Categoria: Teste

  • CPMI do INSS deve ouvir presidente da Dataprev e Leila Pereira nesta segunda

    CPMI do INSS deve ouvir presidente da Dataprev e Leila Pereira nesta segunda

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    CPMI do INSS

    A CPMI do INSS tem três depoimentos marcados para a tarde desta segunda-feira (9/3). O colegiado espera ouvir o presidente da Dataprev, Rodrigo Ortiz D’Avila Assumpção; a presidente do Banco Crefisa, Leila Pereira; e o CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo. Ainda não há confirmação sobre quais nomes falarão à comissão.

    O presidente da Dataprev deveria ter prestado depoimento na última quinta-feira (5/3), mas a reunião foi cancelada em razão de um problema de saúde do relator. A convocação atende aos requerimentos apresentados pelos senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Carlos Viana (PSD-MG), presidente da CPMI. Eles alegam que a Dataprev passou a ser alvo de questionamentos relacionados a falhas operacionais e vulnerabilidade na área de segurança cibernética.

    Os parlamentares querem tratar das medidas de proteção dos dados dos cidadãos, principalmente relacionados aos beneficiários do INSS, e do fortalecimento da governança digital previdenciária. Além disso, querem discutir as falhas recorrentes da plataforma Meu INSS.

    A Dataprev, no entanto, encaminhou ofício à CPMI em que pede o adiamento da oitiva.

    Já em relação a Leila Pereira, o relator da comissão afirma que a Crefisa ganhou papel central ao se tornar a principal vencedora do pregão para pagamento de novos benefícios do INSS, concentrando grande parte da operação. Até a noite desse domingo (8/3), Leila ainda não havia informado se compareceria para prestar esclarecimentos.

    Também está marcada o depoimento do CEO do Banco C6 Consignado, Artur Ildefonso Brotto Azevedo, convocado a pedido do relator. De acordo com Gaspar, o banco, que possui acordo de cooperação com o INSS, oferta crédito consignado a titulares de benefícios administrados pela autarquia.

  • DF começa semana com 734 vagas de emprego abertas

    DF começa semana com 734 vagas de emprego abertas

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Imagem colorida mostra trabalhador com carteira de trabalho na mão

    O Distrito Federal inicia a semana com 734 vagas de emprego abertas nas agências do trabalhador nesta segunda-feira (9/3). As oportunidades são destinadas a candidatos com diferentes níveis de escolaridade, com ou sem experiência. Os salários podem chegar a R$ 3,8 mil.

    A vaga com maior remuneração é para gerente de hotel, em Sobradinho (DF). Há uma oportunidade disponível para candidatos com ensino médio completo e experiência comprovada.

    Entre as funções com maior número de postos está a de servente de obras, em Samambaia Sul (DF), que concentra 50 vagas. Para a função, é exigido ensino fundamental completo, mas não é necessário ter experiência comprovada. O salário oferecido é de R$ 1.639, além de benefícios.

    Os interessados podem cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou comparecer a uma das 16 agências do trabalhador do DF, que funcionam de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

    Mesmo que o candidato não encontre uma vaga de interesse no dia, o cadastro permanece no sistema e pode ser utilizado em processos seletivos futuros, já que os dados são cruzados com o perfil procurado pelas empresas.

    Empregadores que desejam oferecer vagas ou utilizar o espaço das agências para realizar entrevistas podem se cadastrar presencialmente nas unidades, pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br ou pelo Canal do Empregador, disponível no site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda do DF.

  • Investimento de R$ 8 milhões triplica sessões de hemodiálise no DF

    Investimento de R$ 8 milhões triplica sessões de hemodiálise no DF

    09/03/2026 06:00, atualizado 09/03/2026 06:00

    metropoles.com

    A rede pública de saúde do DF promoveu a maior reestruturação já realizada no serviço de hemodiálise da capital federal, triplicando a capacidade mensal de atendimento: de 774 para 2.220 sessões.

    Para quem depende da hemodiálise para viver, isso significa menos espera, menos deslocamentos e mais qualidade de vida.

    A ampliação foi possível após a substituição completa das máquinas antigas, modernização dos sistemas de filtragem de água e reforma estrutural dos setores de nefrologia dos hospitais regionais de Taguatinga (HRT) e do Gama (HRG).

    Veículos oficiais da Secretaria de Saúde estacionados em área externa do hospital. O logotipo institucional está visível na lateral da ambulância.
    Ampliação da estrutura garante mais agilidade e continuidade no tratamento

    Ao todo, foram investidos R$ 4,7 milhões na aquisição de 75 novas máquinas de hemodiálise para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT.

    No HRG, o investimento foi de aproximadamente R$ 3 milhões, contemplando novas máquinas, monitores, poltronas específicas, rede de gases medicinais e adequações elétricas, hidráulicas e de climatização.

    O impacto é concreto: a capacidade hospitalar conjunta saltou de 70 para 180 vagas de hemodiálise, crescimento de 157%.

    Tecnologia que faz diferença

    No Hospital Regional de Taguatinga, o sistema de osmose reversa, responsável pela purificação extrema da água utilizada na hemodiálise, foi totalmente substituído por uma tecnologia de duplo passo, considerada mais moderna e segura.

    “Além disso, foi renovada toda a parte dos tubos, foi totalmente revitalizado o setor. Então é muito mais conforto para os servidores e para os pacientes. Tudo climatizado, tudo novinho”, explica a médica nefrologista Iara Campos de Carvalho.

    Mulher adulta, de cabelos longos e escuros, veste blusa marrom e olha diretamente para a câmera. Ao fundo, aparece desfocado o prédio da Unidade de Nefrologia e pessoas circulando.
    Iara Campos de Carvalho: “agora tem mais segurança para o paciente”

    A osmose é considerada o “coração” do sistema. É ela que garante que a água usada no tratamento esteja dentro de padrões rigorosos de pureza, fundamentais para pacientes com insuficiência renal.

    Com a modernização, .

    Além disso, o Gama passou a oferecer suporte dialítico no box de emergência e ampliou para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise, fortalecendo o atendimento a casos críticos.

    Menos transferência, mais continuidade

    Um dos principais ganhos da reestruturação é a melhoria no fluxo hospitalar.

    Na prática, isso significa:

    Somente em 2025, o Hospital Regional de Taguatinga fez 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior serviço de nefrologia do Distrito Federal e referência regional.

    Com a ampliação de 774 para 2.220 sessões mensais, o DF passa a oferecer atendimento mais rápido e estruturado, reduzindo filas e ampliando o acesso ao tratamento.

    A modernização também traz mais conforto físico: poltronas adequadas, ambiente climatizado, equipamentos novos e monitoramento mais preciso.

    Imagem em close do braço de um paciente conectado ao equipamento de hemodiálise por meio de tubos e acesso venoso. Os cabos e conexões estão organizados e monitorados.
    Tecnologia e cuidado: novas máquinas garantem mais segurança e conforto aos pacientes

    Novo patamar para a nefrologia pública

    A reestruturação dos serviços de nefrologia no DF marca um avanço histórico na rede pública.

    Além da modernização física, a substituição inédita dos sistemas de filtragem avançada e a aquisição de novas máquinas representam um salto tecnológico significativo.

    Mais do que números, trata-se de impacto real na rotina de quem depende da hemodiálise para viver.

    O que mudou não foi apenas o equipamento. Para muitos pacientes, mudou a perspectiva de vida.

  • Paulo, o Apóstolo, já explicou por que inexiste o candidato “nem-nem”

    Paulo, o Apóstolo, já explicou por que inexiste o candidato “nem-nem”

    Reprodução
    Imagem de A Conversão de São Paulo, de Caravaggio

    Até agora, a possibilidade de haver um nome “nem-nem” na disputa eleitoral, como, à primeira vista ao menos, parece ser a pretensão de Gilberto Kassab, presidente do PSD, e de parte considerável do que chamo de “extremismo de centro”, “flopou”, deu errado. E por quê? Acho que temos de pensar a respeito. Na essência, a direita que se pretende democrática se tornou uma fraude real e conceitual. Preciso de algumas digressões aproximativas. E terminarei este texto com a Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios.

    Polarização uma ova!

    Poucas coisas me soam tão aborrecidas como a tese da “polarização” e a afirmação, que costuma vir em tom de censura, de que tanto Lula como Jair Bolsonaro apostaram na dita-cuja para impedir a renovação do processo político e manter intocados seus respectivos feudos. Vamos ver. Desconheço político, porque iria contra a natureza — talvez até a humana, mas disso não estou certo, e esta é uma ironia —, que declare a própria obsolescência, ainda que ela exista. Por que Lula e Bolsonaro pegariam o seu banquinho, como num quadro do antigo programa de Raul Gil, e sairiam de mansinho? Quem faz isso? Ademais, vale a máxima que circula por aí e que já encontrei num boteco de periferia: “Quem não tem competência não se estabeleça”.

    Lula, por acaso, proibiu a emergência de algum nome progressista ou do centro democrático? A questão é outra: quem poderia ombrear com ele no terreno em que transita hoje? Vocês verão que Fernando Haddad, ministro da Fazenda, vai bem numa simulação nacional. Coloquem-se, no entanto, no lugar do líder petista e dos próceres do seu partido: alguém abriria mão de um pré-candidato com 25% na votação espontânea e 39% na simulação mais provável de primeiro turno? E que bate todos os possíveis adversários no segundo? Com a devida vênia, a política é diferente de uma brincadeira de roda.

    Cadê a direita democrática?

    Vamos para o outro lado da linha. Cadê a direita democrática? Escrevi aqui no sábado por que cravei, no dia 7 de julho do ano passado, que Jair escolheria um Bolsonaro para ser não apenas o seu candidato à Presidência, mas o seu sucessor na extrema direita. Parecia uma insensatez analítica, contra todas as probabilidades. E, no entanto, era a única coisa realmente óbvia. Já escrevi qual foi a leitura a que procedeu a família e que fazia todo o sentido do seu ponto de vista. Fosse eu um Bolsonaro, leitor — por mais que possa achar apavorante a suposição —, e teria feito a mesma coisa. E ouso dizer que você seguiria o mesmo caminho, qualquer que seja a sua posição ideológica.

    A minha questão, neste ponto da análise, se volta para os pré-candidatos a candidatos “nem-nem”. Pergunto: eles realmente tentaram construir uma alternativa ao bolsonarismo? Esforçaram-se para se mostrar diferentes? Acenaram para outras prefigurações, para um outro futuro, para outra perspectiva? Deixaram claro, por exemplo, que a questão da democracia é inegociável e que não há espaço, e isso deveria ser escandalosamente óbvio, para o golpismo?

    A resposta, infelizmente, é não.

    Quantas chances deu Bolsonaro à direita democrática?

    Não é preciso que vocês suponham que não vejo virtudes em Jair Bolsonaro. Não vejo. Mas se lhe reconheça a, como chamarei?, sinceridade ideológica. Contra ele se pode dizer tudo, menos que tenha escondido o que pensa. Jamais! Da defesa do fuzilamento de 30 mil, incluindo Fernando Henrique Cardoso, a espancar um filho gay — “e, se o filho começa a ficar assim meio gayzinho, leva um couro, e ele muda o comportamento dele” —, o homem disse tudo e mais um pouco. No auge da abjeção asquerosa, tratou o estupro como matéria de “merecimento”, mas não aplicável às mulheres feias… Faltou o quê?

    Santo Deus! Quantas foram as chances que teve a direita democrática, em existindo, de se distanciar de Bolsonaro? Se todo o horror que se viu no período de enfrentamento da pandemia não lhe pareceu o bastante — “Aqui todo mundo vai morrer; não adianta fugir disso, fugir da realidade; tem que deixar de ser um país de maricas” —, houve as evidências da tentativa golpista, o 8 de janeiro, tudo o que se revelou depois…

    Essa tal direita buscou se reinventar, afastar-se do capitão, evidenciar que era mesmo outra coisa, que não condescendia com a barbárie? A resposta é escancaradamente “não”!

    O Deus que vela pela ideologia conservadora — uma fantasia, claro!; houvesse, seria o ranzinza do Velho Testamento, não o do “Jesus Cristinho” de Manuel Bandeira — mandou um outro barco para a direita democrática, se ela existisse: as tarifas de Trump, com a punição imposta aos ministros do Supremo pelo governo dos EUA. Que chance fantástica, não? Enquanto os Bolsonaros aplaudiam o presidente norte-americano, os governadores Ratinho Jr. (PR), Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) tiveram a chance de fazer a diferença. E até poderiam ter dito: “Não gostamos de Lula, mas o que Trump faz é inaceitável; isso prejudica os brasileiros.” Até Silas Malafaia passou uma carraspana em Eduardo Bolsonaro. Mas não esses senhores. Romeu Zema (MG), que se pretende mais bolsonarista do que Flávio, tampouco. Preferiram atacar Lula. O mesmo fez Tarcísio de Freitas (SP), que ainda apostava que seria o ungido. Foi além: recomendou ao presidente brasileiro que cedesse primeiro e negociasse depois. Leite foi mais discreto, mas fugiu da assertividade contra a aberração trumpista.

    Resultados são explicáveis

    Voltemos à tese estúpida da polarização. Lula pode escolher o que ele próprio pensa e tem grande influência nas escolhas de seu partido. Os Bolsonaros fazem o seu jogo quando exibem consciência do capital eleitoral que têm e se impõem no PL e na extrema direita. Ora, por que, então, existindo uma direita democrática, ela não buscou se diferenciar do bolsonarismo? Ao contrário: rendeu-se. Ou não vimos os peessedistas Ratinho Jr. e Caiado e o “novista” Romeu Zema a defender, por exemplo, a anistia a Bolsonaro? No fim das contas, acabam por apoiar os mesmos valores, embora se queiram, sei lá como escrever, “mais limpinhos”… A isso chamei no passado de ambição de se ter um “bolsonarismo sem Bolsonaro”. Ora, o capitão e seus filhotes perceberam: “Querem os nossos votos, mas pretendem se mostrar moralmente superiores a nós”. Não colou.

    Gráfico com simulações de março para a eleição presidencial de 2026 - Metrópoles

    No cenário mais provável de primeiro turno testado pelo Datafolha, Lula (PT) aparece com 38% das intenções de voto; Flávio (PL), com 32%; Ratinho Jr. (PSD), com 7%; Romeu Zema (Novo), com 4%; Renan Santos (Missão), com 3%, e Aldo Rebelo (PDC), com 2%. Não quero que ninguém fique chateado comigo, mas o empate técnico até de Ratinho com Santos beira a humilhação. Quando aparecem na simulação, Caiado e Leite têm, respectivamente, 4% e 3%. O Missão é o partido do MBL. O movimento é forte e muito organizado nas redes, mas não dispõe de um governo de Estado, por exemplo. É inequivocamente de direita, navega nas águas do antissistema, é estridentemente antilulista e antipetista, mas teve a prudência, até onde acompanhei, de se opor à anistia para Bolsonaro, embora a tenha defendido para os demais presos do 8 de janeiro — que, de fato, são bem poucos.

    Por que lideranças que dispõem de máquinas políticas consideráveis empatam com o nome de um partido recém-criado, ainda que de um movimento robusto? Ousaria dizer que é porque as diferenças tornadas públicas entre o MBL e o bolsonarismo — por menos que se possa gostar do “Missão” — conseguem ser mais claras em pontos específicos do que aquelas exibidas, por exemplo, pelos nomes do PSD ou por Zema. Não se trata de um elogio ao Missão, mas de um juízo certamente demeritório àqueles que se apresentam como “nem-nem” sem que o sejam. De fato, eles estão e um dos lados — e um dos “nens” é, pois, falso.

    Segundo turno

    Simulação de segundo turno de março para as eleições presidenciais

    “Ah, mas veja o segundo turno… Lula empata, na margem de erro com Flávio (46% a 43%) e também com Ratinho Jr. (45% a 41%)”. É o antipetismo/antilulismo que eleva a esse nível a votação do governador do Paraná. Ocorre que só disputa o segundo turno quem passa pelo crivo do primeiro. E ninguém prende a mão dos eleitores com as algemas da tal “polarização” para impedir que escolham uma alternativa. Acontece que 32% querem, de cara, o bolsonarismo-raiz quando escolhem o filho do ex-presidente já na primeira jornada. A direita que pretende ter uma identidade não bolsonarista teve oportunidades verdadeiramente espantosas de mostrar a que veio. E não mostrou. E não mostra. Deveria ter tido a coragem de combater a barbárie, inclusive institucional, mas preferiu se aliar a ela. Deixou-se fagocitar.

    É o percentual que obtém o dito “Zero Um” contra o atual presidente e também contra Fernando Haddad se este viesse a disputar, o que só aconteceria em hipóteses escalafobéticas. O ministro da Fazenda é menos conhecido do que o presidente, e nem por isso Flávio cresce.

    Também isso reforça que a dita “polarização” que tanto enche de horror certos setores da análise política é, sim, uma imposição. Mas é uma imposição de Sua Majestade o Eleitor.

    Paulo, o Apóstolo dos Gentios

    Ora, para que o eleitor possa escolher, então, produtos diferentes da gôndola ideológica, é forçoso que haja a oferta de… produtos diferentes. Se essa linguagem parece excessivamente reificadora para tratar de eleição, a gente pode apelar à Primeira Epístola de Paulo aos Coríntios (e aos corintianos, sempre… Vai, Curíntia!):

    “Da mesma sorte, se as coisas inanimadas, que emitem som, seja flauta, seja cítara, não formarem sons distintos, como se saberá o que se toca com a flauta ou com a cítara?
    Porque, se a trombeta der sonido incerto, quem se preparará para a batalha?
    Assim também vós: se, com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar.”

    Paulo, o Apóstolo dos Gentios, explicou por que inexiste terceira via ou candidato nem-nem.

    Os que assim se pretendem dizem não tocar nem cítara nem flauta. E isso já seria ruim.

    Mas a verdade é que tocam flauta para Bolsonaro e para o bolsonarismo.

    A tragédia, então, se rebaixa como farsa.

  • Vai precisar de guarda-chuva? Veja a previsão do tempo na semana em SP

    Vai precisar de guarda-chuva? Veja a previsão do tempo na semana em SP

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem mostra dia quente em São Paulo - Metrópoles

    Os moradores da cidade de São Paulo devem se preparar para um começo de semana com mais chuva, e temperaturas amenas, segundo previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

    Segundo os meterologistas, a segunda-feira (9/3), deve ter temperaturas oscilando entre 17ºC e 24ºC. Durante a manhã, a expectativa é de muitas nuvens no céu, pancadas de chuva isoladas e trovodas. A previsão é de mais chuva para os períodos da tarde e noite.


    Veja a tendência para os demais dias da semana


    Tempestade em SP

    Desde o início da tarde, o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE-SP) registrou pontos de alagamentos nas Marginais Tietê e Pinheiros, na capital paulista, após a tempestade que atingiu a cidade. Às 17h13, as zonas sudeste e leste continuam em estado de atenção, enquanto o Ipiranga foi classificado em estado de alerta. Às 17h40, toda a cidade foi retirada da classificação de atenção para alagamentos.

    De acordo com o órgão da Prefeitura de São Paulo, foram registrados alagamentos na Marginal Tietê, altura da Ponte Cruzeiro do Sul, no sentido Ayrton Senna/Castello Branco, e em um trecho da Marginal Pinheiros: na Ponte Engenheiro Roberto Zuccolo (Cidade Jardim), sentido Interlagos/Castello Branco. A marcação estava ativa no site do CGE-SP até às 17h21.

    Caminhões da Enel ilhados

    Dois caminhões da concessionária Enel — que distribui energia elétrica para a cidade de São Paulo e outros 23 municípios da região metropolitana — ficaram ilhados em um alagamento durante a tempestade que caiu  da capital, na tarde deste domingo (8/3). O incidente ocorreu na Rua Dom Lucas Obes, altura do número 1.141, na região do Ipiranga, zona sul da cidade.

    De acordo com nota, enviada ao Metrópoles, a Enel informou que “as equipes de empresa parceira aguardam a redução do nível da água para se deslocarem com segurança, devido ao alagamento na região. A companhia mantém contato com os profissionais e segue monitorando a situação.”

    Às 21h00, 15.475 imóveis estão sem energiaelétrica  na capital paulista — número que chegou a aproximadamente 33 mil durante a tarde — e, na área total de atuação da empresa, 21.596.

    Muro de Congonhas desaba

    Um muro que cerca o Aeroporto de Congonhas, na zona sul de SP, desabou durante a forte chuva que atingiu a região, na tarde deste domingo. Imagens feitas por uma testemunha mostram uma enxurrada tomando conta da estrutura (assista abaixo).

    Segundo a concessionária Aena, o desabamento não impactou as operações nem a segurança do terminal. “As áreas foram isoladas imediatamente após o ocorrido e estão sendo monitoradas pelas equipes de segurança do aeroporto. Ninguém ficou ferido”, informou, em nota.

    Morte em Sorocaba

    em Sorocaba, no interiorpaulista, nesse sábado (7/3). A cidade foi uma das mais atingidas pelos temporais deste fim de semana no estado.

    Valerio Dias de Assunção Melo havia desaparecido no bairro Jardim Guadalupe. O corpo dele foi encontrado durante buscas realizadas por equipes do Corpo de Bombeiros, segundo informações da Defesa Civil.

  • Aliados veem saída para Castro concorrer mesmo se for condenado no TSE

    Aliados veem saída para Castro concorrer mesmo se for condenado no TSE

    LUIS NOVA/ESPECIAL METRÓPOLES @LuisGustavoNova
    o-senador-flavio-bolsonaro-e-claudio-castro-definiram-o-deputado-estadual-e-atual-secretario-estadual-das-cidades-douglas-ruas-pl-como-o-candidato-ao-comando-do-palacio-guanabara—metropoles-9

    Apesar da situação difícil de Cláudio Castro (PL) no TSE, aliados do atual governador do Rio de Janeiro apontam alternativas para que ele possa concorrer ao Senado em 2026.

    A solução, dizem, seria Castro disputar as eleições e até mesmo exercer seu mandato por meio de uma liminar, como aconteceu com o ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL).

    Lira concorreu em 2018 e 2022 graças a uma decisão provisória da Justiça alagoana. À época, ele estava inelegível após ser condenado por um suposto esquema de desvio de votos na Assembleia Legislativa.

    Para que ele concorresse, a defesa de Lira argumentou que um eventual impedimento até que todos os recursos fossem julgados trariam um dado “irreperável” a ele, que ficaria sem mandato.

    A situação de Castro, contudo, é diferente. O governador do Rio de Janeiro será julgado pelo TSE por suposto abuso de poder político e econômico no chamado “escândalo do Ceperj”.

    O julgamento será retomado na terça-feira (10/3) com o voto do ministro Antonio Carlos Ferreira. Apesar de seus aliados admitirem que a situação é difícil, Castro aposta em um pedido de vista para adiar o desfecho do caso.

  • Mais um celular aterroriza o PT e o PL no caso Master

    Foto: Divulgação
    CPMI do INSS espera ouvir Daniel Vorcaro nesta quinta-feira (5/2)

    A divulgação das mensagens do celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tem agitado os bastidores dos Três Poderes da República.

    Mas não é apenas o aparelho do banqueiro que preocupa os  políticos em Brasília.

    A coluna apurou que o celular de um sócio de Vorcaro também passou a gerar apreensão na classe política, especialmente entre parlamentares do Nordeste.

    Trata-se do aparelho telefônico de Augusto Lima, conhecido como Guga Lima, um dos principais sócios do dono do Banco Master.

    Nos bastidores, integrantes do PT do presidente Lula e do PL  do ex-presidente Jair Bolsonaro, admitem receio com a eventual divulgação do conteúdo do aparelho. Eles avaliam que as mensagens podem comprometer e atingir  aliados dos dois campos políticos.

    Guga Lima foi preso preventivamente na primeira fase da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025. Depois, acabou solto e passou a responder ao processo em liberdade, submetido a medidas cautelares.

    O empresário mantém relação com diversos políticos. Entre eles, o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Ele também é próximo do ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro, João Roma, hoje uma das principais lideranças do PL no Nordeste.

     

  • Lulinha, o investigado em potencial, diz estar limpinho da silva

    Lulinha, o investigado em potencial, diz estar limpinho da silva

    Reprodução / Instagram
    Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha

    Li, hoje, no principal editorial da Folha de S. Paulo, que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, biólogo e empresário do setor de tecnologia e jogos, é um “investigado em potencial”. Está dito no último parágrafo:

    “Os escândalos no campo político são sempre perigosos para o ocupante do Palácio do Planalto —e Lula tem um filho na condição de investigado em potencial. Enquanto isso, o bolsonarismo celebra as suspeitas que se acumulam no caso Banco Master contra seu maior algoz, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal”.

    “Investigado em potencial” é um termo utilizado para descrever alguém que, embora ainda não tenha sido formalmente indiciado ou incluído como investigado oficial em um inquérito, possui contra si indícios, suspeitas ou citações em procedimentos que indicam uma alta probabilidade de se tornar alvo principal de uma investigação.

    Se correta a definição, o ministro Moraes seria também um investigado em potencial. Embora ainda não tenha sido formalmente investigado ou indiciado em um inquérito, ele possui contra si indícios e suspeitas de que possa ter-se beneficiado de sua proximidade com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    Enquanto o investigado já teve seu nome incluído em inquérito ou procedimento do Ministério Público, o investigado em potencial é um estágio preliminar, muitas vezes baseado em menções, depoimentos de terceiros ou provas indiretas. Pessoas nessa situação podem sofrer medidas cautelares para que não interfiram nas investigações.

    A mulher de Moraes, advogada, prestou serviços a empresas do grupo Master. Não transgrediu nenhuma lei por causa disso. Mas não deveria tê-lo feito por ser mulher de um magistrado que poderia vir a julgar o caso de um dos seus clientes. No dia em que foi preso pela primeira vez, Vorcaro trocou mensagens com Moraes. O ministro nega.

    Antes disso, Moraes e Vorcaro se encontraram uma dezena de vezes e se falaram pelo telefone. É o que está na memória de um dos celulares de Vorcaro, apreendido pela Polícia Federal. Os outros celulares ainda não começaram a falar. Um ministro do Supremo só pode ser investigado mediante a autorização dos seus pares. Nunca aconteceu.

    Lulinha foi citado por um depoente da CPMI do INSS como tendo recebido “mesadas” de R$ 300 mil do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes (Careca do INSS). A CPI quebrou os sigilos bancário e fiscal de Lulinha. O ministro Flávio Dino, do Supremo, os restabeleceu. Vazou da CPI um documento sobre a vida financeira de Lulinha.

    O documento indica que Lulinha movimentou cerca de R$ 19,5 milhões entre 2022 e 2026, envolvendo créditos e débitos em contas pessoais no Banco do Brasil. E que nesse mesmo período, Lula doou ao filho R$ 721 mil. Tudo declarado por pai e filho em suas declarações de Imposto de Renda. E daí? Não pode?

    Sou do tempo que era crime divulgar informações financeiras de pessoas sob a guarda do Estado. Pelo visto, deixou de ser. O jornalista Elio Gaspari, em artigo publicado na Folha de S. Paulo em 25 de janeiro de 2004, contou a seguinte história:

    “Em agosto de 1991, o repórter Kaíke Nanni convenceu um jovem procurador a passar-lhe uma parte da documentação de um processo que estava em suas mãos: as declarações de renda de Paulo César Farias, o tesoureiro do então presidente Fernando Collor de Mello. […] O promotor permitiu que Kaíke copiasse 214 folhas com cinco declarações de renda de PC Farias. O repórter assumiu o compromisso de não revelar seu nome.

    Do cartapácio, resultava que Farias era um veterano sonegador. Quando o material chegou à redação [da VEJA], em São Paulo, a direção da revista foi alertada de que a publicação dos documentos era crime. Buscou-se uma saída e ela foi sugerida pelo jurista Francisco Rezek, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Tratava-se de criar um “fato legislativo”.

    Traduzindo: se um parlamentar tivesse uma cópia das declarações e as anexasse a um requerimento qualquer, elas estariam lavadas. Faltava achar o deputado. José Dirceu [do PT] aceitou representar o papel. Ele foi à redação de Veja e, nas palavras de [Mário Sérgio] Conti, [diretor da revista à época], ‘combinamos que escreveríamos na Carta ao Leitor que as declarações de renda de PC foram encaminhadas anonimamente ao deputado e ele sustentaria a mesma versão. Assim foi feito’”.

    O acesso da VEJA às declarações de Imposto de Renda de PC Farias foi um dos marcos da investigação que culminou no processo de impeachment de Fernando Collor em setembro de 1992.

    Lulinha jura que está limpinho da silva, e já ofereceu a quebra dos seus sigilos bancário, fiscal e telemático. Diz que nada tem a esconder. É o que seu pai espera.

     

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  • Presidente do INSS critica Dataprev por festa: “Não há motivo algum”

    Presidente do INSS critica Dataprev por festa: “Não há motivo algum”

    Dataprev promoveu festa para celebrar o “sucesso” da implementação de um novo sistema de Previdência, que não tem funcionado direito