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  • Vorcaro citou jantar com Luciano Huck em conversas com a ex-noiva

    Vorcaro citou jantar com Luciano Huck em conversas com a ex-noiva

    Reprodução/TV Globo
    Luciano Huck no Domingão com Huck - Metrópoles

    Além de integrantes do mundo político, o banqueiro Daniel Vorcaro citou ao menos um jantar com o apresentador Luciano Huck nas trocas de mensagens com sua ex-noiva Martha Graeff.

    A citação a Huck foi feita em uma conversa entre o dono do Banco Master e a ex-namorada no dia 28 de outubro de 2024, quando o Banco Master já apresentava sinais de problemas de liquidez.

    Em uma mensagem enviada a Martha às 20h23 daquele dia, Vorcaro avisa que está “saindo do banco e indo para jantar com Luciano Huck” e pergunta sobre o trabalho da ex-noiva.

    To saindo banco e jndo [sic] pra jantar com Luciano Huck, e vc“, escreveu o banqueiro na mensagem. “To aqui ainda”, responde Martha. “Gravando ainda? Pra alguma marca? [sic]”, afirma Vorca.

    Huck chegou a ser garoto-propaganda do Will Bank, que era controlado pelo Banco Master. O apresentador teve um quadro em seu programa dominical patrocinado pela empresa de Daniel Vorcaro.

    O artista também chegou a avaliar a compra, junto a um grupo de investidores, do Will Bank. A tentativa de vender o banco foi uma das apostas de Vorcaro para resolver o problema de liquidez do Master.

  • A esperança é que ainda haja juízes em Brasília

    A esperança é que ainda haja juízes em Brasília

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Estátua da Justiça

    No caso do Banco Master e em qualquer outro caso, a Polícia Federal estava obrigada a suspender suas investigações tão logo esbarrasse em algum nome com direito a foro especial. Mais ainda se se tratasse de um ministro do Supremo Tribunal Federal, a mais alta Corte de Justiça do Brasil. É o que manda a lei.

    A Polícia Federal informa que foi isso o que ela fez ao investigar as irregularidades cometidas por Daniel Vorcaro e seus parceiros e que culminaram com a liquidação do Banco Master. Contudo, não é o que parece que aconteceu, tal a quantidade de informações vazadas sobre os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

    Primeiro, soube-se que Toffoli era um dos donos de um resort no Paraná, parte do qual pertencia a uma empresa ligada ao Master. Toffoli relutou em admitir a verdade até quando não deu mais, afastando-se da relatoria do processo que tramitava no Supremo. Sabe-se agora que Moraes sempre esteve próximo de Vocaro.

    À parte o fato de que a mulher de Moraes, como advogada, tenha prestado serviços ao Master, Moraes e Vorcaro reuniram-se pelo menos em cinco ocasiões.  Na manhã de 17 de novembro do ano passado, dia da primeira prisão de Vorcaro, ele e Moraes trocaram mensagens pelo WhatsApp. E numa delas, o banqueiro escreveu:

    “Fiz uma correria aqui para tentar salvar. Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”

    Notícia de quê? Bloquear o quê?

    Segundo Malu Gaspar, colunista de O Globo, Moraes logo respondeu a Vorcaro, “mas não é possível saber o que ele disse”. Isso porque o que se seguiu foram três mensagens de visualização única, do tipo que se apaga assim que o destinatário as lê. Vorcaro foi preso naquele mesmo dia às 22h em São Paulo.

    Pretendia voar em um jatinho particular para Dubai, cidade dos Emirados Árabes Unidos.  A Polícia Federal o prendeu em Guarulhos e tomou seu celular. Ao examiná-lo depois, encontrou outro registro de diálogo entre Moraes e Vorcaro, esse datado de 1º de outubro, mas novamente com o conteúdo apagado.

    Em nota enviada à coluna de Malu, e contrariando o que apurou a Polícia Federal, a assessoria de imprensa do Supremo afirmou:

    “O Ministro Alexandre de Moraes não recebeu essas mensagens referidas na matéria. Trata-se de ilação mentirosa no sentido, novamente, de atacar o Supremo Tribunal Federal”.

    É o que basta para desmentir o que foi dito pela Polícia Federal em relatório enviado ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo? Fachin entregou aos seus pares cópias do relatório. Foi a Polícia Federal que deixou vazar as informações embaraçosas sobre Toffoli e Moraes? Ou foi um ministro do próprio tribunal?

    Toffoli e Moraes estão postos na berlinda. Ou se puseram na berlinda por sua livre escolha. A esperança é que ainda haja juízes em Brasília.

     

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  • DF fecha a semana com 684 vagas; salários chegam a R$ 3,7 mil

    DF fecha a semana com 684 vagas; salários chegam a R$ 3,7 mil

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Imagem colorida mostra pessoa com carteira nacional de trabalho e emprego na mão aparecida - Metrópoles

    As agências do trabalhador do Distrito Federal oferecem, nesta sexta-feira (6/3), 684 vagas para quem busca uma colocação no mercado profissional. Os salários ofertados chegam a R$ 3.756,20.

    O posto com a maior remuneração é o de técnico de segurança do trabalho, em Sobradinho, que tem uma vaga disponível para pessoas com ensino médio completo e experiência prévia na função.

    Já o cargo com mais oportunidades abertas é o de servente de obras, em Samambaia Sul, com 50 vagas disponíveis. Os interessados precisam ter ensino fundamental completo, porém, não é exigido experiência. O salário é de R$ 1.639.

    Para participar dos processos seletivos, basta cadastrar o currículo no aplicativo da Carteira de Trabalho Digital (CTPS) ou ir a uma das agências do trabalhador, das 8h às 17h, durante a semana.

    Empregadores e empreendedores que desejem ofertar vagas ou utilizar o espaço das agências do trabalhador para as entrevistas podem se cadastrar pessoalmente nas unidades ou pelo e-mail gcv@sedet.df.gov.br.

  • Dino contrariou entendimento do Supremo ao blindar Lulinha em CPMI

    Dino contrariou entendimento do Supremo ao blindar Lulinha em CPMI

    Gustavo Moreno/STF
    O ministro Flavio Dino, que anulou votação da CPMI do INSS

    Ao aprovar em bloco os 87 requerimentos de investigação na semana passada, a CPMI do INSS repetiu uma prática já usada em várias outras investigações do Congresso, inclusive a CPI do 8 de janeiro (2023) e a CPI da Pandemia do Senado (2021).

    Nesta quinta-feira, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulou toda a votação da CPMI do INSS da semana passada, quando foram aprovados os requerimentos.

    Dino estendeu à votação dos outros 86 requerimentos a decisão anterior dele nesta quarta-feira (4/6), que anulou a quebra de sigilo bancário e fiscal da lobista Roberta Luchsinger.

    O entendimento de Flávio Dino contraria um precedente do próprio Supremo. Na CPI da Pandemia, o ministro Dias Toffoli (STF) rejeitou o pedido da empresa VTCLog para afastar a quebra de seus sigilos bancário e fiscal.

    Na ocasião, o deputado federal Rogério Corrêa (PT-MG) anuiu com a votação em bloco.

    “O Deputado Rogério Correia já me disse aqui que a ideia era aprovar todos os requerimentos — aqui se existe algum requerimento constante da pauta em que haja alguma divergência”, disse o deputado Arthur Oliveira Maia (União-BA), que presidia a sessão.

    “Não havendo nenhum requerimento, então eu submeto à votação em bloco todos os requerimentos constantes da pauta publicada. Aqueles que os aprovam permaneçam como se encontram. Estão, portanto, aprovados todos os requerimentos”, registram as notas taquigráficas.

    Na semana passada, Rogério Corrêa chegou a dar um soco no deputado Luiz Lima (Novo-RJ), durante a confusão que se seguiu à votação dos requerimentos na CPMI do INSS.

    Na CPI da Pandemia, realizada no Senado em 2021, a quantidade de requerimentos aprovados em bloco numa única sessão foi maior ainda: 187, sendo que 123 eram quebras de sigilo. Essa votação ocorreu no dia 19 de agosto de 2021.

    A votação em bloco foi sugerida pelo então relator, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), e aceita pelo presidente do colegiado, Omar Aziz (PSD-AM), como mostram as notas taquigráficas.

    “Eu sugiro, para maior celeridade, tendo em vista termos um depoimento importante logo em seguida, que apreciemos os requerimentos em globo”, disse Renan Calheiros na ocasião.

    Em outra reunião, no dia 3 de agosto de 2021, a CPI da Pandemia aprovou 128 requerimentos em votação em globo, com 64 quebras de sigilo.

    Uma das quebras de sigilo aprovadas foi da empresa VTCLog, que prestava serviços para o Ministério da Saúde. A empresa recorreu ao Supremo Tribunal Federal para impedir a quebra de seus sigilos.

    No dia 25 de agosto de 2021, o ministro Dias Toffoli apreciou o pedido da VTCLog e manteve a quebra de sigilo — ele tomou providências para que o conteúdo ficasse restrito aos integrantes da CPI e limitou o período da quebra ao escopo da comissão. Toffoli, no entanto, validou o método de votação usado.

    “O requerimento (…), é documento público, previamente distribuído aos parlamentares e disponibilizado para acesso geral (…), e, durante a sessão de votação, não se levantou qualquer objeção à sua aprovação, já que a medida, devidamente motivada, mostrou-se essencial aos trabalhos da comissão”, escreveu Toffoli.

  • Trabalhador fica soterrado em vala após desmoronamento em cidade de SC

    Trabalhador fica soterrado em vala após desmoronamento em cidade de SC

    CBMSC/ reprodução
    Bombeiros tentam resgatar homem

    Um homem ficou soterrado após um acidente de trabalho na tarde de quinta-feira (5), em Porto União, no Planalto Norte catarinense. De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar, o caso aconteceu após um desmoronamento de terra.

    Uma obra de rede de esgoto era feita na Rua Marechal Deodoro, no bairro Cidade Nova, quanto tudo aconteceu. Por volta das 17h30, um processo de escavação de uma vala para a canalização da rede levou ao desmoronamento de terra e soterrou um trabalhador.

    Leia a reportagem completa no NSC Total, parceiro do Metrópoles.

     

  • Médica faz próprio parto dentro de carro e enrola bebê em pano de prato

    Médica faz próprio parto dentro de carro e enrola bebê em pano de prato

    Rede sociais/ reprodução
    montagem parto de bebê no carro

    Uma médica obstetra de Fortaleza fez o próprio parto dentro de um carro em movimento. O vídeo do momento viralizou nas redes sociais. Nele, Rebeca Dourado relata que usou um pano de prato para ajudar a enrolar a recém-nascida.

    De acordo com ela, o parto evoluiu de forma muito rápido, mas que ela ficou bem tranquila, devido à experiência como obstetra e a ser sua quarta filha. “Minha filha nasceu no carro. Sou obstetra e fiz meu próprio parto. Meu marido estava dirigindo quando ela nasceu. E a enrolamos em um  pano de prato, pois era o único pano disponível no carro”, relatou.

    No vídeo, Rebeca ainda conta que o marido tinha tido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) seis meses antes. “Seis meses antes, meu marido havia sofrido um AVC e descobriu uma cardiopatia, mas Deus nos sustentou e foi o parto mais abençoado que eu poderia ter”, destacou.

    A médica que iria fazer o parto de Rebeca, Larissa Rodrigues, também explicou nas redes sociais o acontecido. De acordo com ela, tudo correu bem porque a mãe estava bem preparada. “O mais importante é que tudo estava alinhado. A gente tinha discutido o plano de parto no pré-natal e nós estávamos preparados para recebê-la. A maternidade estava avisada”, disse. “Partos com períodos expulsivos muito rápidos podem acontecer, principalmente em pacientes multíparas. E o essencial é que a paciente esteja orientada, saiba reconhecer os sinais desse parto, dessa evolução acelerada e tenha uma equipe acessível e preparada”, acrescentou.

  • Pedro Turra: amiga diz que esposa de ex-piloto incentivava agressões. Veja vídeo

    Pedro Turra: amiga diz que esposa de ex-piloto incentivava agressões. Veja vídeo

    Shutterstock
    Imagem preto e branco, criança com as mãos no rosto - Metrópoles

    A jovem que denunciou que foi torturada por Pedro Turra após ser obrigada a ingerir bebida alcoólica disse, em depoimento à polícia, que a esposa do ex-piloto Lauanny Faria Braier Borges, 18 anos, instigava as brigas do companheiro. Lauanny é investigada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), suspeita de ameaçar a denunciante após o registro da ocorrência.

    Veja: 

     

    “Socou por causa da Lauanny”

    Em um episódio de violência e brutalidade, a denunciante relatou uma briga onde Turra teria dado um “mata-leão” em seu “oponente”.

    O caso foi registrado na Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) em 28 de junho de 2025. Na ocasião, Pedro teria desferido um soco em outro jovem enquanto estava de costas, e ainda aplicado um mata-leão.

    Ela afirmou que na época Pedro disse: “Se eu pego alguém para bater, eu mato”.

    Ainda no depoimento, a jovem afirmou que Lauanny incitava Pedro a seguir com as brigas: “O Pedro veio na covardia e começou a socar ele… Ele socou por causa da Lauanny, porque ela sussurrou no ouvido dele… ‘Você vai fazer de novo isso de falar e não fazer?’”, relatou.

    Ameaças e prints

    Prints de conversas mostram que a esposa de Turra enviou mensagens à mãe da vítima, alegando que a adolescente prestou falso testemunho. No texto, ela afirmou que a menina não era quem eles pensavam: “Reveja quem é a filha de vocês”. Lauanny enviou dois vídeos da jovem e completou: “Tem muito mais” e “vou postar tudo”.

    Na ocorrência policial, a jovem afirmou ter mantido amizade com Lauanny e o piloto por mais de dez anos, o que a faz crer que a investigada tenha fotos ou vídeos comprometedores. Ela também denunciou Lauanny por difamação em publicações nas redes sociais relacionadas ao caso. Em algumas mensagens, Lauanny chamou a jovem de “maior alcoólatra” e disse que ela “se passa de anjinha”.

    Imagens: 

    O inquérito policial foi encaminhado ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) por coação no curso do processo, à 2ª Vara Criminal de Águas Claras.

    O Metrópoles não localizou a defesa de Lauanny Faria Braier Borges. O espaço segue aberto para manifestações.

    A denúncia contra Turra

    Na denúncia contra Turra, a vítima, então com 17 anos, relatou ter sido obrigada a ingerir bebida alcoólica durante uma confraternização no Jockey Club, em junho do ano passado (vídeo abaixo). Esse foi um dos casos contra o piloto que veio à tona após a agressão ao adolescente Rodrigo Castanheira, que morreu depois de ficar 16 dias internado em UTI.

    Prazer em humilhar

    A adolescente que denunciou a ameaça de Lauanny é a mesma que expôs episódios de violência e humilhação, intensificados ao longo de 2025. Segundo o depoimento, Turra demonstrava “prazer em humilhar”. Em uma denúncia, ela contou ter sido torturada com arma de choque por 10 minutos, implorando aos prantos para que parasse, mas o piloto só ria e continuava.

    Em outro episódio, Turra ofereceu um pudim para ela comer. Desconfiada, ela questionou, mas ele garantiu que “estava tudo bem”. Após consumi-lo, o ex-piloto de Fórmula Delta revelou ter comido e regurgitado o doce antes. A jovem ficou “muito enojada, a ponto de chorar e vomitar”.

    Ela também descreveu um episódio em setembro de 2025, em uma lancha com o grupo no Clube Cota Mil, no Setor de Clubes Esportivos Sul. Sentada à beira da embarcação, foi empurrada por Turra e caiu na água. Apesar de saber nadar, engoliu água pela surpresa. Sem escada na lancha, pediu ajuda, mas Turra e outro amigo só riram. Ela nadou até o deck, saindo do lago com arranhões nas pernas.

  • Advogado aliciou detentas, exigiu ver seios e se masturbou dentro da Colmeia

    Advogado aliciou detentas, exigiu ver seios e se masturbou dentro da Colmeia

    Material cedido ao Metrópoles
    Cláudio Martins Lourenço, advogado acusado de ao menos 9 estupros - Metrópoles

    O que deveria ser um canal sagrado de defesa técnica entre advogado e cliente, tornou-se, segundo denúncias gravíssimas, um cenário de horror e exploração sexual dentro da Penitenciária Feminina do Distrito Federal (PFDF), unidade prisional conhecida como Colmeia.

    O advogado Cláudio Martins Lourenço, envolvido no caso de suposta agressão por parte de policiais civis em uma delegacia do DF, é alvo de relatos detalhados que descrevem um esquema de aliciamento de detentas vulneráveis, para a satisfação de sua lascívia pessoal.

    De acordo com os depoimentos de internas, que constam em uma investigação conduzida pela 14ª Delegacia de Polícia (Gama), em novembro de 2202, Cláudio utilizava uma estratégia específica: buscava mulheres com condenações longas, a chamada “cadeia alta”. Sob o pretexto de estar “construindo reputação”, ele oferecia serviços jurídicos gratuitos ou com valores irrisórios, chegando a fazer doações em dinheiro para as famílias das presas e custear cursos de remição de pena.

    No entanto, o preço cobrado não era financeiro. Marcela (nome fictício), custodiada há dois anos, relatou que após os primeiros contatos, as reuniões virtuais deixaram de tratar de teses de defesa. “Ele só fazia perguntas aleatórias sobre o convívio interno e não falava da minha pena”, afirmou.

    Atos obscenos e coerção

    O relato mais chocante veio de Joana (também fictício), presa desde 2018. Ela narrou aos policiais que, em agosto de 2022, o advogado passou a demonstrar comportamento inquieto durante as videoconferências. A situação escalou para o contato presencial dentro do parlatório da PFDF.

    Segundo a detenta, em uma visita, Cláudio apresentava sinais de estar sob efeito de substâncias. No recinto, ele teria ordenado que ela se levantasse e mostrasse os seios. Diante da recusa, o advogado teria exposto o órgão genital e se masturbado na frente da cliente, chegando a ejacular na parede da sala de atendimento.

    “Se você pilantrar comigo, você vai ver! Você me deve para o resto da vida!”, teria ameaçado o advogado ao perceber a resistência da vítima.

    Passado Obscuro

    A investigação informal entre as detentas revelou um histórico perturbador: Cláudio havia sido policial militar, expulso da corporação justamente por crimes sexuais. Relatos que circularam no presídio mencionam comportamentos sádicos e degradantes em seu histórico.

    A presa afirmou ter testemunhado, por um orifício na porta da sala de atendimento (onde faltava a fechadura), o momento em que o defensor pedia para sua colega de cela exibir as mamas. Ela acredita que pelo menos uma dezena de internas esteja passando pela mesma situação, mas o medo impera. O advogado detém procurações, conhece endereços de familiares e possui informações sensíveis sobre a vida das detentas.

    A coluna Na Mira apurou que Cláudio foi expulso da corporação após ser acusado de violar diversos dispositivos do Estatuto da Polícia Militar, condutas consideradas incompatíveis com a função.


    Entenda o caso


    Cláudio acumula 14 inquéritos policiais, nove Termos Circunstanciados (TCs) e duas condenações judiciais, uma delas por estupro. Cláudio é acusado de amarrar e defecar sobre uma das vítimas, uma garota de programa.

    A defesa do advogado disse, por meio de nota, que “a tentativa de desqualificar a vítima com base em registros policiais antigos e unilaterais (já analisados pelo Poder Judiciário e pela própria OAB por ocasião de sua inscrição) não apaga a gravidade dos abusos cometidos, nem justifica a violência praticada” por agentes da Polícia Civil, na ocorrência registrada dentro da 24ª Delegacia de Polícia (Ceilândia).

  • Arena BRB pede intimação de empresa do Careca do INSS na Papuda

    Arena BRB pede intimação de empresa do Careca do INSS na Papuda

    VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
    Careca do INSS

    A Arena BRB Mané Garrincha pediu que a Justiça do Distrito Federal intime a empresa Prospecto Consultoria Empresarial S.A, pertencente a Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, na Papuda – onde o lobista está preso desde setembro de 2025.

    O pedido foi feito em 19 de fevereiro e diz respeito a cobrança de dívida no valor de R$ 67,6 mil decorrente do não pagamento do aluguel de um camarote no estádio, além de quebra de acordo.

    Segundo o processo, após várias tentativas frustradas de citar a empresa em um endereço em Taguatinga, no Distrito Federal, advogados da Arena BRB resolveram pedir a intimação oficial na Papuda.

    Antônio Carlos Camilo é considerado um dos principais operadores do esquema de descontos indevidos do INSS e teria utilizado a empresa citada no processo para repassar propina a integrantes do Instituto Nacional da Seguridade Social.

    O caso

    Entre os meses de julho e agosto de 2025, o Careca do INSS também teria deixado de pagar aluguel do mesmo camarote, o que o levou a firmar um acordo de renegociação da dívida.

    Logo após essa negociação, contudo, Antonio e a Prospecto – cujo CNPJ consta no contrato de uso, também deixaram de arcar com o pagamento do aluguel dos meses de setembro e outubro, voltando à situação de inadimplência com a Arena BRB.

    Diante da situação, responsáveis pelo estádio notificaram os envolvidos e encaminharam novo boleto para pagamento, com vencimento em 23 de novembro de 2025. Por falta de quitação do débito, advogados do complexo ajuizaram outra ação contra o Careca do INSS.

    A ação teve início em 5 de dezembro. Vinte dias depois, um oficial de Justiça foi até o Bloco V, do Complexo Penitenciário da Papuda, para intimar o réu. A área onde Antonio está é destinada à custódia de pessoas que não podem permanecer em contato com o restante da população carcerária, em razão de condições pessoais e da natureza dos fatos que levaram à prisão.

    Após sucesso na citação do réu, a Arena BRB solicitou também a intimação da Prospecto Consultoria na pessoa de Antonio Carlos Camilo, na Papuda. O pedido foi feito após outras tentativas frustradas de citação da empresa.

    Em uma decisão interlocutória publicada nessa terça-feira (24/2), o juiz responsável pelo caso indeferiu o pedido de intimação no presídio. “Desde o Código Civil de 1916, a pessoa jurídica não se confunde com os seus sócios, associados, instituidores ou administradores”, declarou o magistrado.

    “Se a pessoa jurídica não se confunde com seus sócios, não é adequado nem pertinente procurar pela empresa no endereço daqueles que compõem o quadro societário. Mesmo diante da excepcionalidade da citação por edital, não se pode, em nome dessa característica, ofender norma fundamental e intrínseca do arcabouço jurídico”, finalizou.

    O processo ainda corre na Justiça.

    Mais de um calote

    Em julho de 2025, a coluna Tácio Lorran revelou um primeiro processo envolvendo a Arena BRB e o Careca do INSS. À época, Antonio também deixou de pagar o aluguel do camarote em maio de 2025 e teria concordado em rescindir o contrato, que iria até fevereiro de 2027, antecipadamente. O valor total da dívida chegou em R$ 60,7 mil.

    O camarote do Careca do INSS era o de número 309. O espaço fica na ala sul do estádio, atrás do gol. O lobista pagava R$ 11.188,89 por mês de aluguel.

    Em junho do mesmo ano, a coluna revelou que o Careca do INSS bancou camarotes no show do Red Hot Chilli Peppers, em Brasília, para autoridades do INSS e do Ministério da Previdência Social. Entre os participantes, estava o então secretário-executivo da pasta, Adroaldo Portal (PDT) – que, oito meses antes do evento, abriu a porta de seu gabinete no ministério para o lobista.

    O show ocorreu em 7 de novembro de 2023, na Arena BRB Mané Garrincha. Foi a primeira apresentação do Red Hot Chilli Peppers na capital federal, em 40 anos da banda. A presença de autoridades do INSS e do Ministério da Previdência no espaço foi confirmada por Adroaldo Portal. Ele também assegurou a companhia do Careca do INSS no camarote, mas alegou desconhecer, porém, que ele bancou os ingressos. A coluna apurou que um camarote com 50 convidados custa cerca de R$ 50 mil, fora o custo de aluguel do espaço.

    “Eu recebi o convite do INSS. Foram distribuídos alguns convites, e eu recebi”, explicou Adroaldo Portal, em conversa com a coluna. À época do show, ele era secretário do Regime Geral de Previdência Social. “Era um procedimento até então relativamente comum: distribuição de convites. E eu fui sim. E eu não sei te dizer a procedência do custeio do convite”, prosseguiu o secretário-executivo.

    Procurado, o INSS informou que o recebimento de presentes, ingressos, ou qualquer vantagem é proibido a qualquer servidor público, por força da lei de conflitos de interesse (Lei 12.813/2013). “O INSS reafirma seu compromisso com a probidade administrativa, caso algum servidor ou dirigente tenha ferido tal dever, deverá ser responsabilizado com a penalidade exposta na lei, demissão”, assinalou. O Ministério da Previdência, por sua vez, não se manifestou.