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  • Cruzeiro tenta frear hegemonia do Atlético no Mineiro; veja e aposte

    Cruzeiro tenta frear hegemonia do Atlético no Mineiro; veja e aposte

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    Cruzeiro e Atlético-MG decidem o título do Campeonato Mineiro neste domingo (8/3), às 18h (horário de Brasília), no Mineirão. A Raposa busca encerrar um jejum de sete anos sem conquistar o estadual enquanto o Galo tenta alcançar um inédito heptacampeonato consecutivo. Veja os números da decisão e as principais odds para apostar na final.

    Quem será campeão mineiro?

    O Cruzeiro vive uma seca de títulos, incluindo o Campeonato Mineiro. A última vez que a Raposa venceu o Estadual foi em 2019, ano que terminou com o rebaixamento no Brasileirão.

    Desde então, o Cabuloso foi vice duas vezes (2022 e 2024) e viu o maior rival construir uma hegemonia no estado.

    No lado preto e branco do clássico, o Atlético vem alcançando marcas relevantes.

    Essa será a 20ª vez seguida que o Galo disputará a final do Estadual, um recorde no país.

    Além disso, o Alvinegro pode conquistar o heptacampeonato consecutivo, algo nunca antes alcançado na era profissional do Mineiro.

    O Atlético é o maior vencedor do Campeonato Mineiro, com 50 títulos conquistados.

    Apenas o Bahia, com 51 baianos, e o ABC, com 57 potiguares, venceram mais estaduais que o Galo. Já o Cruzeiro tem 38 mineiros.

    Quem vencerá o jogo?

    Com o formato de jogo único na decisão, quem vencer será o campeão do Campeonato Mineiro. Se houver empate no tempo normal, a decisão irá para os pênaltis.

    Cruzeiro e Atlético-MG já se enfrentaram na atual temporada. Na primeira fase do Campeonato Mineiro, o Galo recebeu a Raposa na Arena MRV e venceu, de virada, por 2 x 1, com gols de Bernard e Hulk. Kaio Jorge marcou para o time celeste.

    Os dois times marcarão?

    Para além do título e da vitória no tempo normal, outra opção de aposta é no mercado de ambos marcam.

    Nos 14 jogos disputados pelo Cruzeiro no ano, em oito os dois times balançaram as redes. A Raposa marcou 21 gols e sofreu 17.

    O Atlético-MG também tem feito e sofrido muitos gols no ano. Nos mesmos 14 jogos, o Galo marcou 23 e sofreu 17.

    Em 12 desses confrontos os dois times envolvidos anotaram pelo menos um gol cada.

    Nas últimas duas vezes que se enfrentaram, Cruzeiro e Atlético-MG marcaram gols. A mais recente foi no 2 x 1 pela primeira fase do Mineiro deste ano.

    Na anterior, no Brasileiro de 2025, a partida terminou empatada em 1 x 1.

    Como os times chegam

    O Cruzeiro se classificou para a final após eliminar o Pouso Alegre nas semifinais. No jogo de ida, a Raposa venceu por 2 x 1, com gols de Lucas Silva e Bruno Rodrigues.

    Na volta, o time comandado por Tite ganhou por 1 x 0, com Kaio Jorge balançando as redes.

    Já o Atlético-MG teve mais dificuldade para chegar à decisão. Depois de dois empates, por 1 x 1 e 0 x 0, contra o América-MG, o Galo precisou dos pênaltis para avançar.

    Com duas defesas e a última cobrança convertida, Everson foi o herói atleticano.

    Onde assistir Cruzeiro x Atlético-MG

    A partida entre Cruzeiro e Atlético-MG, pela final do Campeonato Mineiro, terá transmissão da Globo (TV aberta), da GE TV (YouTube), da SportyNet (TV fechada), do Sportv (TV fechada) e do Premiere (pay-per-view).

    *Odds estão sujeitas a alterações. Última atualização em 6/3/2026 às 12h.

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    Moraes na berlinda

    Hugo Barreto/ Metrópoles
    O ministro Alexandre de Moraes

    Por tudo o que você sabe até agora sobre as relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, aumentou ou diminuiu sua confiança no ministro? Respostas de 2.356 leitores:
    Aumentou – 24%
    Diminuiu – 38,1%
    Permaneceu a mesma – 37,9%

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    A competição de corrida do Metrópoles Endurance acontece no dia 15 de março, em frente à Catedral, e vai movimentar Brasília

  • Do Olimpo à cela de 9 metros e a saia justa do STF

    Do Olimpo à cela de 9 metros e a saia justa do STF

    Fábio Vieira/Especial Metrópoles
    Transferência para presídio federal acontece após determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF)

    O caso do Banco Master deixou de ser uma investigação financeira para se tornar um teste de estresse para a cúpula do Judiciário. A transferência de Daniel Vorcaro para a Penitenciária Federal de Brasília, onde dividirá o espaço com a cúpula do PCC, não é apenas uma medida de segurança; é um isolamento estratégico. A Polícia Federal teme que o banqueiro, com sua “vasta capacidade de articulação” possa interferir nas provas se mantido em celas comuns.

    Mas o que realmente faz Brasília ferver não é o destino de Vorcaro, e sim o que saiu do celular dele. O vazamento de supostas mensagens trocadas com o ministro Alexandre de Moraes colocou o STF em uma saia justa sem precedentes.

    Embora o tribunal negue que as mensagens de “visualização única” tivessem Moraes como destinatário real, a simples existência desses diálogos no dia da prisão do banqueiro cria uma névoa de suspeição que as notas oficiais não conseguem dissipar.

    André Mendonça, o atual relator, agora opera em um campo minado. Ao mesmo tempo em que autoriza o isolamento de Vorcaro, precisa abrir inquéritos para apurar quem vazou dados que deveriam estar sob sigilo. É o sistema tentando investigar a si mesmo sob o olhar atento de uma CPMI que não pretende largar o osso.

    Se o inquérito seguir as provas, mesmo que atinja o Olimpo do Judiciário, a República terá que lidar com o tamanho do estrago.

    A situação é de um pragmatismo cruel: enquanto o banqueiro dorme em uma cela de nove metros quadrados, o Supremo tenta acordar de um pesadelo de possíveis rastros.

    Para quem prega a transparência, o silêncio e as negativas técnicas soam como um drible mal executado.

  • Prefeito, ex-senador e loja: a rota do dinheiro para obra de hospital

    Prefeito, ex-senador e loja: a rota do dinheiro para obra de hospital

    Arte/Metrópoles
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    A investigação que apura o desvio de recursos destinados à construção do Hospital Geral Municipal de Macapá identificou uma rede de pessoas e empresas que, segundo a Polícia Federal, teria participado da movimentação e distribuição do dinheiro público retirado em espécie após a assinatura do contrato da obra.

    O esquema aparece em documentos analisados no âmbito da Operação Paroxismo, que tramita no Supremo Tribunal Federal, sob relatoria do ministro Flávio Dino.

    Segundo a investigação, o fluxo financeiro envolvia empresários, pessoas próximas ao então prefeito Antônio Paulo de Oliveira Furlan, familiares e colaboradores diretos da administração municipal.

    O motorista que fazia depósitos

    Um dos personagens principais apontados na investigação é Jerqueson da Costa Rodrigues, motorista do prefeito.

    De acordo com a apuração, ele recebia salário de R$ 3.815 e conduzia o Fiat Cronos branco registrado em nome do chefe do Executivo municipal, veículo que foi flagrado nas imediações de bancos e locais monitorados pela Polícia Federal durante diligências realizadas em 2025.

    Durante buscas na casa de Jerqueson, no centro de Macapá, os investigadores encontraram anotações de depósitos bancários que, somados, ultrapassariam R$ 3 milhões.

    O elo logístico

    Outro personagem identificado pela investigação é Hulgo Márcio Bispo Corrêa, responsável formal pela empresa que administra a clínica associada ao prefeito.

    Ele apareceu pela primeira vez nas diligências policiais em maio de 2025, quando agentes acompanharam o transporte de uma mochila contendo dinheiro sacado em espécie por um dos empresários investigados.

    Segundo os policiais, Hulgo teria recebido a mochila em um laboratório no centro da cidade e a transferido posteriormente para outra pessoa que deixou o local em um veículo registrado no nome do prefeito.

    O laboratório usado como ponto de encontro

    As diligências da Polícia Federal também apontaram movimentações suspeitas no Laboratório Dr. Paulo Albuquerque, localizado na região central de Macapá.

    O imóvel pertence ao ex-senador Paulo José de Brito Silva Albuquerque e foi citado nos autos como um local de acesso restrito, sem ligação direta com a obra pública investigada.

    Mesmo assim, o espaço teria sido utilizado em pelo menos duas ocasiões como ponto de entrega de valores sacados da conta da empresa responsável pela obra do hospital.

    De acordo com os investigadores, a escolha de um local com circulação restrita ajudaria a reduzir a exposição das movimentações.

    Transferências para familiares

    Além da movimentação em espécie, a investigação identificou transferências bancárias consideradas suspeitas envolvendo pessoas do círculo familiar do prefeito.

    Entre maio e outubro de 2024, um dos empresários investigados transferiu R$ 100 mil para Isabella Cristina Moreira Favacho, ex-esposa do prefeito.

    Segundo a Polícia Federal, não foi encontrada justificativa contratual ou comercial que explicasse o pagamento.

    A atual companheira do prefeito também aparece na investigação por meio de movimentações financeiras associadas a uma empresa da área médica.

    Celular escondido

    Outro episódio chamou atenção dos investigadores durante o cumprimento de mandados de busca.

    Quando agentes chegaram à residência do empresário Rodrigo de Queiroz Moreira, um dos sócios da empresa contratada para construir o hospital, ele estava em uma academia nas proximidades.

    Ao ser abordado, afirmou não estar com o celular.

    Posteriormente, imagens de segurança e diligências policiais levaram os investigadores até um aparelho escondido dentro de uma caixa em um depósito da academia.

    Segundo a decisão judicial, a tentativa de ocultar o celular pode indicar existência de dados relevantes para a investigação.

    Prefeito

    Na última semana, o ministro Flávio Dino determinou o afastamento cautelar do prefeito e de outros integrantes da administração municipal.

    A decisão também incluiu a secretária municipal de Saúde e o presidente da comissão responsável pela licitação da obra do hospital. No dia seguinte ao afastamento, Furlan renunciou ao cargo.

    A investigação continua. Sigilos bancários e fiscais foram quebrados, celulares foram periciados e documentos apreendidos estão sendo analisados.

  • Dona do cofre do PT será candidata em 2026

    Dona do cofre do PT será candidata em 2026

    Rafaela Felicciano/Metrópoles
    Bandeira do PT

    Tesoureira do PT há anos, a professora de Filosofia Gleide Andrade se prepara disputar as eleições de 2026 como candidata a deputada federal por Minas Gerais, seu estado natal.

    Outras lideranças petistas no estado já foram avisadas que Gleisi vai compor a chapa do partido que concorrerá a vagas na Câmara dos Deputados no pleito de outubro deste ano.

    Gleide integra a CNB (Construindo um Novo Brasil), maior corrente interna do PT. Ela é apontada como  aliada de primeira hora da ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

  • Obra em hospital: mochila com quase R$ 10 milhões entra na mira da PF

    Obra em hospital: mochila com quase R$ 10 milhões entra na mira da PF

    Arte/Metrópoles
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    A investigação sobre a licitação de R$ 69 milhões para construir o Hospital Geral Municipal de Macapá mostrou um padrão incomum de movimentação financeira: quase R$ 10 milhões sacados em dinheiro em espécie e transportados em mochilas.

    O episódio aparece em documentos da Polícia Federal citados na decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, no âmbito da Operação Paroxismo, que investiga suspeitas de fraude e desvio de recursos públicos no município.

    Segundo a investigação, após a assinatura do contrato com a empresa responsável pela obra, começou uma sequência de saques que os peritos classificaram como “movimentação financeira sistemática e anômala”.

    O hospital foi prometido como uma das principais obras da gestão municipal.

    59 saques em menos de dois anos

    Entre janeiro de 2023 e setembro de 2024, os dois sócios da empresa Santa Rita Engenharia Ltda. realizaram 59 saques em espécie, totalizando R$ 9.892.800,00.

    De acordo com a análise financeira da investigação:

    A cronologia das operações chamou a atenção dos investigadores uma vez que os saques ocorriam logo após os repasses do contrato feitos pela prefeitura à empresa.

    O dinheiro público entrava na conta da construtora e, em seguida, era retirado em espécie.

    Segundo os documentos da investigação, os valores não retornavam ao sistema bancário e não havia registro de pagamentos relacionados à execução da obra.

    O saque de R$ 850 mil na véspera de Natal

    Um dos episódios destacados pela investigação ocorreu em 23 de dezembro de 2024, quando Rodrigo Moreira sacou R$ 850 mil em espécie em uma agência do Banco do Brasil. A operação foi documentada pela Polícia Federal.

    De acordo com a decisão judicial, funcionários da agência retiraram da gaveta uma grande quantidade de cédulas, principalmente notas de R$ 50 e R$ 100, que foram entregues ao empresário.

    Rodrigo deixou o banco acompanhado de outra pessoa ainda não identificada.

    Outro caso considerado relevante pelos investigadores ocorreu em 23 de maio de 2025. Naquela manhã, equipes da Polícia Federal monitoravam Rodrigo Moreira quando ele chegou a uma agência bancária no centro de Macapá.

    Após entrar no banco, saiu carregando uma mochila preta. Dados do próprio banco confirmaram que, naquele momento, havia sido realizado um saque de R$ 400 mil na conta da empresa.

    Rodrigo deixou a agência e seguiu para seu apartamento, onde permaneceu cerca de dez minutos. A PF aponta que o intervalo poderia ter sido utilizado para conferência ou redistribuição do dinheiro.

    Em seguida, ele foi até o Laboratório Dr. Paulo Albuquerque, também localizado no centro da capital.

    A troca da mochila

    Segundo o relatório policial, um homem entrou no laboratório e saiu cerca de dez minutos depois acompanhado de outro indivíduo.

    Este segundo homem carregava a mochila preta. Ele embarcou em um Fiat Cronos branco estacionado nas proximidades e deixou o local.

    Os policiais iniciaram acompanhamento do veículo, mas a perseguição foi interrompida para evitar exposição da operação.

    Uma consulta aos registros oficiais revelou que o carro estava registrado em nome de Antônio Paulo de Oliveira Furlan, então prefeito da cidade.

    O padrão se repete

    A Polícia Federal registrou novos episódios semelhantes em junho de 2025.

    Em uma das diligências, agentes observaram a presença de um homem identificado como Hulgo Márcio Bispo Corrêa, ligado a uma clínica associada ao prefeito.

    O indivíduo foi visto aguardando nas proximidades do laboratório enquanto novas movimentações bancárias ocorriam.

    Dois dias depois, outra vigilância identificou novamente o Fiat Cronos do prefeito estacionado nas imediações de uma agência bancária enquanto os empresários investigados realizavam novos saques.

    O homem visto acompanhando as movimentações funcionaria como elo logístico no transporte dos valores.

    A cadeia de evidências

    A decisão do Supremo descreve a sequência registrada pela investigação como uma cadeia probatória relevante.

    Segundo os investigadores, o padrão se repetia:

    Na interpretação da investigação, o percurso indica possível repasse dissimulado de vantagem indevida a agentes públicos.

  • Bombeira que atuou por 30 anos detalha a força feminina no CBMDF. Veja vídeo

    Bombeira que atuou por 30 anos detalha a força feminina no CBMDF. Veja vídeo

    Reprodução/Arquivo Pessoal
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    Prestes a completar 30 anos de atuação no Corpo de Bombeiros do Distrito Federal (CBMDF), Elaine Canguçú, 49 anos, se despediu da corporação no início deste ano, em fevereiro, levando consigo uma trajetória inesquecível.

    Nascida em São Paulo, mudou-se diversas vezes durante a infância e adolescência por causa do trabalho do pai, que atuava em uma grande construtora. A família veio para Brasília durante a expansão do aeroporto da capital. Apesar da carreira que construiu, o sonho inicial era outro: “Na realidade, eu queria ser professora de inglês”, lembra.

    Elaine entrou para a corporação muito jovem, aos 19 anos. Foi a mãe quem insistiu para que ela prestasse o concurso para o Corpo de Bombeiros. Elaine decidiu “tentar por tentar”, sem imaginar que passaria. O dia da prova quase terminou antes mesmo de começar: ela acordou atrasada e correu para chegar ao local do exame.

    “Eu estava super atrasada, indo a pé, quando cheguei na parada passou uma van chamando para o concurso. Assim consegui chegar”, conta.

    História dentro da corporação

    Elaine foi aprovada no concurso e ingressou na corporação em 1995, integrando a terceira turma de mulheres do Corpo de Bombeiros. A agora aposentada compartilha que naquele período a presença feminina ainda era pequena. Segundo ela, eram poucas as mulheres na formação e a convocação era separada por gênero.

    “Éramos quase ninguém. Algumas mulheres iam lá dar boas-vindas”, recorda.

    Durante a maior parte da carreira, Elaine atuou na área operacional, como socorrista em atendimentos de emergência. Nos últimos 10 anos antes da aposentadoria, passou a atuar em funções de gestão, assumindo funções como organização de escalas para evitar falhas no atendimento e realização de palestras em escolas.

    Ao longo dos anos, no entanto, ela percebeu o crescimento da participação feminina na corporação. Mesmo com o avanço da presença feminina, Elaine afirma que as mulheres sempre precisaram provar a própria capacidade: “Sempre tivemos que provar que somos capazes. Se você não está preparada, você desfalca a equipe, e assim é com os homens também”, afirma.

    Entre as muitas ocorrências atendidas ao longo da carreira, uma em especial ficou marcada em sua memória. O caso aconteceu em um Dia das Crianças, durante o período de “saidão” de presos.

    Segundo Elaine, um homem que havia saído temporariamente da prisão, perdeu o controle do carro enquanto fazia manobras, o famoso “cavalinho de pau”, e acabou invadindo um beco entre casas, e assim, atingindo várias crianças que ali brincavam.

    Os médicos disseram que uma delas não ia sobreviver. A mãe estava aos pés da bombeira, chorando. Ela conta que, ao voltar para a viatura após o atendimento, não conseguiu conter a emoção: “Quando cheguei na viatura, comecei a chorar. Como mãe, me sensibilizou ainda mais.”

    Família e a vida pós-aposentadoria

    Mãe de dois filhos, de 23 e 14 anos, Elaine diz que já vinha se preparando para a aposentadoria. Para deixar o serviço, foi necessário completar 30 anos de tempo efetivo como bombeira, além do período adicional exigido para se aposentar.

    “Senti falta. Falta da rotina”, compartilha. Após anos conciliando a profissão com as responsabilidades de casa, ela agora tenta aproveitar o tempo de forma diferente.

    “O serviço dobrado da casa continua, mas agora tenho mais tempo para fazer coisas para mim. Não tenho pressa”, diz. Entre os novos planos estão estudar idiomas. Elaine já começou aulas de espanhol e pretende aprender francês.

    Ela também conta que, ao passar por alguns lugares do Distrito Federal, ainda se lembra das ocorrências que atendeu ao longo da carreira. Apesar dos desafios vividos, a bombeira afirma que a profissão deixa marcas profundas em quem escolhe seguir esse caminho. “É um serviço muito cansativo, estressante, mas quem faz se apaixona.”

    No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, Elaine deixa uma mensagem para outras mulheres que desejam seguir profissões tradicionalmente ocupadas por homens.

    “A mulher pode estar em qualquer lugar que deseja estar. Eu fiz qualquer serviço que qualquer homem faz na corporação. Tem que querer e fazer o seu melhor.”

  • Com cinturão BMF, Charles do Bronx conquista feito inédito no UFC

    Com cinturão BMF, Charles do Bronx conquista feito inédito no UFC

    Mike Roach/Zuffa LLC
    Foto colorida de Charles do Bronx - Metrópoles

    Charles do Bronx garantiu, na madrugada deste domingo (8/3), o título BMF (lutador mais durão ou Baddest Mother F**ker, em inglês) ao derrotar o americano Max Holloway no UFC 326, disputado em Las Vegas.Com a conquista, o lutador se tornou o primeiro brasileiro a ter este cinturão.

    O título de BMF foi criado pelo UFC em 2019, com o objetivo de definir o “lutador mais durão” da organização. O primeiro detentor do cinturão foi Nate Diaz, quando derrotou Anthony Pettis no UFC 241.

    No UFC 244, ainda em 2019, o cinturão BMF foi colocado à prova por Nate Diaz em luta contra Jorge Masvidal, que saiu com o título após desistência do adversário.

    A disputa do BMF só retornou em 2023, no UFC 291. Após a aposentadoria de Masvidal, o título foi decidido entre Dustin Poirier e Justin Gaethje. Em uma luta intensa, Gaethje levou a melhor, por nocaute no 2º round, e ficou com o cinturão.

    Último detentor do título de BMF antes de Charles, Max Holloway garantiu o cinturão no histórico UFC 300, em abril de 2024, quando nocauteou Justin Gaethje.

    Veja a lista de vencedores BMF do UFC: