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  • Como a crise na vacinação em outros países impacta o Brasil?

    Como a crise na vacinação em outros países impacta o Brasil?

    d3sign/Getty Images
    Imagem colorida mostra vacinação contra dengue. Metrópoles

    Mudanças recentes em diretrizes de vacinação nos Estados Unidos e a queda nas coberturas em diversos países têm reacendido o alerta sobre o retorno de doenças preveníveis.

    O sarampo, por exemplo, voltou a causar surtos em diferentes regiões do mundo e, na última segunda-feira (26/1), levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar que países como Espanha e o Reino Unido perderam o status de livres da doença.

    Especialistas ouvidos pelo Metrópoles explicam que esse cenário também pode trazer impactos para o Brasil. O infectologista Alberto Chebabo, dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro, destaca que o risco aumenta em um planeta com fronteiras cada vez mais conectadas.

    “Quando países retiram vacinas essenciais do calendário oficial ou não estimulam a vacinação, passam a mensagem de que imunização é opcional, e não uma iniciativa de saúde pública”, afirma.

    Segundo o médico, essa postura também alimenta a desinformação e fortalece movimentos antivacina em escala global, enfraquecendo um esforço coletivo que levou décadas para ser construído.

    Cenário brasileiro

    No Brasil, o risco se agrava porque a vacinação não avança de forma uniforme em todo o território. A médica Isabella Ballalai, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirma que a proteção contra o sarampo depende de uma cobertura de pelo menos 95%, mas ainda há bolsões de baixa adesão.

    “Mesmo que o país tenha uma cobertura razoavelmente boa no geral, o maior problema é que ela não é homogênea. Você tem municípios com taxas altas e outros com coberturas muito baixas, e isso cria áreas mais vulneráveis”, esclarece.

    Essas regiões, segundo a especialista, acabam funcionando como porta de entrada para surtos, já que uma pessoa não vacinada pode ser infectada por um caso importado e transmitir o vírus rapidamente.

    “Um estrangeiro que vem de um país com circulação de sarampo pode infectar alguém suscetível, e essa pessoa transmite para pelo menos outras 18”, alerta.

    Além do sarampo, a baixa cobertura pode reabrir espaço para outras doenças que já estavam controladas ou eliminadas.

    “Qualquer doença evitável por vacina pode voltar. Já vimos países como a Inglaterra registrarem casos de poliomielite, algo que parecia impensável. Coberturas abaixo de 95% podem trazer essas infecções de volta”, diz Isabella.

    Possível volta de doenças já controladas

    O infectologista André Bon, coordenador da infectologia do Hospital Brasília e Head de infectologia da Rede Américas, explica que a queda na vacinação em outros países aumenta a circulação de vírus que já estavam controlados.

    “Isso eleva a chance de pessoas viajarem para o Brasil já infectadas ou de brasileiros se contaminarem no exterior e retornarem trazendo a doença”, afirma.

    A pesquisadora Lúcia Abel Awad, do departamento de Imunologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, chama atenção para o fato de que a transmissão pode ocorrer antes mesmo de qualquer sintoma aparecer.

    “Mesmo pessoas assintomáticas, na fase inicial da infecção, são capazes de transmitir e disseminar vírus em locais de grande circulação, como aeroportos, rodoviárias e estações”, aponta.

    Por isso, ela destaca que o desafio não se resume a evitar a entrada de casos importados, mas a identificá-los rapidamente para impedir que se espalhem em regiões onde a vacinação não está completa.

    Vacinação é fundamental

    Lúcia avalia que o risco de reintrodução de vírus é inevitável em um contexto de globalização, mas que surtos maiores podem ser evitados com a manutenção de altas taxas de imunização no país.

    “Se mantivermos a população vacinada e protegida, mesmo que ocorram casos importados, a chance de disseminação diminui muito”, afirma.

    Ela também aponta que campanhas de comunicação feitas por fontes confiáveis são essenciais para conter o avanço da desinformação.

    Para André Bon, a principal estratégia para evitar que crises externas enfraqueçam o cenário brasileiro é manter as metas de cobertura vacinal.

    “Mais de 90% da população precisa estar com a vacinação em dia. No caso do sarampo, isso significa garantir as duas doses da tríplice viral”, diz.

    Ele ressalta que, além da imunização, sistemas de vigilância e a rápida notificação de casos suspeitos são decisivos para conter surtos antes que se espalhem.

  • Conversa revela articulação para culpar vítima e livrar Pedro Turra

    Conversa revela articulação para culpar vítima e livrar Pedro Turra

    Arquivo cedido ao Metrópoles
    Conversa revela articulação para culpar vítima e livrar Pedro Turra

    Uma conversa obtida pela coluna e anexada ao inquérito policial passou a ser uma das principais peças usadas pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) para sustentar a suspeita de combinação de depoimentos no caso que envolve Pedro Arthur Turra Basso, preso preventivamente nessa sexta-feira (30/1) após agressões que deixaram um adolescente em coma profundo.

    Nas mensagens, trocadas após o espancamento ocorrido na madrugada de 23 de janeiro, um interlocutor orienta Pedro a sustentar a versão de que a vítima teria ameaçado “quebrar” o agressor e sacado um canivete, narrativa que não aparece de forma consistente nos registros iniciais da ocorrência nem nas imagens do ataque.

    “Foi legítima defesa”

    No diálogo, o contato afirma que “conseguiu tirar da cabeça dos caras que foi ele”, sugere tranquilidade ao investigado e reforça a tese de que “vai dar nada não”.

    Em seguida, orienta: “Tu foi na legítima defesa” e conclui com a afirmação de que a vítima teria sacado um canivete.

    Para o Ministério Público, o teor da conversa indica orientação direta sobre o que deveria ser dito, com o objetivo de moldar a narrativa dos fatos e afastar a responsabilidade criminal do investigado.

    Contexto da conversa

    A troca de mensagens ocorre depois da agressão e da prisão em flagrante, em um momento em que o caso já havia ganhado repercussão e antes da consolidação dos depoimentos formais.

    Segundo o MP, isso reforça a tese de que houve uma tentativa deliberada de alinhamento prévio de versões, sobretudo entre pessoas do círculo próximo de Pedro.

    O MP destaca ainda que parte das testemunhas é composta por menores de idade, o que aumenta o risco de influência indevida, intimidação ou direcionamento de falas.

    Contradições com as provas

    De acordo com os autos, vídeos já analisados pela polícia mostram a vítima sendo cercada e agredida, sem evidências claras de que estivesse armada ou representasse ameaça capaz de justificar reação violenta nos termos da legítima defesa.

    Além disso, o Ministério Público aponta que a narrativa do “canivete” surge apenas em versões posteriores, coincidentemente repetida por pessoas ligadas ao investigado.

    Peso na decisão judicial

    A conversa foi citada tanto no pedido de busca e apreensão quanto no requerimento de prisão preventiva, sob o argumento de que o investigado e seus aliados estariam interferindo na produção de provas, o que compromete a instrução criminal.

    Na decisão que decretou a prisão, o juiz destacou que há indícios de que Pedro acredita na impunidade, desafia a ordem pública e atua para dificultar a reconstrução da verdade, especialmente ao tentar transferir à vítima a responsabilidade pela violência.

    A Polícia Civil e o MPDFT continuam analisando celulares e outros dispositivos apreendidos para verificar se há novas conversas semelhantes, inclusive envolvendo outros episódios de agressão atribuídos ao investigado.

  • Molha CLT: por que chove forte no fim da tarde? Especialistas explicam. Veja vídeo

    Molha CLT: por que chove forte no fim da tarde? Especialistas explicam. Veja vídeo

    Cesar Sacheto / METRÓPOLES
    CHUVA SAO PAULO

    Você já parou para pensar por que a chuva forte sempre chega no período da tarde nesse início de ano, complicando a volta para casa dos trabalhadores de São Paulo? As tempestades têm causado estragos na capital, região metropolitana, litoral paulista e em cidades do interior do estado, como registrado na quarta-feira (28/1).

    A meteorologista Nadja Marinho, do TempoOK, explicou ao Metrópoles que essa chuva é típica do verão e está associada diretamente às altas temperaturas e à alta umidade, gerando áreas de instabilidade.

    O ar quente e úmido sobe em fortes movimentos e, ao atingir camadas superiores da atmosfera, que são mais frias, gera o condensamento do vapor de água, formando as nuvens conhecidas como “Cumulunimbus”.

    “Essa nuvem é a única que consegue atingir a estratosfera e gerar descargas elétricas, criando o atrito necessário entre partículas de gelo e água para gerar raios, trovões e tempestades severas”, explica a meteorologista.

    O fato dessas chuvas serem rápidas e localizadas, segundo Nadja, é o que faz delas convectivas. O meteorologista Vítor Takao, da ClimaTempo, explica. “É aquela pancada que acontece em algum ponto da cidade, um bairro, mas não acontece em outro.”

    A precipitação resfria o ar mais próximo da superfície e reduz o calor que sustentava o ar quente ascendente. Com menor força, as nuvens perdem sua intensidade rapidamente e, por isso, a chuva acaba em pouco tempo.

    Vítor explica que essa precipitação costuma chegar por volta das 15h e pode se estender até o período da noite. “E é isso que a gente chama de pancada de chuva CLT, pois pega o trabalhador desprevenido”.

    Foi esse o cenário sentido pelos moradores de São Paulo nessa quarta-feira (28/1) e em outras tardes de janeiro. A tempestade atingiu todo o estado, causando pontos de alagamento, vendaval, granizo e até desabamento de parte de um imóvel.

  • Homem é atropelado ao tentar atravessar avenida em Rio Branco; motorista fugiu

    Homem é atropelado ao tentar atravessar avenida em Rio Branco; motorista fugiu

    O morador em situação de rua Adecarlos Lima da Silva, de 34 anos, foi atropelado por um carro na noite desta sexta-feira (30), na Avenida Getúlio Vargas, na ladeira do bairro Raimundo Melo, em Rio Branco. Segundo testemunhas, Adecarlos estava embriagado e, ao tentar atravessar a avenida, foi atingido por um veículo com uma carroça […]

  • Babá é denunciada por agressão contra criança autista em Alagoas

    Babá é denunciada por agressão contra criança autista em Alagoas

    Arquivo pessoal
    Foto colorida de menino autista em Arapiraca que teria sofrido agressões da babá - Metrópoles

    Uma A suspeita é a babá da criança, que começou no trabalho em junho de 2025. Um Boletim de Ocorrência foi registrado, o que resultou na abertura de um inquérito policial.

    A mãe da criança relatou que a babá era responsável por pegar o menino, que tem autismo de grau 3, na escola e levá-lo para a casa dela, no bairro Brasília. Na residência, ele ficava por cerca de quatro horas.

    Leia a reportagem completa no Gazeta Web, parceiro do Metrópoles.

  • Dupla é presa após assalto a farmácia na Avenida Sobral, em Rio Branco

    Dupla é presa após assalto a farmácia na Avenida Sobral, em Rio Branco

    Paulo Victor Rodrigues Moreira e Lucas Vinicio Oliveira Souza, ambos de 19 anos, foram presos na noite desta sexta-feira (30) após assaltarem a Farmácia do Consumidor localizada na Avenida Sobral, no bairro da Pista, em Rio Branco. Segundo a Polícia Militar, a dupla entrou no estabelecimento no momento do fechamento do caixa, anunciou o assalto […]

  • MP questiona na Justiça lei que proíbe cotas em universidades de SC

    MP questiona na Justiça lei que proíbe cotas em universidades de SC

    MPSC/ Divulgação
    Foto colorida de fachada de prédio do MPSC - Metrópoles

    O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) entrou, nesta sexta-feira (30/1), com uma ação direta de inconstitucionalidade contra a lei que proíbe a adoção de cotas raciais em universidades públicas do Estado ou que recebam recursos estaduais. A ação aponta que a lei é inconstitucional e viola diretamente a autonomia universitária.

    A ação foi proposta pela Procuradora-Geral de Justiça, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, e foi embasada, segundo o órgão, por um estudo jurídico do Centro de Apoio Operacional de Controle da Constitucionalidade, com a assinatura do procurador de Justiça Isaac Sabá Guimarães. No documento, o Ministério Público afirma que a lei está em desconformidade com a Constituição.

    Leia a reportagem completa no NSC Total, parceiro do Metrópoles.

  • Filhos de Mansur eram beneficiários dos fundos da Reag utilizados pelo Master

    Filhos de Mansur eram beneficiários dos fundos da Reag utilizados pelo Master

    Reprodução/LinkeDIn
    Foto colorida de João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos - Metrópoles

    Os filhos do fundador da Reag, João Carlos Mansur, aparecem como beneficiários de fundos que movimentaram R$ 1,45 bilhão. O dinheiro, segundo os investigadores, seria do Banco Master, que atuaria de forma “conjunta” com a Reag para desviar valores em meio ao emaranhado de fundos geridos pela Reag.

    As informações constam em manifestação do Ministério Público Federal (MPF) ao corroborar o pedido da Polícia Federal (PF) para incluir Mansur na lista de alvos da segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada no dia 14 de janeiro.

    De acordo com o trecho, citado pelo ministro Dias Toffoli, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), “representação do Banco Central demonstra a utilização da Reag para o desvio de valores do Banco Master”. Além disso, “pessoas relacionadas a João Mansur — seus filhos — foram utilizados para a prática dos crimes”.

    Os investigadores citam os fundos Astralo 95 e Reag Growth 95 que, de acordo com eles, “integram uma extensa cadeia de controle, cujos beneficiários finais declarados são Lucas Francolina Falbo Mansur, Marina Franco Falbo Mansur e Alex Franco Falbo Mansur”.

    A extensão e a complexidade destas cadeias de transações apresentam indícios de que as operações foram estruturadas mediante a participação coordenada do Banco Master e da Reag DTVM, possuindo o objetivo comum de desviar recursos do conglomerado Master para outros veículos com destinação alheia aos interesses da instituição”, complementou o Ministério Público Federal.

    Como mostrou a coluna, até o início das operações envolvendo o PCC e a Faria Lima, a Reag Investimentos era considerada o empreendimento de maior sucesso instalado no maior centro financeiro do país. E não sem motivo. Em apenas cinco anos, de 2020 até 2025, o patrimônio sob a gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: foi de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões.

    A Reag foi liquidada pelo BC um dia após a operação que teve Mansur como um dos alvos. Ao justificar a liquidação, a autarquia afirmou que a decisão foi motivada por graves violações às normas que “regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN)“. A APS Serviços Especializados de Apoio Administrativo Ltda foi nomeada como liquidante do processo, tendo como responsável técnico Antônio Pereira de Souza.

    A coluna tentou contato com Mansur e com a Reag, mas nenhuma das assessorias respondeu aos questionamentos da reportagem. O espaço segue aberto para possíveis manifestações.

  • Oswaldo D’Albuquerque assume comando do MPAC; Patrícia Rêgo e novos conselheiros também tomam posse

    Oswaldo D’Albuquerque assume comando do MPAC; Patrícia Rêgo e novos conselheiros também tomam posse

    Em sessão solene realizada nesta sexta-feira, 30, no auditório do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC), tomou posse no cargo de procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) o procurador de Justiça Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto, para o biênio 2026–2028. Durante a cerimônia, também foram empossados a procuradora de Justiça […]

  • Oswaldo D’Albuquerque convoca 10 novos promotores de Justiça durante posse no MPAC

    Oswaldo D’Albuquerque convoca 10 novos promotores de Justiça durante posse no MPAC

    Durante a solenidade de posse como procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), realizada nesta sexta-feira, 30, no auditório do Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC), Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto anunciou a convocação de dez novos promotores de Justiça substitutos aprovados no 13º concurso público da instituição. A medida marca […]