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  • Ex-soldado que deu golpe em "caveiras" do Bope paga de patrão na Suíça

    Ex-soldado que deu golpe em "caveiras" do Bope paga de patrão na Suíça

    Reprodução
    Policiais do Bope atrás de caveira

    O ex-soldado da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ) Djair Oliveira de Araújo, investigado por aplicar um golpe milionário, inclusive contra policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope), provocando prejuízo estimado em R$ 30 milhões, fixou residência na Espanha. O “trader” leva uma vida confortável no continente europeu, mesmo após se tornar réu em ação penal no Brasil.

    Vídeos obtidos pela coluna Na Mira revelam detalhes da rotina do ex-policial com a esposa, Vanessa Dias Rigueto, em diversos destinos da Europa. As imagens mostram um cotidiano marcado por viagens, passeios e momentos de lazer, contrastando com a situação judicial enfrentada por Djair no Brasil. Vanessa também foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPERJ) e virou ré.

    Em audiência realizada por videoconferência, o ex-PM chegou a afirmar que estaria trabalhando como “metalúrgico” e “pedreiro” para sobreviver no país europeu. No entanto, registros recentes divulgados nas redes sociais mostram o casal em viagens de trem por cidades bucólicas do continente, estações de esqui e capitais turísticas famosas, sugerindo uma rotina bastante diferente da apresentada à Justiça.

    Viagens de trem e paisagens europeias

    Entre os vídeos obtidos pela coluna, alguns dos registros mais chamativos mostram Djair e Vanessa sentados em vagões panorâmicos, registrando pela janela paisagens montanhosas, vilarejos históricos e campos cobertos de neve.

    Em determinado trecho, o casal comenta o trajeto enquanto o trem atravessa uma região rural, repleta de casas de pedra, igrejas antigas e pequenas estações ferroviárias, típicas das regiões mais charmosas da Europa.

    Os registros mostram momentos de descontração durante o percurso, com o casal rindo e comentando sobre os destinos visitados. As imagens contrastam com a versão apresentada pelo ex-policial em audiência judicial, quando afirmou enfrentar dificuldades financeiras no exterior.

    Passeios em estações de esqui

    Outro conjunto de vídeos mostra Djair e a esposa em estações de esqui europeias, cercados por montanhas cobertas de neve. Nas gravações, o casal aparece caminhando entre turistas, restaurantes e lojas típicas desses destinos de inverno. Em algumas cenas, eles registram a paisagem ao redor, com pistas de esqui movimentadas e teleféricos cruzando o céu.

    Em determinado momento, Vanessa grava o marido observando a vista das montanhas enquanto comenta sobre o frio e o cenário ao redor. As imagens também mostram áreas de convivência das estações, com visitantes reunidos em cafés e bares após as atividades na neve.

    Além das viagens pelas áreas rurais e montanhosas da Europa, os vídeos também indicam passagens por grandes centros urbanos do continente. Entre os registros está uma visita a Paris, onde o casal aparece caminhando por ruas movimentadas.

    A investigação no Brasil

    Enquanto mantém essa rotina no exterior, Djair responde no Brasil a uma ação penal relacionada ao funcionamento da empresa Dektos Investimentos Ltda. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o ex-policial e outras três pessoas teriam participado da captação de investidores com promessas de rentabilidade mensal de até 5%.

    Além de Djair, foram denunciados:

    Segundo a investigação, os três primeiros atuavam na captação de clientes, enquanto Veronica seria responsável pela estrutura administrativa da empresa. A Polícia Civil solicitou à Justiça prisão preventiva, mandados de busca e apreensão e bloqueio de contas bancárias dos investigados e da empresa.

    Como funcionava o investimento

    De acordo com os depoimentos das vítimas, a empresa prometia pagamentos mensais equivalentes a 5% do valor investido. Um dos casos descritos na denúncia envolve um investidor que iniciou com R$ 50 mil, recebendo inicialmente os pagamentos prometidos.

    Confiando na operação, ele continuou aplicando dinheiro na empresa, chegando a investir R$ 460 mil em março de 2023. Durante alguns meses, recebeu R$ 35 mil mensais. Mas a partir de setembro de 2023, os valores começaram a diminuir.

    Quando o investidor procurou Djair, o ex-policial teria afirmado que os pagamentos voltariam ao normal em três meses, o que não ocorreu. Em janeiro de 2024, a vítima solicitou a devolução de todo o capital investido, que totalizava R$ 592 mil. O dinheiro nunca foi devolvido.

    Policiais venderam bens para investir

    Segundo relatos reunidos na investigação, a reputação de Djair dentro da Polícia Militar ajudou a convencer colegas de farda a investir. Entre os investidores estariam:

    Alguns chegaram a vender imóveis e contrair empréstimos consignados para aplicar dinheiro no negócio. Quando os pagamentos começaram a falhar, muitos perceberam que poderiam ter sido vítimas de um esquema semelhante a uma pirâmide financeira.

    Ostentação nas redes sociais

    Antes mesmo de deixar a Polícia Militar, Djair já chamava atenção nas redes sociais. Mesmo ainda na corporação, ele publicava fotos e vídeos exibindo carros superesportivos, viagens internacionais, jantares em restaurantes de luxo e passeios em hotéis e destinos turísticos.

    Essas publicações eram utilizadas para construir a imagem de um trader bem-sucedido no mercado financeiro. Para reforçar a credibilidade da empresa, Djair montou um escritório sofisticado da Dektos em um prédio comercial no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio.

    No local, recebia investidores e apresentava supostas estratégias de operação no mercado financeiro. Segundo relatos de vítimas, ele afirmava conseguir ganhos de até R$ 20 mil por dia operando ativos como dólar futuro e outros produtos financeiros.

    A aproximação com policiais do Bope

    Segundo depoimentos colhidos pela investigação, Djair também se aproximou de policiais do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope). Em vídeos publicados nas redes sociais, ele chegou a utilizar o símbolo da unidade — a faca na caveira — em conteúdos motivacionais.

    A estratégia, segundo vítimas, ajudava a transmitir uma imagem de confiança e credibilidade. Após o desaparecimento do dinheiro, cerca de 20 investidores se reuniram em um grupo de WhatsApp para compartilhar informações e tentar recuperar os valores.

    Entre os relatos estão perdas que chegam a centenas de milhares de reais. Um ex-policial militar afirmou ter investido R$ 330 mil na empresa após confiar no antigo colega de farda. Outro caso envolve um engenheiro civil que perdeu R$ 595 mil após acreditar nas promessas de retorno mensal.  As investigações continuam. Enquanto isso, as vítimas aguardam decisões judiciais que possam permitir a recuperação de parte dos valores perdidos.

    E, do outro lado do Atlântico, o ex-policial acusado do golpe segue esbanjando uma rotina que contrasta fortemente com o rastro de prejuízos deixado no Brasil.

  • Autoescolas suspendem aulas do programa CNH Social por falta de verba

    Autoescolas suspendem aulas do programa CNH Social por falta de verba

    Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova
    carro de autoescola

    Centenas de alunos que fazem parte do programa CNH Social, que garante a pessoas de baixa renda a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de forma totalmente gratuita, denunciam a falta de verba pública destinada às autoescolas. O problema tem afetado várias unidades do Distrito Federal que suspenderam o processo das aulas, atrasando o processo de retirada da carteira e prejudicando os inscritos no programa.

    O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), que é responsável pelo destinamento dos recursos às autoescolas, informou ao Metrópoles que, em razão da virada do exercício financeiro 2025/2026, os processos administrativos referentes ao exercício de 2026 encontram-se em fase de emissão e encaminhamento para pagamento, com previsão de conclusão até o final do mês.

    Em um grupo destinado a alunos em um aplicativo de mensagem, há relatos de candidatos que receberam notificações das unidades suspendendo as aulas, inclusive, em casos em que faltam apenas uma aula para a prova definitiva de direção.

    O Metrópoles entrou em contato com uma das autoescolas prejudicadas que afirmou que a unidade está sem receber a verba desde janeiro, época da conclusão das turmas de dezembro. “Os alunos que fizeram as aulas em dezembro já tiraram a CNH, e nós que prestamos o serviço ainda não recebemos o dinheiro, por isso decidimos suspender as atividades”.

    Uma das alunas que teve o processo interrompido contou ao Metrópoles que finalizou as aulas teóricas em fevereiro e já estava iniciando as atividades práticas, porém a unidade onde ela estava inscrita informou que não poderiam prosseguir até que o repasse de verba do Detran fosse regularizado.

    Ela disse que entrou em contato com outras autoescolas, que também disseram adotar a mesma medida. A candidata foi, então, até uma das unidades do Detran para buscar esclarecimentos. Lá, ela recebeu a orientação para que fizesse uma reclamação à Ouvidoria. “Fiz a solicitação, asism como outros alunos, porém até o momento ainda não obtivemos resposta sobre o motivo desse problema”.

    “Espero que o Detran regularize o repasse das verbas às autoescolas o mais breve possível, para que os alunos do programa social não sejam prejudicados no andamento do processo de habilitação. A continuidade da suspensão das aulas práticas pode gerar atrasos significativos na formação dos candidatos”, avalia.

    O Sindicato dos Centros de Formação de Condutores de Veículos Automotores do Distrito Federal (Sindauto) informou ter feito reuniões com o Detran sobre a ausência de pagamento recorrentes e que o órgão disse que iria resolver. Entretanto, o sindicato afirmou que os serviços foram suspensos “diante das crises que o setor enfrenta devida às mudanças nos processos de formação e da falta de pagamentos”. “O setor está sem caixa para bancar os candidatos”, disse o Sindauto.

    O Detran-DF informou ainda, por meio de nota, que o pagamento às empresas credenciadas somente é realizado após a comprovação da efetiva prestação dos serviços por parte dessas instituições. “Para tanto, as empresas devem encaminhar ao departamento a documentação necessária, como notas fiscais e demais comprovantes, para a abertura do respectivo processo de pagamento”, disse.

  • Falso militar dos EUA tomou R$ 30 mil de mulher em 2 meses de namoro

    Falso militar dos EUA tomou R$ 30 mil de mulher em 2 meses de namoro

    Arte/Metrópoles
    policial-fakejpg

    O homem que se passava por militar do Exército dos Estados Unidos para aplicar o chamado “golpe do amor” conseguiu extorquir cerca de R$ 30 mil de uma moradora de Brasília após enganá-la, por aproximadamente dois meses, com promessas de casamento. O suspeito foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realizada na última terça-feira (3/3).

    A investigação teve início após a mulher procurar a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher I (Asa Sul) para denunciar o golpe.

    A vítima relatou ter sido contatada por um número telefônico internacional por um homem que afirmava ser oficial do Exército dos EUA.

    O primeiro contato ocorreu sob o pretexto de um erro de discagem. A conversa evoluiu rapidamente para um relacionamento virtual, mantido por aplicativo de mensagens. O suspeito afirmava que viria ao Brasil e chegou a pedir a vítima em casamento.

    Inicialmente, houve apenas conversa, sem envio de imagens, e posteriormente a comunicação passou a ocorrer por meio de áudios e mensagens. Para fortalecer o vínculo emocional e ganhar a confiança da vítima, o golpista enviava algumas gravações de voz em português.

    O falso militar dos EUA dizia ser filho de mãe brasileira e pai chinês e alegava já ter vivido em Planaltina (DF). Ele também contou ter uma filha menor, que chegou a trocar mensagens com a vítima por e-mail. Os contatos eram diários e marcados por demonstrações constantes de carinho e interesse.

    Caixa com dinheiro

    Após cerca de dois meses de aproximação e manipulação emocional, o suspeito afirmou ter encontrado uma caixa com dinheiro durante uma missão no exterior.

    Segundo ele, enviaria o valor para a vítima no Brasil, junto de um anel de noivado, por meio de uma suposta empresa transportadora.

    Na sequência, a mulher começou a receber mensagens da suposta empresa de transporte, que exigia pagamentos de taxas alfandegárias e outros encargos para liberar a encomenda.

    Convencida de que receberia o dinheiro e acreditando no relacionamento, a vítima chegou a contrair empréstimos com juros elevados para pagar as cobranças. O prejuízo financeiro ultrapassou o equivalente a mais de um ano de salário, além de causar profundo abalo emocional.

    Rede criminosa

    A investigação identificou que o responsável pelo golpe era um homem, apontado inicialmente como o líder da organização criminosa. O prejuízo causado às vítimas registradas em todo o país pode chegar a R$ 500 mil.

    Esse tipo de relacionamento virtual era mantido por cerca de dois meses, período em que o autor buscava criar vínculo emocional e credibilidade antes de solicitar valores sob diferentes pretextos, como supostos custos de transporte, taxas ou liberação de encomendas.

    Ele atua no país e utilizava intermediários no Brasil que cediam contas bancárias para receber os valores obtidos com os golpes.

    De acordo com a PCDF, essas pessoas recebiam um pequeno percentual e repassavam o restante ao investigado. Em geral, os intermediários eram pessoas humildes, com baixo grau de instrução, que sabiam sobre o golpe dado pelo autor.

    A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra ele nos municípios de Embu das Artes, Guarulhos e Carapicuíba, no estado de São Paulo.

     

  • DF registra 350 reclamações de áreas abandonadas, com cobras e matagal. Veja vídeo

    DF registra 350 reclamações de áreas abandonadas, com cobras e matagal. Veja vídeo

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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    Muito mais do que um problema estético, o mato alto pode ser prejudicial para a saúde da população. No Distrito Federal, as reclamações e solicitações sobre o serviço de roçagem, na Ouvidoria do GDF, cresceram neste início de ano.

    De acordo com os dados, de janeiro a até a última sexta-feira (6/3), foram 354 reclamações — número que é 13% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado. Em relação às solicitações, o salto foi de 20%, passando de 89, em 2025, para 107, neste ano.

    Veja:

    O Guará lidera o ranking, tanto das reclamações, quanto das solicitações de roçagem. Na região, existem locais onde o mato alto atrapalha o lazer dos moradores. É o caso da QE 40.

    Por lá, o matagal rodeia o parquinho infantil e a quadra de esportes. Ao Metrópoles, a presidente do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) do Guará, Danielle Carvalho, classificou a situação do local como “inadmissível”.

    “Como presidente do Conseg Guará, recebo diariamente registros como esses. Parques infantis e quadras esportivas tomados pelo mato alto, que já ultrapassa a altura dos bancos e invade as áreas de lazer”, comentou.

    Danielle ressaltou que o mato alto, nesses pontos estratégicos, gera consequências graves, como a insegurança. “Acaba servindo de esconderijo para criminosos ou para o descarte de objetos ilícitos, inibindo o uso dos espaços pelas famílias”, lamentou.

    Perigos ocultos

    Doutor em ciências médicas e diretor médico do Hospital Santa Lúcia Gama, Lucas Albanaz pontuou que o mato alto funciona como abrigo natural para diversos animais.

    “Roedores, por exemplo, costumam se esconder e se reproduzir nesse tipo de vegetação. Esses animais podem transmitir doenças como a leptospirose. Em períodos de chuva, o risco tende a aumentar porque a água pode espalhar essa contaminação”, alertou.

    Outro ponto relevante, segundo o especialista, é a presença de mosquitos e outros insetos. “Áreas com vegetação densa e pouca manutenção, frequentemente, acumulam recipientes com água ou solo úmido, criando ambientes favoráveis para a reprodução do mosquito aedes aegypti, conhecido por transmitir doenças como dengue, zika e chikungunya”, observou.

    Albanaz ressaltou ainda que o matagal pode servir de abrigo para aranhas, escorpiões e serpentes, aumentando o risco de acidentes domésticos.

    “Principalmente quando o terreno fica próximo a casas. Os escorpiões, por exemplo, costumam procurar locais como entulhos, folhas secas ou vegetação densa. Picadas podem causar dor intensa e, em casos mais graves, especialmente em crianças e idosos, podem levar a complicações médicas”, disse o médico.

    O doutor em ciências médicas também aponta um aspecto respiratório pouco comentado. “Vegetação sem manutenção pode acumular fungos, poeira e pólen, o que pode piorar sintomas de alergias respiratórias ou crises de asma e rinite alérgica em pessoas sensíveis”, afirmou.

    Por isso, segundo ele, do ponto de vista da saúde pública, a recomendação é manter terrenos limpos e com vegetação controlada, evitando acúmulo de lixo, água parada ou entulho. “Essa simples medida reduz bastante o risco de proliferação de insetos e animais transmissores de doenças”, reforçou.

    Demanda e mato crescentes

    Além do Guará, áreas do Plano Piloto também precisam do serviço de roçagem. No espaço verde que fica entre as quadras 305 e 306 da Asa Sul, o mato está crescendo e, junto com ele, a preocupação de quem mora em volta do local.

    Prefeita da 306 Sul, Larissa Amaral contou que, desde que assumiu o cargo, a maior demanda recebida tem sido a ausência de roçagem. “Principalmente nesse espaço, onde os moradores costumam frequentar para jogar bola ou passear com os animais de estimação”, comentou.

    Ela opinou que, a falta de roçagem faz com que um caso que poderia ser uma simples manutenção de espaço público, se torne uma questão de saúde pública. “As famílias, vindo a um local que está desta forma, correm o risco de encontrar animais peçonhentos, como cobras, escorpiões, lacraias e ratos”, lamentou.

    “A gente espera que as roçagens sejam periódicas, para que as pessoas possam desfrutar desse ambiente, que é tão agradável”, observou.

    Renato Borges, que trabalha na portaria de um prédio da região há 30 anos, é um dos que utiliza o espaço. “Desde que vim trabalhar aqui, participo do futebol que ocorre nesse ‘campão’ e sempre convivemos com esse problema do mato alto”, comentou.

    Segundo ele, além de atrapalhar a diversão dos moradores, costumam aparecer bastante bichos, por causa dessa situação. “Quem mora nos prédios ao redor precisa estar sempre dedetizando, para evitar a aparição desses animais. A gente só quer uma periodicidade menor (da roçagem), tanto para não causar esses problemas, quanto para não atrapalhar o lazer dos moradores e usuários”, disse.

    Cobras e criminosos

    E não é só o matagal de área pública que tem tirado o sossego dos moradores. No Lago Sul, um terreno particular da QL 26 tem causado desconforto e preocupação em quem vive ao redor (veja no início da matéria).

    De acordo com o empresário Renato Alexandre Hoff, que mora na quadra há 11 anos, desde que chegou na região, a situação sempre foi a mesma, abandono. “A gente sempre tenta procurar o dono, mas nunca encontramos”, afirmou.

    Segundo ele, por causa do mato alto, costumam aparecer bastante baratas, ratos, escorpiões e, principalmente, cobras. “Algumas chegaram a entrar na minha casa, inclusive”, apontou.

    O empresário também disse que criminosos costumam utilizar o terreno para se esconder. “Já houve uma situação em que uma pessoa tentou pular o muro para invadir minha casa. A sorte foi que eu vi e comecei a gritar. Isso o espantou e ele foi embora”, lembrou. “Procuramos a administração, mas ela não pode fazer nada, por se tratar de uma área particular”, acrescentou Hoff.

    Respostas

    O Metrópoles não conseguiu contato com o dono do terreno da QL 26 do Lago Sul. O espaço segue aberto para esclarecimentos. A Secretaria de Estado de Proteção da Ordem Urbanística (DF Legal) informou que não há reclamações recentes, registradas via Ouvidoria, para o lote.

    “No entanto, diante da situação narrada, a pasta irá inserir o endereço em cronograma fiscal para verificar a situação”, garantiu a pasta, por meio de nota.

    Sobre o caso do Guará 2, a administração regional disse que enviará uma equipe ao local nesta segunda-feira (9/3) para uma ação emergencial de roçagem. “Os serviços serão executados pela equipe da divisão de obras”, afirmou.

    Em relação ao espaço da 305/306 Sul, a Administração Regional do Plano Piloto disse que uma equipe técnica será enviada ao local para averiguar a solicitação, porém, não deu uma data. “Após a vistoria, serão adotadas as providências cabíveis”, informou a administração.

    Tanto a DF Legal quanto às administrações regionais, reforçaram que a população pode enviar as demandas pela Ouvidoria do GDF, por meio do telefone 162 ou pelo site do ParticipaDF.

  • Fachada ativa: donos de loja denunciam abandono, depredação e prejuízo

    Fachada ativa: donos de loja denunciam abandono, depredação e prejuízo

    William Cardoso/Metrópoles
    Imagem mostra loja de fachada ativa em São Paulo - Metrópoles

    Esquadrias arrancadas, vidros quebrados, equipamentos roubados, reboco destruído e o que restou da fiação, exposta. A loja de fachada ativa, obtida como permuta para que a construtora pudesse levantar um prédio de 20 andares na Vila Mariana, na zona sul de São Paulo, virou sinônimo de prejuízo e desgosto para os proprietários após uma série de ações criminosas ao longo dos últimos meses.

    Uma das lojas foi arrombada por ladrões diversas vezes, em um espaço sem segurança patrimonial. Foram registrados boletins de ocorrência. Entre os danos, até mesmo o motor e a estrutura que davam forma a um elevador foram levados por criminosos, que, entre outras coisas, chegaram a defecar no contrapiso do imóvel.

    Antes mesmo de ser entregue aos proprietários, o local já tinha sido alvo de invasores, com a necessidade de substituição de vidros quebrados. “Tiveram que fazer plantão aqui, porque eles colocavam em um dia e roubavam no outro”, diz Sinésio.

    Em fevereiro, a fachada ativa virou uma parede de blocos. Desesperados com as frequentes invasões, os proprietários subiram um muro de alvenaria e colocaram porta e placas de aço, com cadeados, onde antes havia vidro na unidade mais afetada. “Na hora em que tirar essa muralha, eles vão entrar”, afirma Sinésio, que ressalta o risco de ainda tomar multa por alteração da frente do prédio.

    A insegurança não se restringe ao condomínio. Em meio às invasões, ladrões chegaram a usar o imóvel como acesso a um comércio ao lado, de onde levaram condensadores de ar condicionado.

    A parte residencial do condomínio tem segurança privada 24 horas por dia, com custo estimado em R$ 70 mil mensais, segundo informações obtidas pela reportagem. Para ampliar o serviço à área comercial, seriam necessários mais R$ 45 mil, divididos entre cinco unidades. Na prática, o valor tornaria quase inviável a locação das lojas.

    No início de fevereiro, tanto a administradora, quanto a construtora, receberam notificação extrajudicial, relatando os problemas na fachada.

    Durante a construção do prédio, a Cyrela pagou cerca de R$ 16 mil mensais aos proprietários, como compensação. Entretanto, desde que as chaves foram entregues, eles não conseguiram mais fazer a locação das duas lojas, um prejuízo que se aproxima dos R$ 200 mil ao longo de um ano.

    Para Rosa, faltou transparência por parte da Cyrela durante a negociação. Ela aponta problemas nos dois imóveis, como um vidro lateral que foi facilmente arrombado pelos invasores na loja da Vergueiro, além de uma planta cheia de colunas, quinas e rebarbas. A reclamação é comum entre outros proprietários de fachadas ativas na cidade. “A gente nunca tinha feito esse tipo de negócio com ninguém. Assinamos um contrato confiando na marca e o que a Cirela fez? Ela não me apresentou o projeto do que eu ia receber”, diz.

    Além dos dois imóveis de Rosa e Sinésio, outras fachadas ativas do prédio também estão depredadas, com esquadrias de alumínio arrancadas e vidros rachados.

    Ociosidade

    Fachadas ativas são espaços comerciais no térreo dos prédios. A construção desse tipo de imóvel foi estimulada pelo plano-diretor de 2014, como forma de, justamente, aumentar a segurança no interior dos bairros, ao substituir as muralhas impessoais dos condomínios por lojas, incentivando o convívio. Em troca da inclusão de fachadas ativas em seus projetos, as construtoras poderiam edificar acima do limite estabelecido pela prefeitura, sem pagar mais por isso.

    Segundo pesquisa da Associação Comercial de São Paulo, entre 60% e 80% das lojas de fachadas ativas estavam vazias no ano passado. Viraram garantia para a captação de recursos, moeda de troca para construtoras obterem mais terrenos ou estoque nas mãos de investidores, entre outras funções.

    O que dizem administradora e SSP

    A administradora Tecmóbili, responsável pelo NAU, afirma que é sensível aos problemas citados na notificação extrajudicial pelos proprietários das fachadas ativas no condomínio. “Em assembleia realizada recentemente, com base na convenção que rege o condomínio e apoiados no Código Civil e demais legislações pertinentes, não se chegou a um consenso sobre as opções e custos de segurança”, diz.

    Segundo a Tecmóbili, será realizada uma nova assembleia geral para a discussão e deliberação das opções possíveis para o enfrentamento da situação.

    A Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que os casos são investigados pelo 6º e pelo 36º Distritos Policiais.

    “As equipes das unidades realizam diligências em campo em busca de testemunhas e de outros elementos que auxiliem na identificação dos autores e no completo esclarecimento dos fatos”, diz.

    Segundo a SSP, o patrulhamento também foi intensificado pelas equipes da Polícia Militar, além do policiamento especializado realizado pela Polícia Civil, com foco no combate aos crimes patrimoniais.

    “Nas áreas atendidas pela 1ª e 2ª seccionais, também houve redução de 18,81% e 25,59% nos roubos em geral no mesmo período. As duas regiões somam ainda 1.003 prisões e apreensões realizadas”, diz.

    A SSP também diz que o cidadão ou comerciante que tiver interesse em conectar sua câmera ao programa Muralha Paulista e contribuir com o reforço da segurança no Estado pode fazer a solicitação pelo Portal do Colaborador.

    Procurada a Cyrela não se manifestou até a publicação da reportagem. O espaço segue aberto.

  • Veja o que Tarcísio e fiéis escudeiros impulsionam em redes sociais

    Veja o que Tarcísio e fiéis escudeiros impulsionam em redes sociais

    Arte/Metrópoles
    Arte com métricas de impulsionamento em redes sociais com imagem do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas - Metrópoles

    A sete meses da eleição estadual, o impulsionamento de postagens de perfis de políticos paulistas ganha tração nas redes sociais. O expediente legal é usado neste período especialmente por quem busca a reeleição e por seus escudeiros.

    A lista inclui o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a Prefeitura de São Paulo, deputados estaduais, vereadores e secretários, sempre em busca de promover as próprias entregas, muitas vezes de forma inflada e arriscada legalmente.

    Entre os temas alavancados pelo governador, por exemplo, estão aqueles que farão parte de sua campanha à reeleição, como a entrega do primeiro trecho do Rodoanel e o projeto de túnel que ligará Santos a Guarujá.

    Os dados são de um levantamento feito pelo Metrópoles a partir da Biblioteca de Anúncios da Meta. Os conteúdos alcançam milhões de impressões em plataformas como Instagram e Facebook.

    Post Tarcísio de Freitas impulsionado nas redes sociais - Metrópoles
    Post Tarcísio de Freitas impulsionado nas redes sociais

    Gestão Tarcísio 

    Em veiculação ativa há quase um mês, Tarcísio promoveu nas redes sociais a liberação do Rodoanel Norte para o tráfego. Com mais de 3 milhões de visualizações, a publicação recebeu aporte de cerca de R$ 3,5 mil pagos à Meta.

    “Essas marteladas foram mais do que um gesto simbólico, foram um desabafo. Ali, coloquei para fora a angústia que não é só minha, mas de toda a população de São Paulo. A angústia de ver obra parada, de enfrentar congestionamentos diários nas marginais, de esperar há 13 anos o trecho norte do Rodoanel finalmente sair do papel. E podem se preparar: ainda vem muito mais marteladas por aí”, diz o governador.

    Outro conteúdo que se tornou anúncio, por exemplo, difunde o programa Prontos Pro Mundo, focado em oferecer cursos de inglês para estudantes de escolas públicas e seleciona participantes para passar três meses no exterior. “Que orgulho foi ver os nossos alunos da escola pública de São Paulo quebrando a barreira do idioma”, celebrou Tarcísio na legenda. Por esse impulsionamento, em 26 de fevereiro, o partido Republicanos desembolsou cerca de R$ 5 mil.

    A pauta educacional tornou-se mais sensível para Tarcísio a partir de ações judiciais na área, como as relacionadas à implementação das escolas cívico-militares, o avanço da digitalização do ensino, bem como as mudanças nas regras para que diretores da escolas estaduais pudessem vetar professores com base em avaliações e o enfraquecimento da política de ampliação de matrículas em tempo integral.

    Na seara da infraestrutura, a Frente Parlamentar da Ligação Seca Santos-Guarujá impulsionou o conteúdo do Governo de São Paulo sobre o túnel Santos-Guarujá no Instagram nessa quarta (4/3). “Após mais de 100 anos de espera, mais de 2 milhões de pessoas serão beneficiadas com uma travessia entre as duas cidades em até cinco minutos”, diz a legenda.

    Cautela com palavras mágicas

    O advogado Guilherme Barcelos, especialista em direito eleitoral, lembra que o impulsionamento de conteúdo na pré-campanha não é vedado. No entanto, algumas questões devem ser observadas, como por exemplo, o uso das chamadas palavras mágicas em postagens impulsionadas ou não.

    “O conteúdo do post não pode conter pedido explícito de votos, tampouco as ‘palavras mágicas’, como ‘me apoie’, ‘conto com você’ e afins ou mesmo ideia de continuidade, como ‘vamos em frente’, ‘seguiremos juntos’ e afins. A presença do pedido explícito de voto ou dessas palavras mágicas, sendo impulsionado o conteúdo ou não, caracterizará propaganda eleitoral antecipada”, afirma o sócio do Barcelos Alarcon Advogados.

    Mesmo que não haja uma palavra mágica, postagens em período pré-eleitoral flertam com os limites da legislação. Uma delas do perfil do governador, em colaboração com o senador e também pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL), menciona um “Projeto Brasil” para “recolocar o país no caminho da prosperidade”. A mensagem diz: “Vamos estar juntos não apenas em São Paulo, mas devolvendo a esperança a todos os brasileiros. É necessário resgatar a capacidade de estabelecer consenso em torno de uma visão de futuro”.

    O advogado não vê descumprimento legal na postagem, mas aponta risco com potencial de contestação: “O risco é quanto ao ‘projeto que devolva…’, mas isso estaria, a princípio, abarcado pelo artigo 36-A [da Lei das Eleições], observada a autorização legal. Já o ‘vamos estar juntos’ se refere a ambos, governador e senador. Diferente seria se fosse algo direcionado à sociedade em geral.”

    Conforme Barcelos, outra questão a ser observada é o valor do impulsionamento. “O pré-candidato também deve observar o montante de gastos, que não pode ser exorbitante. Deve ser módico, singelo, razoável”, completa.

    Busca por visualização

    No âmbito da Prefeitura de São Paulo, a página do prefeito Ricardo Nunes (MDB) no Instagram também infla as próprias publicações. Com veiculação iniciada em 27 de fevereiro, o prefeito pagou R$ 1,5 mil, por exemplo, para impulsionar um vídeo dele ao lado do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência do Brasil.

    O conteúdo já alcançou cerca de 1 milhão de visualizações. “Falamos [Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro] sobre muitos projetos e ações para o Brasil”, destaca o prefeito, que foi convocado pelo filho do ex-presidente a dar um apoio na campanha.

    Um dos campeões de impulsionamento nas redes é o secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Rodrigo Ashiuchi. Com valores pagos que chegam a cerca de R$ 1.000 por anúncio, ele promove temas como as obras do Rodoanel e inauguração de parques.

    Entre os compradores de anúncios nas plataformas digitais, também estão os secretários Sidney Cruz, de Habitação, e Orlando Morando, de Segurança Urbana. José Antônio Totó Parente, secretário de Cultura, pagou cerca de R$ 3 mil pelo impulsionamento de um post sobre a rede de cinema público da cidade de São Paulo.

    O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), André do Prado (PL-SP), cotado pelo partido como possível vice na chapa de Tarcísio ao governo de São Paulo, também utiliza o mecanismo. No último domingo (1º/3), por exemplo, ele impulsionou duas publicações no Instagram.

    Em um dos posts, de 7 de fevereiro, o deputado estadual aparece agradecendo ao governador Tarcísio pela “parceria de sempre”. O outro, divulgado em 2 de janeiro, é um vídeo em que André e Tarcísio aparecem juntos e o governador chama o público para seguir o parlamentar nas redes sociais. Por cada uma, o valor gasto ficou em torno de R$ 300.

    Propaganda eleitoral

    Neste ano, a propaganda eleitoral só pode ser feita a partir de 16 de agosto, após o término do prazo para o registro de candidaturas. Esse tipo de publicidade busca captar votos do eleitorado, bem como apresentar propostas.

    Até lá, qualquer publicidade ou manifestação com pedido explícito de voto pode ser considerada irregular e é passível de multa.

    Caracteriza conteúdo político-eleitoral, independentemente da classificação feita pela plataforma, aquele que versar sobre eleições, partidos políticos, federações e coligações, cargos eletivos, pessoas detentoras de cargos eletivos, pessoas candidatas, propostas de governo, projetos de lei, exercício do direito ao voto e de outros direitos políticos ou matérias relacionadas ao processo eleitoral.

    A manifestação espontânea na internet de pessoas naturais em matéria político-eleitoral, mesmo que sob a forma de elogio ou crítica a candidata, candidato, partido político, federação ou coligação, não será considerada propaganda eleitoral.

    Resolução de IA do TSE

    O TSE aprovou nessa segunda-feira (2/2) uma resolução que trata das regras de propaganda eleitoral para as eleições de 2026. O texto proíbe a publicação, republicação ou o impulsionamento de novos conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas que antecedem o pleito e nas 24 horas posteriores ao encerramento.

    A medida não especifica regras sobre republicação ou conteúdo antigo. Em caso de descumprimento das regras previstas, impõe-se a imediata remoção do conteúdo ou indisponibilidade do serviço de comunicação, por iniciativa do provedor de aplicação ou por determinação judicial.

    “A proibição foi categórica: vedada a publicação e a republicação de conteúdos produzidos ou alterados por IA no prazo indicado”, enfatiza Guilherme Barcelos.

    “Já quanto às penalidades, o texto consolidado da resolução da propaganda trará o seguinte: remoção do conteúdo, com ou sem ordem judicial — o que me preocupa —, propaganda eleitoral irregular, passível de multa, e a possibilidade de ocorrência de abuso de poder ou uso indevido de meio de comunicação social, ilícitos passíveis de cassação e de sanção de inelegibilidade”, acrescenta o advogado.

    O texto estabelece ainda que o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral para criar, substituir, omitir, mesclar ou alterar a velocidade ou sobrepor imagens ou sons, deverá ser informado pelo responsável pela propaganda, de forma explícita, destacada e acessível.

    O que diz o governo de SP

    Procurado pelo Metrópoles, o governo de São Paulo informou que as redes sociais de Tarcísio de Freitas são administradas pelo partido Republicanos. “As ações de comunicação da gestão estadual se restringem a campanhas institucionais e de utilidade pública, voltadas à transparência das ações governamentais e à divulgação de informações de interesse público. Os investimentos da comunicação partidária são independentes e desvinculados da comunicação de governo”, afirmou, em nota.

    Também contatados, a Prefeitura de São Paulo e o presidente da Alesp não se pronunciaram sobre o uso de anúncios pagos nas redes sociais.

  • Esquema de corrupção na Polícia Civil tinha até troca de HD com provas

    Esquema de corrupção na Polícia Civil tinha até troca de HD com provas

    Arte/Metrópoles
    Arte gráfica com distintivo da Polícia Civil de São Paulo rachado, translúcido, sobre a fachada de departamento da instituição, sobre a qual há a reprodução de troca de mensagem no WhatsApp - Metrópoles

    Um detalhe encontrado em conversas de WhatsApp analisadas pela Polícia Federal ajuda a dimensionar o grau de intimidade entre policiais civis e integrantes de um grupo investigado por crimes financeiros em São Paulo.

    Em uma das mensagens extraídas do celular do empresário Robson Martins de Souza, apontado como operador do esquema, ele relata ter conseguido trocar um HD apreendido pela polícia por outro de conteúdo inofensivo aos investigados, além de ter conseguido retirar praticamente todos os documentos considerados mais comprometedores.

    As conversas resultaram na deflagração de uma ação conjunta, na quinta-feira (05/03), na qual a PF, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Corregedoria da Polícia Civil paulista prenderem policiais e demais envolvidos no esquema.

    Segundo relatório complementar elaborado pela PF, obtido pelo Metrópoles, a troca do equipamento, como consta nas mensagens interceptadas, ocorreu dentro de uma delegacia e teria sido viabilizada mediante pagamento de propina (veja galeria acima).

    O objetivo, segundo os investigadores, era evitar que provas coletadas na 1ª fase da Operação Fractal fossem usadas em novas etapas da investigação. Essa primeira fase foi deflagrada pela Polícia Civil paulista e a Receita Federal, em outubro de 2022.

    A manobra aparece em diálogos mantidos entre o empresário Robson e advogados ligados à organização investigada.

    “Troquei o HD mais importante e tirei quase tudo de documento”, diz o operador do esquema em uma das mensagens citadas no relatório.

    Para a PF, a frase sugere interferência direta na cadeia de custódia das provas, um dos pontos mais sensíveis de qualquer investigação criminal.

    Negociação com policiais

    As mensagens analisadas pela PF indicam que empresários e advogados ligados ao grupo investigado mantinham negociações diretas com policiais civis para interferir em investigações.

    Entre os policiais mencionados nas conversas aparecem João Eduardo da Silva, então delegado no 16º DP (Vila Clementino); Ciro Borges Magalhães Ferraz, escrivão que atuava na ocasião em investigações relacionadas ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC); Rogério Coichev Teixeira, investigador ao serviço aerotático da instituição; Roldnei Eduardo dos Reis Baptista, investigador também à época associado ao (DPPC) e José Renato Cortez Augusto, investigador do 16º DP.

    Segundo a investigação federal, as tratativas envolvendo o HD apreendido ocorreram principalmente em ambientes ligados ao DPPC, departamento da Polícia Civil responsável por investigações que incluíam o caso da Operação Fractal.

    Em uma das conversas analisadas, integrantes do grupo discutem a necessidade de resolver um problema relacionado ao material apreendido. A solução encontrada foi negociar diretamente com policiais que tinham acesso às provas.

    “Começando a andar”

    As mensagens mostram também que policiais e intermediários discutiam valores para resolver problemas surgidos nas investigações.

    Em um dos áudios analisados pela PF, um advogado afirma ter conseguido reduzir uma cobrança inicial de R$ 700 mil para cerca de R$ 100 mil, valor que teria sido pago para encerrar o problema.

    Em outro diálogo, policiais pressionam os investigados para que compareçam rapidamente à delegacia.

    “Seria importante vir conversar antes, porque a coisa está começando a andar”, diz um dos áudios citados na investigação.

    Segundo os investigadores, esse tipo de contato era usado para abrir espaço para negociações informais fora dos registros oficiais do inquérito.

    Operação conjunta

    O material extraído do celular de Robson foi um dos elementos que levaram à abertura da investigação sobre policiais civis.

    As conversas surgiram durante perícia em aparelhos apreendidos em uma investigação sobre lavagem de dinheiro ligada a operadores que simulavam importações para enviar recursos ilegalmente ao exterior.

    Durante a análise, investigadores encontraram mensagens que indicavam pagamentos a policiais e negociações para interferir em investigações.

    Essas informações levaram à operação conjunta realizada na quinta-feira, que resultou na prisão de parte dos envolvidos e abriu uma nova frente de investigação sobre corrupção dentro da Polícia Civil paulista.

  • Com fim dos estaduais, confira a sequência das equipes na temporada

    Com fim dos estaduais, confira a sequência das equipes na temporada

    Gilvan de Souza / Flamengo
    flamengo-x-lanus

    Os principais campeonatos estaduais do país chegaram ao fim nesse domingo (8/3), com os títulos conquistados por Palmeiras, Grêmio, Cruzeiro e Flamengo em São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro, respectivamente. Agora, as equipes da elite do futebol brasileiro pensam no restante da temporada.

    Torneios continentais

    O Brasil tem sete representantes no principal torneio de clubes da América do Sul: a Libertadores da América. Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Cruzeiro, Mirassol, Fluminense e Botafogo jogarão a fase de grupos da competição, que tem início previsto para 7 de abril. O sorteio das chaves ocorrerá em 19 de março.

    Já na Copa Sul-Americana, outras seis equipes disputaram a competição pelo país verde e amarelo: São Paulo, Grêmio, Red Bull Bragantino, Atlético-MG, Santos e Vasco da Gama. A fase de grupos começa no dia 8 de abril.

    Copa do Brasil

    A Copa do Brasil está em curso. No entanto, as equipes da primeira divisão ainda não disputaram partidas pelo torneio. Os times que estão na elite do futebol brasileiro só entram na disputa a partir da quinta fase, que começa no final de abril.

    Campeonato Brasileiro

    Embora as equipes estejam de olho na Copa do Brasil, Libertadores e Sul-Americana, o objetivo mais próximo é o Campeonato Brasileiro. A 5ª rodada da competição será disputada nesta semana, com Santos e Mirassol na terça-feira (10/3). Entre os destaques está o encontro entre Flamengo e Cruzeiro, além dos jogos entre Vasco e Palmeiras e entre Bahia e Vitória.

  • Astrônomos apontam fenômenos do céu para observar em março

    Astrônomos apontam fenômenos do céu para observar em março

    Pessoa observando o céu-Metrópoles

    Março traz diferentes oportunidades para quem gosta de olhar para o céu. O mês reúne conjunções planetárias, fases importantes da Lua e o equinócio que marca a mudança de estação no Hemisfério Sul.

    Embora um dos eventos mais aguardados, o eclipse lunar total, já tenha ocorrido no início do mês e não tenha sido amplamente visível no Brasil, ainda há fenômenos interessantes para acompanhar nas próximas semanas.

     Eclipse lunar abriu o mês, mas quase não foi visto no Brasil

    O primeiro grande evento astronômico de março foi o eclipse lunar total do dia 3, popularmente chamado de “Lua de Sangue”. Segundo o doutor em astrofísica e professor da Universidade Católica de Brasília, Adam Smith, a fase total praticamente não pôde ser observada no Brasil.

    “Em muitas regiões a Lua já estava abaixo do horizonte ou muito próxima dele”, explica.

    Já o astrofísico Thiago Gonçalves afirma que o fenômeno foi melhor observado em regiões do Pacífico. Em alguns estados do oeste brasileiro, como partes da Amazônia, foi possível ver apenas uma parte do eclipse.

    Imagem colorida mostra Lua de Sangue fotografada nas Filipinas - Metrópoles
    Fotógrafo juntou várias imagens em uma só e registrou todas as fases do eclipse lunar

    “Parada planetária” reúne vários planetas no céu

    Outro destaque do mês é a chamada “parada planetária”, quando vários astros aparecem na mesma faixa do céu logo após o pôr do sol. O alinhamento envolve:

    Apesar do nome chamativo, o fenômeno não significa que os planetas estejam perfeitamente alinhados no espaço. “Trata-se de um efeito de perspectiva visto da Terra, com vários planetas aparecendo em uma mesma região geral do céu”, explica Smith.

    Júpiter será o planeta mais fácil de observar

    Para quem quer começar a observar o céu, Júpiter é o melhor alvo do mês. O planeta permanece visível por várias horas após o anoitecer e pode ser identificado com relativa facilidade. Com binóculos ou telescópios simples também é possível observar alguns de seus satélites naturais, conhecidos como luas galileanas.

    Fases da Lua também chamam atenção

    A Lua continua sendo um dos objetos mais fáceis e interessantes de observar no céu. As principais fases deste mês são:

    A fase de Lua Nova é especialmente favorável para observar estrelas, nebulosas e a faixa da Via Láctea em locais escuros.

    Equinócio marca a chegada do outono

    Outro evento importante no céu acontece no dia 20 de março, às 11h46 (horário de Brasília): o equinócio. O fenômeno marca a transição do verão para o outono no Hemisfério Sul.

    Segundo Gonçalves, a data tem uma característica curiosa. “No dia do equinócio, a duração do dia e da noite é praticamente a mesma. Além disso, o Sol nasce exatamente no ponto cardeal leste e se põe exatamente no oeste”, explica.

    Dicas para observar melhor o céu

    Especialistas recomendam algumas medidas simples para aproveitar melhor o céu noturno:

    Outra recomendação importante é nunca observar o Sol diretamente sem filtros adequados.

  • Metrópoles Endurance: saiba como funciona a prova de águas abertas. Faça a sua inscrição!

    Metrópoles Endurance: saiba como funciona a prova de águas abertas. Faça a sua inscrição!

    Pedro Iff/Metrópoles
    Metrópoles Endurance 2° dia de provas - Metrópoles

    As inscrições devem ser realizadas através do site da Bilheteria Digital.


    Faça a sua inscrição!


    A prova de águas abertas

    Como característica da modalidade, a natação em águas abertas deve ser disputada em mar aberto, rios, lagos ou lagoas. O nome “águas abertas” é referente justamente ao local sem bordas, diferentemente da piscina, que também recebe provas de demais categorias de esportes aquáticos.

    Ao contrário da piscina, não há raias ou bordas para que o atleta consiga se apoiar ou descansar. Ou seja, o nado acontece de forma ininterrupta. O uso de roupas de neoprene é comum e auxilia na flutuação e proteção térmica durante a prova.

    Esta modalidade também exige algumas habilidades distintas do nado na piscina. A técnica de navegação é uma delas. O atleta precisa levantar a cabeça para localizar as boias e a direção correta, utilizando pontos de referência para não perder o trajeto ou realizar uma distância maior do que o necessário.

    Outra característica é a variação de braçada. Devido à correnteza, o nado deve ser personalizado, podendo ser exigido um melhor preparo físico e psicológico para completar a prova.

    Metrópoles Endurance

    Esta é mais uma competição esportiva realizada pelo Metrópoles. A estreia aconteceu com o Endurance, em disputas de triatlo, aquathlon e natação em águas abertas; em seguida, o Cycling tomou conta das ruas do Eixo Monumental.

    Em setembro, foi realizada a Meia Maratona Metrópoles, primeiro evento exclusivamente de corrida. Já o Metrópoles Run aconteceu no dia 21 de dezembro e reuniu competidores de todas as idades. Além do Metrópoles Endurance, em março os competidores também disputarão o Metrópoles Endurance – Corrida.