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  • Bocalom não descartou disputar governo pelo PL

    Bocalom não descartou disputar governo pelo PL

    Em mensagem enviada ontem ao BLOG, o prefeito Tião Bocalom (foto) disse que não foi descartado disputar o governo pelo PL. Revelou que teve uma conversa demorada com o presidente do partido, Valdemar da Costa Neto, que teria ficado impressionado com a explanação de suas metas e sua trajetória política. Valdemar prometeu chamar na terça-feira para uma conversa o senador Márcio Bittar (PL) para retirar o veto à candidatura de Bocalom. Também, rejeitou a tese de que pode desistir de disputar o governo. “É coisa de adversário, quando não tinha um pau para dar no gato fui candidato, como não seria agora que o povo quer?” Indagou um otimista Bocalom.

    Se o Bocalom for candidato pelo PL, não sei, o que sei é que será candidato ao governo por qualquer sigla, não vai desistir se perder o PL.

    O único político que conheço e sei que defende sua permanência, é o vereador Aiache (PP), seu amigo pessoal, e que liberou a Saúde para fazer sua campanha para a Câmara Municipal de Rio Branco. Isso não quer dizer ser o Pedro Pascoal “político”, o Aiache vinha de uma forte luta sindical dentro do sistema de Saúde. Já tinha nome, não começou do zero.

    Na política a divulgação é essencial, por isso causou surpresa o dirigente do PSD, Solino Matos, vetar fotografias dos prefeitos que estiveram no churrasco do senador Sérgio Petecão (PSD). A não ser que esses prefeitos querem ser como as amantes argentinas, aquelas com as quais só se encontra escondido. Cada uma!

    O que tenho escutado de donos de institutos de pesquisa que a atual eleição não se encontra decidida, por o eleitor ser muito volúvel ao longo das campanhas, principalmente, se for beneficiado. No que eu concordo.

    Um político ligou para o marido da Mailza Assis, para querer queimar o secretário da SEGOV, Luiz Calixto. O plus do Calixto é ser um dos raros personagens do governo do Gladson a lhe defender, até nas pautas mais negativas. Seu pecado: ser sincero.

    Cá com os meus botões, tenho as minhas dúvidas de que o prefeito Tião Bocalom vai conseguir superar no PL nacional o veto à sua candidatura ao governo, feito pelo senador Márcio Bittar (PL). O desfecho acontece na próxima semana.

    Mesmo que o senador Márcio Bittar (PL) não tenha dado nenhuma declaração a respeito, acho ser a sua intenção ser candidato à reeleição na chapa ao governo de Mailza Assis (PP), mesmo não gozando da simpatia dos que circundam a vice.

    Do MDB, conheço muito, caso o presidente do partido Vagner Sales (MDB) não consiga espaço na chapa majoritária da candidata Mailza Assis, vai sofrer muita pressão para não lhe apoiar. Var dar um mote forte ao grupo do MDB que defende a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo.

    Acompanho o MDB desde antes do Nabor Júnior se eleger governador. Sempre foi um partido altivo, de posições firmes na luta contra a ditadura, como oposição aos que governavam o Acre, mas nunca vi um MDB encolhido, sendo humilhado calado, como na atual situação, pelos políticos e agregados do PP. É uma surra na sua bela história política.

    O que dá para se mensurar dessa indefinição do Jorge Viana (PT) sobre ser ou não candidato ao Senado, é por causa do cenário atual. Acho que só seria candidato com o governador Gladson Cameli fora do processo.

    Caso se confirme a decisão do secretário de Educação, Aberson Carvalho, lançar alguém do seu grupo familiar para deputado estadual, não está errado. Ter um deputado é importante. Campanha se sabe como começa, mas não se sabe como termina. Faz parte do jogo político.

    A candidatura do prefeito Tião Bocalom é mais que importante para o grupo do governo, porque ajuda a levar a eleição para um segundo turno. Uma disputa entre apenas o senador Alan Rick (Republicanos) e a vice-governadora Mailza Assis (PP) vira um plebiscito sobre o governo, o que não seria bom para ela. Um governo por melhor que seja,
    sempre tem flancos para a oposição explorar.

    O senador Alan Rick (Republicanos) resolveu assumir o papel de ferrenho opositor ao governo. Até aqui estava encolhido, parecia mais um candidato B do governo. Em recente entrevista em Cruzeiro do Sul, saiu do casulo, e criticou duramente o secretário de Saúde, Pedro Pascoal, querendo saber onde aplicou os 17 milhões de reais de suas emendas parlamentares destinadas ao sistema de Saúde do município, ameaçando a levar caso para o os órgãos de controle, caso não lhe seja apresentada a planilha com os gastos. Acabou o Alan paz e amor.

    O senador Sérgio Petecão (PSD) e o prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, são carne e unha. Quando vem para Rio Branco, Carlinhos se hospeda na casa do Petecão.

    A vice-governadora Mailza Assis disse que as portas do PP estão abertas para o prefeito Tião Bocalom, mas com a ressalva que a candidata ao governo será ela. Quem foi que disse para a Mailza que o Bocalom quer ir para o PP servir de seu cabo-eleitoral?

    Entramos na reta final para o governador Gladson Cameli disputar o Senado. E com o prazo correndo bate a ansiedade nos ocupantes de cargos de confiança, sem saber se ficam ou serão substituídos no governo da Mailza. Cargo de confiança se dorme nele, e se acorda fora dele.

    “Os políticos são a mentira legitimada pela vontade do povo”. José Saramago, escritor português.

  • Você pode beber chá? Expert revela pacientes que devem evitar a bebida

    Você pode beber chá? Expert revela pacientes que devem evitar a bebida

    Pexels
    Na foto o chá em um copo e em uma jarra - Metrópoles

    Infusão de água com caule, folhas, cascas ou sementes, o chá é uma bebida milenar associada a momentos de relaxamento, alívio de dores e até mesmo ajuda a combater algumas doenças. Entretanto, mesmo democrática e repleta de benefícios, alguns pacientes precisam ter cautela na hora de consumir a bebida.

    Ouvida pela coluna Claudia Meireles, a nutricionista Luciana Matoso explique que não é porque são naturais que os chás podem ser consumidos sem restrições. “Eles têm princípios ativos que podem causar efeitos adversos dependendo da dose, da frequência e do perfil da pessoa que estiver bebendo”, alerta a especialista.

    Contraindicações do chá

    A nutricionista destaca que em gestantes e lactantes algumas plantas podem estimular contrações uterinas, alterar pressão arterial e até interferir na formação fetal. Alguns exemplos são os chás de canela, cravo-da-índia, boldo, arruda, sene, arnica ou hibisco em excesso.

    “Pessoas que usam medicamentos precisam ter cuidado com interações com a erva-de-são-joão, que pode interferir com antidepressivos, anticoncepcionais e ansiolíticos. O chá verde em excesso, por sua vez, pode interferir na absorção de ferro e alterar a pressão”, explica Luciana Matoso.

    Chás estimulantes com cafeína, como o chá preto, o chá mate e o chá verde, devem ser consumidos com cautela por pessoas com problemas cardiovasculares, como arritmias, e também por aqueles que têm ansiedade.

    “Eles podem aumentar a frequência cardíaca, elevando a pressão; intensificar dores estomacais; piorar refluxos gastroesofágicos; intensificar a ansiedade; e provocar ou piorar quadros de insônia”, finaliza a nutricionista.

    Foto colorida de mulher sentada em sofá e segurando uma xícara branca - Metrópoles
    Consumido com atenção, a bebida é excelente para relaxar

    Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.

  • Crises de soluço: Moraes autoriza Bolsonaro a receber estímulo elétrico craniano

    Crises de soluço: Moraes autoriza Bolsonaro a receber estímulo elétrico craniano

    Fábio Vieira/Metrópoles
    Jair Bolsonaro

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou que o ex-presidente Jair Bolsonaro passe por tratamento de estímulo elétrico craniano (CES). O procedimento tem como objetivo melhorar a qualidade do sono, a ansiedade, a depressão e as crises de soluço.

    Na decisão, Moraes autorizou que o médico Ricardo Caiado ingresse nas dependências do 19º Batalhão de Polícia Militar, a Papudinha, nas segundas, quartas e sextas-feiras, às 19h.

    O ministro liberou que o profissional porte o aparelho utilizado para a “aplicação do Estímulo Elétrico Craniano, tais como clipes auriculares bilaterais necessários ao procedimento, devidamente vistoriados pelo estabelecimento”.

    O que é o tratamento de estímulo elétrico craniano (CES)

    O CES é um tratamento que envia correntes elétricas de baixa intensidade no cérebro por meio de eletrodos colocados nos lóbulos das orelhas enquanto o paciente permanece em repouso consciente. As sessões duram entre 50 minutos e 1 hora.

    Segundo Ricardo Caiado, trata-se de uma abordagem complementar, não medicamentosa, com respaldo internacional e adequada para contextos clínicos em que há disfunções do eixo emocionalautonômico (ansiedade, estresse, insônia e sintomas funcionais).

  • Rio Acre sobe para 7,88 metros após chuva na capital

    Rio Acre sobe para 7,88 metros após chuva na capital

    A Defesa Civil de Rio Branco divulgou na manhã deste domingo (1º) o boletim atualizado sobre o nível do Rio Acre na capital. Os dados foram divulgados pelo coordenador municipal de Defesa Civil, Cláudio Falcão.

    De acordo com a medição realizada às 5h29, o rio marcou 7,88 metros, apresentando leve elevação em relação à última aferição. Nas últimas 24 horas, foram registrados 27,20 milímetros de chuva.

    Apesar da subida, o nível permanece bem abaixo das cotas de referência. A cota de alerta é de 13,50 metros, enquanto a cota de transbordo é de 14,00 metros.

  • Bolsonaro defende Michelle e condena “ataques da direita”; leia carta

    Bolsonaro defende Michelle e condena “ataques da direita”; leia carta

    Em uma carta escrita à mão por Jair Bolsonaro na prisão e remetida à coluna por um interlocutor, o ex-presidente saiu em defesa de Michelle e condenou ataques que a ex-primeira-dama e outros aliados vêm recebendo “da própria direita”.

    O ex-mandatário não citou nominalmente os alvos da reclamação, mas, recentemente, Eduardo Bolsonaro criticou Michelle e Nikolas Ferreira por supostamente não encamparem a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Todos são filiados ao Partido Liberal (PL).

    O comunicador Allan dos Santos também protagonizou uma troca de farpas com Michelle ao sustentar que a ex-primeira-dama atuaria em prol de uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, em detrimento da de Flávio.

    Escreveu Jair Bolsonaro na carta: “Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”. Bolsonaro também revelou que pediu que Michelle só se engaje em questões eleitorais após o fim deste mês.

    ”À Michelle pedi para só se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”. Em janeiro, Laura passou por uma operação de cinco horas no nariz em consequência de uma cirurgia ortognática, que reposiciona mandíbula e maxilar para corrigir problemas de respiração, mastigação e fala.

    Bolsonaro prosseguiu pregando harmonia no campo conservador: “Numa campanha majoritária, bem como nas cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados. Meu muito obrigado a todos pelo carinho e consideração. Da nossa união, o futuro do Brasil. Jair Bolsonaro.”

    Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes (STF) aceitou um pedido de Jair Bolsonaro para conceder entrevista à coluna e autorizou uma hora de gravação dentro da carceragem da Polícia Federal.

    No dia agendado, contudo, o ex-presidente informou, por meio de um bilhete, que não estava em condições de falar devido a problemas de saúde.

  • O vexame de Zema e Nikolas: Quando o clique esbarra na urgência da lama

    O vexame de Zema e Nikolas: Quando o clique esbarra na urgência da lama

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    Dizem, não só na política, que o pior lugar para se tentar uma “lacração” é em cima do sofrimento alheio.

    O governador Romeu Zema e o deputado Nikolas Ferreira descobriram isso da pior maneira possível: sentindo na pele a fúria de quem perdeu tudo nas chuvas torrenciais que atingiram Minas Gerais.

    Em cidades como Juiz de Fora e Ubá, o que se viu não foi o apoio das autoridades, mas um palanque improvisado que ruiu diante da revolta popular.

    O vídeo é pedagógico. Mostra Nikolas Ferreira tentando gravar seus vídeos para as redes em meio ao canteiro de obras, atrapalhando o trânsito e o trabalho das máquinas. A reação foi imediata: “Não adianta vir limpinho fazer política aqui!”, gritou um morador.

    A política do clique esbarrou na urgência da lama.

    Mas o buraco de Zema é mais embaixo. Além do vexame público, o governador carrega nas costas a marca de ter reduzido em 96% as verbas para prevenção de catástrofes no estado. É a matemática da negligência: gasta-se pouco para prevenir e tenta-se compensar com selfies na hora da tragédia.

    Zema se defende com malabarismos de oratória, mas os números – e os rostos indignados das vítimas – não mentem.

    A deputada Erika Hilton já acionou a PGR contra Nikolas por atrapalhar o serviço de socorro. Enquanto isso, em Brasília, o PL tenta construir a imagem de uma direita unida e eficiente para 2026. Mas as imagens de Minas mostram que, fora das bolhas digitais, o povo quer caminhão-pipa e máquinas, não influenciadores de colete oficial.

    No fim das contas, a lama seca, mas a memória do eleitor costuma ser mais persistente. Zema e Nikolas saíram menores do que entraram no barro mineiro.

  • Os motivos por trás do ataque ao Irã (Por Andrea Rizzi)

    Os motivos por trás do ataque ao Irã (Por Andrea Rizzi)

    Carla Sena/ Arte Metrópoles
    Morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei

    A explicação oficial aponta para razões militares e mudança de regime. O fato de o ataque ter ocorrido em ano eleitoral também parece relevante

    O Rubicão foi cruzado. Os Estados Unidos e Israel atacaram o Irã mais uma vez , em uma operação cujo alcance ficará claro nas próximas horas e dias, mas que, desde o início, parece ser muito maior do que os eventos dos últimos meses. Quais são os objetivos reais da operação? Em suas primeiras declarações após o início da ofensiva, o presidente dos Estados Unidos apontou duas frentes. Uma é militar, com o objetivo de destruir as capacidades nucleares e de mísseis do país. A outra é política: mudança de regime, com uma clara exortação aos iranianos para que aproveitem o momento para derrubar o regime. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou sentimentos semelhantes. Mas há uma terceira frente, não declarada, pelo menos tão relevante quanto as duas anteriores: os interesses políticos pessoais dos dois líderes do ataque, Donald Trump e Netanyahu. Ambos enfrentam sérias dificuldades internas e ambos têm eleições importantes este ano.

    O objetivo principal é desferir um golpe decisivo nas capacidades militares do Irã, tanto nucleares quanto convencionais, destruindo seu potencial de mísseis. Esse objetivo deve ser compreendido no contexto da afirmação de Trump, após o ataque americano de junho, de que o programa nuclear iraniano havia sido aniquilado, e das negociações em curso para explorar um possível novo acordo, depois que o próprio Trump efetivamente desmantelou o que Obama havia assinado. O contexto também é de significativa fragilidade iraniana, decorrente do colapso ou enfraquecimento de seus aliados na região (Assad, Hezbollah, Hamas) e de protestos internos.

    Este é o contexto em que Trump e Netanyahu decidiram que era imprescindível lançar um ataque naquele momento. Era mesmo necessário fazê-lo agora? O Irã representava uma ameaça iminente? Não seria possível dar uma chance às negociações diplomáticas?

    Em segundo plano, a lógica é explorar o enorme descontentamento da população iraniana com uma liderança notoriamente repressiva, a fim de provocar sua queda. O Irã sofreu inúmeros golpes traiçoeiros em sua história recente — do golpe contra o primeiro-ministro Mosaddegh na década de 1950 à guerra iniciada por Saddam na década de 1980 — que justificam muita suspeita, mas não há dúvida de que o regime da República Islâmica é uma vergonha opressora que fomentou uma rede de atores na região responsáveis por iniciativas desprezíveis e criminosas.

    A queda de um regime como esse seria motivo de comemoração para qualquer democrata, mas o uso da violência fora do âmbito do direito internacional não é aceitável, nem é evidente que tais meios ardilosos possam alcançar um objetivo válido. Mesmo uma decapitação ampla e eficaz como a realizada contra a liderança do Hezbollah no Líbano não garante o colapso de um sistema. Em um espaço confinado com completa disparidade de forças, como na Faixa de Gaza, Israel também não conseguiu derrubar o Hamas.

    Num país tão vasto como o Irã, e com um regime firmemente estabelecido há décadas, um colapso não é uma conclusão inevitável. Sem dúvida, os líderes da República Islâmica elaboraram planos de contingência detalhados, incluindo múltiplas opções de sucessão para o caso de um ataque bem-sucedido à sua cadeia de comando. Além disso, é um fenômeno clássico que ataques externos levem a uma maior união em torno do regime.

    A terceira camada, a dos interesses políticos pessoais de Trump e Netanyahu, permanece obviamente oculta em suas declarações, mas é extremamente relevante e se apoia em inúmeros pilares. O projeto Trump está sendo duramente atingido por todos os lados. A Suprema Corte desferiu um golpe tremendo em sua política tarifária , o escândalo Epstein é um poço de lama muito ameaçador, a aventura do ICE está afundando na ignomínia e resultados eleitorais e pesquisas altamente desfavoráveis estão se acumulando. Trump é um mestre em executar a agora famosa teoria de inundar a região — neste caso, não com lixo informativo, mas com bombas — a tática da distração. A arena internacional é a sua favorita. Apesar de sempre ter se posicionado como um líder relutante em usar a força e ações militares por escolha — não por necessidade —, a vida política está o levando em outra direção, e ele já ordenou ataques em meia dúzia de países. Suas ações para bombardear instalações nucleares iranianas em junho — com uma resposta patética de Teerã — e a operação contra Maduro funcionaram bem para ele.

    O caso de Netanyahu é semelhante. Ele prolongou de forma abominável sua campanha contra Gaza com a clara intenção de se manter no poder, explorando o sentimento de crise e unidade nacional, a ponto de ofuscar o fracasso de suas políticas de segurança e marginalizar os graves casos de suposta corrupção que o cercam. Ele não está tão mal nas pesquisas quanto Trump, mas a campanha eleitoral será difícil, e ele sabe que sucessos internacionais, nacionalismo e um estado de crise são sua melhor garantia de reeleição.

    Ambos os líderes enfrentam eleições legislativas cruciais ainda este ano. Nenhum deles é conhecido mundialmente por hesitar em defender seus interesses pessoais, mesmo quando isso acarreta um custo humano terrível.

    O Rubicão foi cruzado. As apostas são incrivelmente altas. Os riscos são enormes. Resta saber como as próximas horas e dias se desenrolarão, qual será a capacidade do regime iraniano de se defender e contra-atacar contra dois inimigos muito mais poderosos. Desta vez, a retaliação poderá ser direcionada não apenas a alvos americanos na região ou a Israel, mas também a alvos nos países do Golfo, com graves consequências não só para as pessoas, mas também em nível econômico global, por exemplo, com uma disrupção no mercado de energia. Mas a história mostra que a avaliação desse tipo de ação não pode ser feita em dias, semanas ou mesmo meses. É o passar dos anos que a torna clara, muitas vezes com sofrimento incrível devido à semeadura do ódio e ao desejo de vingança.

    Estamos testemunhando um novo episódio na aceleração de uma era de total desrespeito à lei e recurso inescrupuloso à força. O mundo nunca foi um jardim, mas se alguma civilização foi alcançada, está em retrocesso; a selvageria, a brutalidade e a flagrante violação do direito internacional — que só permite o uso da violência em legítima defesa ou com autorização do Conselho de Segurança, condições que não existem neste caso — estão avançando, juntamente com a descarada afirmação de interesses, sejam eles nacionais ou pessoais.

     

    (Transcrito do El País)

  • Presidente do Irã promete "vingança legítima" contra os EUA

    Presidente do Irã promete "vingança legítima" contra os EUA

    Morteza Nikoubazl/NurPhoto via Getty Images
    O candidato reformista, Masoud Pezeshkian, segura uma folha durante registro para eleições no Irã - Metrópoles

    O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian (foto em destaque), afirmou, neste domingo (1º/3), que a vingança pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos é um “direito e dever legítimo”. Os EUA atacaram o Irã nesse sábado (28/2) e assassinaram o líder supremo, Ali Khamenei.

    De acordo com Pezeshkian, Khamenei foi assassinado “pelas mãos dos vilões mais perversos do mundo”. Segundo ele, tal fato é uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.

    “O assassinato do grande comandante da comunidade islâmica é uma guerra aberta contra os muçulmanos, especialmente os xiitas em todas as partes do mundo. (…) A República Islâmica do Irã considera a vingança e a responsabilização dos autores e mandantes deste crime um dever e um direito legítimo”, afirmou Pezeshkian em pronunciamento oficial.

    Ele afirmou que a República Islâmica do Irã “considera o derramamento de sangue e a vingança contra os perpetradores e comandantes deste crime histórico como seu dever e direito legítimo, e cumprirá essa grande responsabilidade e esse dever com todas as suas forças”.

    Próximos passos

    O Artigo 111 da Constituição iraniana afirma que, quando um líder supremo morre, cria-se um conselho de transição até que um novo seja eleito por um painel de líderes religiosos.

    O conselho funcionará até que um painel de 88 membros, denominado Assembleia de Peritos, escolha um novo líder supremo.

    Ataques dos EUA e Israel ao Irã

    O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país, de acordo com a mídia local. As ofensivas começaram na madrugada de sábado.

    Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças”, e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.

  • Israel faz novos ataques contra o Irã, que responde com mísseis

    Israel faz novos ataques contra o Irã, que responde com mísseis

    ESCALADA MILITAR

    Israel faz novos ataques contra o Irã, que responde com mísseis

    Por UOL1 de março de 2026 – 06h10 4 min de leitura
    Fumaça é vista sobre a capital do Irã, Teerã, após ataque coordenado entre EUA e Israel-Imagem: Shadati / 28/02/2026

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    As Forças de Defesa de Israel disseram no domingo (horário local; noite de sábado, no Brasil) que iniciaram uma nova onda de ataques contra o Irã. Explosões são ouvidas em Teerã, segundo a mídia estatal. Logo depois, eles disseram ter identificado um novo lançamento de mísseis do Irã contra o território israelense.

    O que aconteceu

    O alvo era um local que, segundo Israel, armazenava mísseis balísticos Ghadr H-1. Segundo as IDF (Forças de Defesa de Israel, na sigla em inglês), os mísseis estavam carregados com “centenas de quilos de explosivos”.

    As IDF dizem que ataque ao local “degradou significativamente a capacidade ofensiva do regime” iraniano. “Isso impediu numerosos lançamentos que representavam uma ameaça aos civis do Estado de Israel e ao Oriente Médio em geral”, concluíram.

    Logo depois, sirenes soaram em várias partes de Israel enquanto as IDF alertavam para mais um ataque iraniano. “Pela 20ª vez nas últimas 24 horas, milhões de israelenses correram para se abrigar em todo o país sob fogo de mísseis iranianos”, postou as IDF no X.

    Explosões também foram ouvidas hoje em Dubai, nos Emirados Árabes. Um projétil iraniano foi interceptado no céu da cidade, que tem bases americanas na região. O Irã informou que visaria áreas estratégicas para os Estados Unidos na região em retaliação ao ataque coordenado com Israel iniciado na madrugada de sábado.

    Entenda o caso

    Os Estados Unidos e Israel lançaram na madrugada de sábado um ataque coordenado contra o Irã, que declarou ter retaliado atacando bases militares americanas no Oriente Médio. Trump disse que o objetivo da ação era defender o povo americano.

    Autoridades iranianas morreram, incluindo o líder supremo aiatolá Ali Khamenei. O comandante da Guarda Revolucionária do Irã, general Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa iraniano, Amir Nasirzadeh, estariam entre as vítimas dos bombardeios israelenses.

    Comando Central norte-americano disse ter usado, pela primeira vez em combate, drones de ataques unidirecionais de baixo custo. “A Operação Fúria Épica envolve a maior concentração regional de poder de fogo militar americano em uma geração”, concluíram.

    Em resposta ao ataque, forças iranianas lançaram mísseis contra Israel, que imediatamente fechou o espaço aéreo e declarou estado de emergência. Por precaução, escolas e prédios públicos em Jerusalém permanecerão fechados até a tarde de segunda-feira (2).

    Local atingido após bombardeios dos Estados Unidos e de Israel contra Teerã-Imagem: AFP

    Ainda ontem, Irã retaliou instalações militares dos EUA, afirmou autoridade americana. Até o momento, foram alvejadas ao menos seis instalações localizadas no Qatar, no Kuwait, nos Emirados Árabes Unidos, no Bahrein, na Jordânia e no norte do Iraque.

    EUA e Israel atacam Irã, que revida com mísseis contra bases militares americanas no Oriente Médio-Imagem: Arte/UOL

    O ataque dos Estados Unidos e de Israel ao Irã deixou ao menos 201 mortos e 747 feridos no território iraniano. A informação é do Crescente Vermelho do Irã, que ressaltou que, do total de 31 províncias da República Islâmica, 24 foram afetadas pelos ataques.

    Comando Central dos EUA disse que não houve relato de baixas norte-americanas ou feridos relacionados ao combate. Em publicação no X, o comando afirmou que os danos do ataque iraniano às instalações americanas “foram mínimos e não afetaram as operações”. Eles alegam que se defenderam “com sucesso contra centenas de ataques de mísseis e drones iranianos”.

    Com AFP, Reuters e RFI.

  • Após morte de Khamenei, conselho de liderança interino assume o Irã. Vídeo

    Após morte de Khamenei, conselho de liderança interino assume o Irã. Vídeo

    GettyImages
    Ali Khamenei, aiatolá iraniano -- Metrópoles

    Após a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei (foto em destaque), nesse sábado (28/2), o presidente, o chefe do judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiães assumirão temporariamente o comando do país.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, ainda no sábado, a morte do líder supremo, que ficou quase 37 anos no poder, após ataque americano e israelense ao Irã.

    De acordo com o chefe de segurança do Irã, Ali Larijani, a transição de liderança começa neste domingo (1º/3). Assumem temporariamente o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e um dos juristas do Conselho dos Guardiões.

    “Um conselho de liderança interino será formado em breve. O presidente, o chefe do judiciário e um jurista do Conselho dos Guardiães assumirão a responsabilidade até a eleição do próximo líder”, disse Larijani, chefe do principal órgão de segurança do Irã, o Conselho Supremo de Segurança Nacional.

    Larijani acusou os EUA e Israel de tentarem saquear e desmembrar o Irã, e destacou que “os bravos soldados e a grande nação do Irã darão uma lição inesquecível aos opressores internacionais”.

    Próximos passos

    O Artigo 111 da Constituição iraniana afirma que, quando um líder supremo morre, cria-se um conselho de transição até que um novo seja eleito por um painel de líderes religiosos.

    O conselho funcionará até que um painel de 88 membros, denominado Assembleia de Peritos, escolha um novo líder supremo.

    Ataques dos EUA e Israel ao Irã

    O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país, de acordo com a mídia local. As ofensivas começaram na madrugada de sábado.

    Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças”, e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.