Categoria: Teste

  • O impacto da ponte da Sibéria na vida de moradores em Xapuri

    O impacto da ponte da Sibéria na vida de moradores em Xapuri

    No último fim de semana, o videomaker do ac24horas, Kennedy Santos, esteve em Xapuri, no interior do Acre, para sentir de perto o impacto da ponte que liga o bairro Sibéria ao outro lado da cidade. A obra, inaugurada no fim de 2025, transformou uma realidade que, por mais de 30 anos, foi marcada por promessas políticas e expectativas frustradas.

    Antes da ponte, a travessia pelo rio que corta o município, era feita por pequenos barcos ou por balsa. Não eram raros os problemas mecânicos. No período de seca, a dificuldade aumentava: o contato com os bancos de areia no fundo do rio comprometia o funcionamento da embarcação e atrasava a rotina de quem precisava atravessar diariamente.

    As dificuldades eram tantas que motoristas precisavam entrar de ré no acesso à balsa. Só assim conseguiam chegar do outro lado com impulso suficiente para subir a ladeira que dá acesso ao bairro Sibéria. Uma cena que, por anos, fez parte do cotidiano da população.

    Hoje, o cenário é outro. A ponte trouxe agilidade, segurança e uma nova perspectiva de desenvolvimento para a região. “Durante as conversas com moradores, percebi um sentimento predominante de esperança e expectativa positiva. A obra é vista como um divisor de águas para a mobilidade urbana e para o fortalecimento da economia local”, conta Kennedy.

    Mas nem todos pensam da mesma forma. Kennedy também ouviu quem se posicionasse contra a construção, argumentando que a facilidade de acesso poderia contribuir para o aumento da violência. “Um ponto de vista que revela como toda grande mudança provoca debates e diferentes percepções dentro da comunidade”.

    O vídeo retrata de forma sutil e descontraída o ambiente popular que toma conta da cidade, mostrando o cotidiano simples, as histórias e as opiniões diversas de quem vive ali. Mais do que uma obra física, a ponte simboliza a concretização de um sonho antigo. E, acima de tudo, a população deixa claro: não se trata de favor político, mas de obrigação do poder público. Infraestrutura é direito. E quando chega, muda vidas.

  • Com retração de 7,02%, Acre está entre os estados que mais perderam alunos

    Com retração de 7,02%, Acre está entre os estados que mais perderam alunos

    O Ministério da Educação divulgou na quinta-feira (26) os dados do Censo Escolar 2025, que apontam uma queda de mais de 1 milhão de matrículas na educação básica em todo o país. No ranking nacional de redução percentual no ensino médio, o Acre aparece entre os estados com maior retração, ocupando a terceira posição. O Censo não divulgou o recorte por estado.

    De acordo com o levantamento, o Brasil registrou 46.018.380 matrículas em 2025, uma diminuição de 1.070.542 alunos em relação ao ano anterior. A redução atingiu todas as etapas da educação básica, da educação infantil ao ensino médio.

    No ensino médio, etapa que apresentou a maior redução absoluta no país, foram 419.517 estudantes a menos, totalizando 7.370.879 matrículas em 2025, o menor número do século XXI.

    Entre os estados, o Acre registrou queda de 7,02% nas matrículas do ensino médio, ficando atrás apenas de São Paulo (13,60%) e Roraima (7,06%). O percentual acreano supera a redução observada em estados como Paraná (6,74%) e Bahia (6,17%).

    Segundo técnicos do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), a diminuição está relacionada, principalmente, à redução da população na faixa etária escolar e à melhora no fluxo educacional.

  • O temor de Derrite com a eleição ao Senado em SP

    O temor de Derrite com a eleição ao Senado em SP

    KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
    O deputado Guilherme Derrite PP-SP, relator do PL Antifacção, deixa o plenário da Câmara dos Deputados Metrópoles 4

    Pré-candidato ao Senado por São Paulo, o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP) tem demonstrado, nos bastidores, um temor com o cenário para a disputa no estado.

    A aliados, Derrite vem expressando preocupação com a profusão de pré-candidatos da direita para as duas vagas de senador que estarão em disputa nas eleições de 2026.

    Apesar de pontuar bem nas pesquisas, o deputado avalia que a existência de muitos candidatos na direita pode acabar ajudando a esquerda a eleger uma das duas vagas.

    Em São Paulo, o presidente Lula pretende lançar ao menos um nome forte ao Senado. As principais cotadas são as ministras Marina Silva (Meio Ambiente) e Simone Tebet (Planejamento).

    Hoje, o nome de Derrite é consenso entre o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que concorrerá à reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência.

    A segunda vaga ficará com um integrante do PL que será indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme acordado entre Tarcísio e Flávio em café da manhã na sexta-feira (27/2).

    Os pré-candidatos da direita ao Senado em SP

    No PL, contudo, há diversos nomes cotados. Entre eles, os deputados Mário Frias, Gil Diniz e Roseana Valle (PL-SP), esta última apoiada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

    Outro nome do PL cotado para concorrer ao Senado por São Paulo em 2026 é o do atual vice-prefeito da capital paulista, o coronel da Polícia Militar Ricardo de Mello Araújo.

    Outros partidos da direita, porém, também pretendem lançar candidatos ao Senado no estado. Entre eles, o Novo, que já anunciou o deputado Ricardo Salles como pré-candidato a senador.

  • Governo PP/União Brasil e PL definem aliança na próxima semana

    Governo PP/União Brasil e PL definem aliança na próxima semana

    Segundo informações provenientes de uma fonte do governo, está prevista para sexta-feira, dia 6, ou segunda-feira, dia 9 de março, a realização do primeiro encontro de trabalho com o objetivo de consolidar uma aliança política entre o PP/União Brasil e o Partido Liberal (PL).

    Essa reunião contará com a presença do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis Cameli, além de dirigentes estaduais do PP e do PL, bem como do senador Márcio Bittar.

    De acordo com a mesma fonte, o governador já manifestou que a probabilidade de o PL apoiar a Federação Progressista alcança 90%. A fonte reforçou a solidez desse entendimento ao afirmar: “o prego foi batido e a ponta virada”, indicando que as tratativas estão praticamente concluídas.

    Entre os fatores que tornam a aliança particularmente atrativa para ambos os lados está o fato de o PL dispor de tempo de televisão e de recursos financeiros para a campanha. Além disso, o partido deve contar com a candidatura do senador Flávio Bolsonaro, que tem potencial para obter uma votação expressiva no estado.

    “A mulher de César não basta ser honesta, ela deve também parecer honesta”. (Júlio César, imperador romano).

    . Com esse movimento do PL em direção ao governo, como fica a situação do prefeito Tião Bocalom.

    . Segundo o amigo pessoal e assessor do prefeito Bocalom, Aílton Oliveira, até sexta-feira da semana que vem a situação estará definida.

    . “O presidente Waldemar da Costa Neto terá uma conversa com o senador Márcio; a partir daí teremos uma posição oficial”, disse.

    . Para Bocalom, a questão com o PL ainda pode ter uma reviravolta, o que é negado pela Executiva do PL no Acre, já que, segundo a direção, o partido já publicou uma carta com esta posição.

    . Fontes do PSDB em Brasília disseram a emissários do Acre que o partido está comprometido com o senador Alan Rick.

    . Aliados de Bocalom argumentam que sua candidatura pode entregar aos tucanos uma vaga para deputado federal.

    . Existe a expectativa de que Flávio Bolsonaro supere, em número de votos, o presidente Lula, uma vez que, historicamente, o atual presidente costuma ser menos votado que candidatos da direita no Acre.

    . Os Bombeiros do Palácio Rio Branco estão tentando apagar o incêndio político em Sena Madureira; vão precisar de muita espuma, pense num fogaréu!

    . Nova rodada a ser publicada nos próximos dias mexe nas peças do tabuleiro para o governo e Senado.

    . O dia quatro de abril será crucial para deputados estaduais que desejam a reeleição; decisões erradas podem comprometer seu futuro político.

    . Corre à boca miúda que tem deputado estadual se estapeando para indicar um eventual secretário de Saúde se Pedro Pascoal deixar o cargo.

    . Como dizia o ex-governador Orleir Cameli, de saudosa memória, “não cabe politicagem na Saúde”.

    . O vereador Aiache telefonou lembrando que o secretário Pedro Pascoal tem um excelente viés político; “sem ele eu não teria obtido cinco mil e quinhentos votos”.

  • Frase do dia

    Frase do dia

    Majid Saeedi/Getty Images
    Imagem colorida mostra explosão de ataque de Israel em em Teerã, no Irã - Metrópoles

    “Por quase meio século, os líderes do Irã responderam às ameaças à sua sobrevivência com extrema violência contra o povo iraniano. Caso sobrevivam a esta guerra, é improvável que a resposta seja diferente.” (Amir Ahmadi Arian, escritor iraniano, em artigo no New York Times).

  • Agro com Elas: gestão rural do gênero “bons resultados”

    Agro com Elas: gestão rural do gênero “bons resultados”

    Aliny Alencar, Thays Uchoa e Waldiane Araújo de Almeida têm formação em Engenharia Agronômica. São profissionais que têm com a terra uma relação quase matemática: sabem que plantando determinada semente, em determinado solo, o resultado tem boa dose de previsibilidade. Há quatro anos, as três decidiram colocar a razão para funcionar e plantaram esperanças com […]

  • O impeachment de juízes

    O impeachment de juízes

    Vinícius Schmidt/Metrópoles
    Imagem colorida do STF, com a estátua pichada após atos de 8 de janeiro

    Há ministros do Supremo Tribunal Federal que mereceriam ser impichados? Respostas de 1.217 leitores:
    Há, sim – 76,8%
    Não há – 23,2%

  • Bolsonaro defende Michelle e condena “ataques da direita”; leia carta

    Bolsonaro defende Michelle e condena “ataques da direita”; leia carta

    Breno Esaki/Metrópoles
    Bolsonaro

    Em uma carta escrita à mão por Jair Bolsonaro na prisão e remetida à coluna por um interlocutor, o ex-presidente saiu em defesa de Michelle e condenou ataques que a ex-primeira-dama e outros aliados vêm recebendo “da própria direita”.

    O ex-mandatário não citou nominalmente os alvos da reclamação, mas, recentemente, Eduardo Bolsonaro criticou Michelle e Nikolas Ferreira por supostamente não encamparem a candidatura de Flávio Bolsonaro ao Planalto. Todos são filiados ao Partido Liberal (PL).

    O comunicador Allan dos Santos também protagonizou uma troca de farpas com Michelle ao sustentar que a ex-primeira-dama atuaria em prol de uma candidatura de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à Presidência, em detrimento da de Flávio.

    Escreveu Jair Bolsonaro na carta: “Dirijo-me a todos que comungam conosco dos mesmos valores — Deus, pátria, família e liberdade — para dizer que lamento as críticas da própria direita dirigidas a alguns colegas e à minha esposa”. Bolsonaro também revelou que pediu que Michelle só se engaje em questões eleitorais após o fim deste mês.

    ”À Michelle, pedi para só se envolver na política após março/26, já que a mesma se encontra por demais ocupada no atendimento da nossa filha Laura, recém-operada, bem como nos cuidados à minha pessoa”. Em janeiro, Laura passou por uma operação de cinco horas no nariz em consequência de uma cirurgia ortognática, que reposiciona mandíbula e maxilar para corrigir problemas de respiração, mastigação e fala.

    Bolsonaro prosseguiu pregando harmonia no campo conservador: “Numa campanha majoritária, bem como nas cobiçadas vagas para o Senado, os apoios devem vir pelo diálogo e convencimento, nunca por pressões ou ataques entre aliados. Meu muito obrigado a todos pelo carinho e consideração. Da nossa união, o futuro do Brasil. Jair Bolsonaro.”

    Entrevista

    Em dezembro de 2025, o ministro Alexandre de Moraes (STF) aceitou um pedido de Jair Bolsonaro para conceder entrevista à coluna e autorizou uma hora de gravação dentro da carceragem da Polícia Federal.

    No dia agendado, contudo, o ex-presidente informou por meio de um bilhete que não estava em condições de falar devido a problemas de saúde.

  • Trump, o candidato ao Prêmio Nobel da Paz que vai à guerra

    Trump, o candidato ao Prêmio Nobel da Paz que vai à guerra

    Airbus/Soar Atlas
    Complexo residencial do líder supremo do Irã, em Teerã

    Trump em 2012“Agora que os índices de aprovação de [Barack] Obama estão em queda livre, fiquem de olho nele, pois ele pode lançar um ataque na Líbia ou no Irã. Ele está desesperado.”

    Trump em 2013: “Lembrem-se de que eu previ há muito tempo que o presidente Obama atacaria o Irã por causa de sua incapacidade de negociar adequadamente – sua falta de habilidade!”

    Trump em 2016“Vamos pôr fim à política imprudente e dispendiosa de mudança de regime. Mudança de regime é um fracasso comprovado e absoluto”

    Trump na noite da eleição de 2024“Eu não vou começar guerras. Eu vou acabar com as guerras.”

    Na manhã de ontem (sábado, 28 de fevereiro de 2026), os Estados Unidos e Israel foram à guerra para derrubar o regime dos aiatolás no Irã. E Trump pediu aos iranianos:

    “Quando terminarmos, assumam o controle do seu governo. Ele será de vocês.”

    Repetiu isso em uma postagem nas redes sociais na tarde do sábado para anunciar a morte do aiatolá Ali Khamenei, o líder supremo,  “uma das pessoas mais perversas da História”.

    O autoproclamado “presidente da Paz”, que ambiciona ganhar o Prêmio Nobel da Paz, tornou-se, por escolha própria, o presidente da guerra, patrocinador de mudanças de regime.

    O bombardeio ao Irã foi a oitava vez que Trump ordenou a intervenção militar em seu segundo mandato. A anterior resultou na captura de Nicolás Maduro, mas não na mudança do regime venezuelano. O que lhe interessava era o petróleo.

    Dificilmente haverá mudança de regime no Irã. A oposição por lá é fraca e desarticulada. Não há milícias armadas e treinadas para ações de guerra. Sem tropas de ocupação, bombardeios, por mais intensos que sejam, não derrubam regimes.

    É procedente a observação de Megan K. Stach, colunista do New York Times:

    “Existe uma vaga ideia de que o povo iraniano se opõe ao seu governo e que se unirá para criar outro. Não acho que a história sustente essa expectativa. Nossos líderes parecem não ter aprendido nada com as intervenções dos Estados Unidos no Iraque, Afeganistão e Líbia. Claro, os militares dos EUA podem matar toda a liderança. E depois?”

    Em editorial, o New York Times disse hoje:

    “A abordagem do Sr. Trump em relação ao Irã é imprudente. Seus objetivos são mal definidos. Ele não conseguiu angariar o apoio internacional e interno para maximizar as chances de um resultado bem-sucedido. Desrespeitou o direito internacional em matéria de guerra.”

    Não é o que pensa por aqui o jornal Estado de S. Paulo. Em editorial sob o título “Ninguém vi chorar pelo Irã”, o jornal afirma:

    “Sejam lá quais as motivações por trás da guerra, se a derrubada do regime iraniano for o seu resultado, será bom para o mundo inteiro”.

    Claramente, quem mais tem a ganhar com essa guerra é Israel. Desde 2015, seu primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, insiste em dizer que o Irã estava a dias ou a semanas de possuir armas nucleares. Nunca houve provas disso, e não há.

    Recentemente, Trump admitiu que caminhava bem a costura de um acordo entre o seu país e o Irã.

    Agora, abandonou a diplomacia, mandou o Direito Internacional para a lata do lixo e pegou em armas.

     

    Todas as colunas do Blog do Noblat no Metrópoles