver, tão pouco os dois governadores sozinhos”, completou.

    Fundo de Desenvolvimento

    O secretário afirmou que aguarda a aprovação pela Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) do projeto de criação do Fundo de Desenvolvimento Integrado do Entorno.

    Segundo ele, esse fundo “será um instrumento jurídico e orçamentário para organizar e concatenar os recursos que já existem (emendas parlamentares) com o planejamento do DF”.

    O projeto já passou pelas comissões da Casa e aguarda inclusão na pauta para ser discutido pelo plenário.

    Entorno

    Conhecida como Entorno, a Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno (RIDE-DF) foi criada em 1998. A área é composta por 29 municípios de Goiás e quatro de Minas Gerais, totalizando 33 cidades.

    Consideram-se de interesse da Ride os serviços públicos comuns ao Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais e aos municípios que a integram, relacionados com  áreas como infraestrutura; geração de empregos e capacitação profissional; saneamento básico; uso, parcelamento e ocupação do solo; transportes e sistema viário; saúde e assistência social, entre outros.