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  • Trump ameaça explodir campo de gás do Irã se o Catar for atacado novamente

    Trump ameaça explodir campo de gás do Irã se o Catar for atacado novamente

    O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou, nesta quarta-feira (18), explodir o Campo de Gás de South Pars, no Irã, caso novos ataques sejam realizados contra instalações de GNL (Gás Natural Liquefeito) no Catar.

    Em publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que os EUA “explodirão massivamente a totalidade do Campo de Gás de South Pars com uma força e potência jamais vistas ou testemunhadas pelo Irã”.

    No post, o presidente americano também disse que o ataque realizado anteriormente contra o campo de gás iraniano foi de autoria de Israel, e que os Estados Unidos e o Catar não estavam envolvidos.

    “Os Estados Unidos não sabiam nada sobre esse ataque específico, e o Catar não esteve envolvido de forma alguma, nem tinha ideia de que ele iria acontecer”, afirmou Trump.

    Ele assegurou que nenhum outro ataque seria feito contra South Pars, a menos que o Irã decidisse “atacar um país inocente”.

    Mais cedo, o Irã atingiu a Cidade Industrial de Ras Laffan, principal centro energético do Catar, com mísseis balísticos, poucas horas após um ataque anterior, causando danos, informou o Ministério da Defesa do Catar em uma publicação nas redes sociais na noite desta quarta-feira (18), horário de Brasília.

    O Ministério do Interior, em uma publicação separada, afirmou que seu departamento de resgate está “lidando com um incêndio na área industrial de Ras Laffan devido a um ataque iraniano, sem vítimas”.

    A Cidade Industrial de Ras Laffan, um pilar da economia do país do Golfo Pérsico, foi alvo de mísseis iranianos repetidamente durante a guerra.

    Na manhã desta quarta-feira, o campo de gás de Pars, no Irã, foi atingido, nos primeiros ataques relatados contra a infraestrutura energética iraniana no Golfo durante a guerra no Oriente Médio. Essa escalada significativa levou Teerã a alertar seus vizinhos para que deixassem suas instalações de energia.

    Pars é o setor iraniano da maior reserva de gás natural do mundo, que o Irã compartilha com o Catar do outro lado do Golfo. A agência de notícias iraniana Fars informou que tanques de gás e partes de uma refinaria foram atingidos, os trabalhadores foram retirados para um local seguro e equipes de emergência estavam tentando apagar o incêndio.

    O ataque foi amplamente noticiado pela mídia israelense como tendo sido realizado por Israel com o consentimento dos Estados Unidos. Os militares israelenses não responderam imediatamente aos pedidos de comentários.

  • Bolsonaro segue sem previsão de alta, apesar de melhora clínica

    Bolsonaro segue sem previsão de alta, apesar de melhora clínica

    Internado desde a última sexta-feira (13), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) segue na UTI do hospital DF Star, em Brasília, sem previsão de alta. A equipe médica havia indicado, no início do tratamento, a expectativa de pelo menos uma semana de internação.

    O boletim médico mais recente do ex-presidente mostrou melhora em aspectos tomográficos e marcadores inflamatórios. Isso significa que uma tomografia, realizada nas últimas horas, mostrou evolução em ambos os seus pulmões; e que a inflamação, que costuma regredir mais tarde que a infecção, também preocupa menos.

    Hoje Bolsonaro está internado em uma UTI de cuidados intermediários – uma acomodação semelhante a uma unidade semi-intensiva. Na prática, se trata de um estágio intermediário entre a UTI e o quarto.

    Apesar de os médicos indicarem que não há prazo para o ex-presidente deixar a UTI, Brasil Caiado, cardiologista que acompanha de perto o quadro de saúde, indicou que o tratamento da infecção com antibióticos está na metade. Dessa maneira, Bolsonaro pode deixar a UTI até o final da semana, caso siga evoluindo.

    Jair Bolsonaro foi internado na última sexta-feira (13) no DF Star em Brasília, após ter vômito, calafrios e outros sintomas na Papudinha. No hospital, ele passou por exames e foi diagnosticado com uma infecção pulmonar bacteriana.

    O quadro chegou a se acentuar no sábado (14), com piora das funções renais e de marcadores inflamatórios. Nos dias seguintes, porém, regrediu e permitiu sua transferência para a unidade semi-intensiva na segunda-feira (16).

    Há ainda expectativa para a resposta do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes sobre o novo pedido de transferência de Bolsonaro para a prisão domiciliar.

    Na terça-feira (17), a defesa de Bolsonaro voltou a pedir que seja concedida prisão domiciliar ao ex-presidente — que atualmente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão no âmbito da trama golpista na Papudinha, em Brasília.

    O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reiterou o pedido a Moraes, numa reunião que classificou como “tranquila e objetiva”. O senador disse ainda que o ministro vai analisar a possibilidade em “momento oportuno”, mas que não deu prazo para tal.

    Segundo os advogados, a medida não seria um “privilégio”, mas “providência necessária para assegurar condições mínimas de tratamento médico adequado”.

    A defesa argumenta que o objetivo é “não se operar uma ampliação indevida dos riscos clínicos, permitindo acompanhamento permanente por familiares e profissionais de saúde, monitoramento clínico contínuo e acesso imediato a atendimento hospitalar em caso de emergências”.

    De acordo com os defensores do ex-presidente, o relatório médico de Bolsonaro aponta possibilidade de novos problemas de saúde e que mantê-lo em custódia na Papudinha gera “risco progressivo”.

  • Mega-Sena 2986: sorteio desta quinta-feira (19) pode pagar R$ 3,5 milhões

    Mega-Sena 2986: sorteio desta quinta-feira (19) pode pagar R$ 3,5 milhões

    Sem vencedores na terça-feira (17), a loteria acumulou e o prêmio máximo pode pagar R$ 3,5 milhões essa noite.

    O sorteio será realizado às 21h, no Espaço da Sorte, localizado na Avenida Paulista, e será transmitido ao vivo pelas redes sociais da Caixa.

    Para concorrer, os apostadores podem registrar seus jogos até uma hora antes do sorteio, às 20h, em qualquer casa lotérica credenciada pela Caixa, pelo site ou aplicativo do banco. O bilhete simples, com seis números marcados, custa R$ 6.

    Para os jogos feitos pelo site da Caixa, o valor mínimo para apostar na Mega-Sena é de R$ 30, seja para uma única aposta ou mais.

  • Governo dos EUA cria domínio aliens.gov em meio a rumor de arquivo secreto

    Governo dos EUA cria domínio aliens.gov em meio a rumor de arquivo secreto

    O governo dos Estados Unidos, de Donald Trump, registrou o domínio de site “aliens.gov”. O registro atual modificado na última terça-feira (17) está atrelado ao “Executive Office of the President” (Gabinete Executivo do Presidente, tradução livre), conforme informação checada pela reportagem.

    Procurada pela CNN Brasil, a Casa Branca respondeu ao pedido de explicação do motivo com um emoji de alien e a frase: fique ligado!

    A mudança vem de encontro com o anúncio feito por Trump no final de fevereiro. O presidente dos Estados Unidos afirmou que pediria que órgãos do governo divulgem arquivos sobre vida alienígena e extraterrestre, fenômenos aéreos não identificados e OVNIs (objetos voadores não identificados).

    A decisão foi tomada em resposta de Trump ao ex-presidente Barack Obama, que afirmou em uma entrevista a um podcast que “alienígenas são reais”, mas que até hoje não há uma prova sobre isso, dando uma percepção pessoal sobre o tema.

    Não é de hoje que o tema é destaque, principalmente nos Estados Unidos. No passado, o Projeto Livro Azul, do governo americano, investigava casos envolvendo OVNIs, muitos até hoje sem explicação.

    Cientificamente, um OVNI é um objeto voador não identificado. Ou seja, não significa que é algo ligado a “extraterrestres”. Manchas no céu, eventos meteorológicos, aeronaves estranhas (militares) e outros tipos de fenômenos se enquadram nessa descrição.

    O Brasil, por exemplo, mantém em seu Arquivo Nacional um registro de todas as ocorrências de OVNIs em território nacional que computa eventos que não necessariamente são relacionamentos a discos voadores e seres de outros planetas.

    “Esta denominação serve para designar qualquer objeto voador que não teve sua origem identificada de maneira imediata. Ou seja, podem ser satélites, drones, balões, fenômenos naturais, entre outros”, diz o órgão em seu site.

    A Nasa, agência espacial dos Estados Unidos, por outro lado, mudou a nomenclatura que usa para tratar de fenômenos desse gênero. Desde 2022, eles usam a sigla UAPs, que em português significa fenômenos anômalos não-identificados.

  • Ônibus de viagem pega fogo em frente a casa e mobiliza bombeiros no DF. Veja vídeo

    Ônibus de viagem pega fogo em frente a casa e mobiliza bombeiros no DF. Veja vídeo

    Divulgação/CBMDF
    ônibus pega fogo em Arapoanga

    Um ônibus de viagem pegou fogo enquanto estava estacionado na madrugada desta quinta-feira (19/3), na Quadra 10, Conjunto A, em Arapoanga (DF). Não houve registro de vítimas.

    Veja:

     

    O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) foi acionado às 2h35 e mobilizou quatro viaturas para atender a ocorrência.

    No local, as equipes encontraram o veículo em chamas, com o fogo concentrado na parte superior e se propagando para os bancos internos.

    Os bombeiros atuaram prontamente no combate ao incêndio, conseguindo controlar as chamas. Em seguida, foi realizado o rescaldo, eliminando possíveis focos remanescentes e garantindo a segurança da área.

    O ônibus estava estacionado em frente à residência do proprietário, que permaneceu responsável pelo local após a finalização da ocorrência.

    Após a contenção das chamas, o ônibus ficou sob a responsabilidade do proprietário.

    A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) foi acionada para  prestar apoio, juntamente com a perícia do CBMDF, que fará os levantamentos necessários para apurar as causas do incêndio.

    Não há informações sobre as causas do incêndio.

  • Zerar ICMS do diesel não garante queda na bomba, avalia secretário da Fazenda do Acre

    Zerar ICMS do diesel não garante queda na bomba, avalia secretário da Fazenda do Acre

    O secretário da Fazenda do Acre, Amarísio Freitas, afirmou nesta quarta-feira, 18, em entrevista ao ac24horas, que a proposta do governo federal de zerar o ICMS do diesel importado ainda carece de detalhamento e, na avaliação dele, dificilmente terá impacto direto no bolso do consumidor.

    A União propôs que estados e o Distrito Federal zerem temporariamente o Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a importação de diesel para conter a alta dos preços dos combustíveis. Em contrapartida, a União se compromete a compensar 50% da perda de arrecadação.

    A medida foi apresentada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), nesta quarta-feira (18). Órgão que reúne os secretários estaduais de Fazenda, o Confaz teve um encontro virtual para discutir medidas para conter a alta do diesel após o início da guerra no Oriente Médio.

    Segundo o gestor, a medida foi apresentada de forma preliminar durante reunião do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), sem que os estados tenham recebido informações completas.

    “A proposta ainda não foi apresentada formalmente, houve uma reunião pela manhã, online, do Confaz e ficaram de apresentar, a União a proposta de como seria feito a compensação das possíveis perdas. No momento nenhum Estado ou secretaria da Fazenda tem condições de se manifestar de forma concreta”, explicou.

    Freitas ressaltou que os estados pediram mais clareza sobre a iniciativa antes de qualquer posicionamento. “Foram trazidos informações superficiais e pedimos que apresentassem proposta com todos os detalhes”, disse.

    Ele também chamou atenção para a dependência dos estados em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). “Para o governo federal, eles têm como desonerar e não afetar diretamente suas ações, pois têm outros impostos que compõem sua arrecadação, já os Estados dependem apenas do ICMS”, observou.

    Ao comentar experiências anteriores, o secretário citou mudanças tributárias feitas em anos recentes como a do governo Jair Bolsonaro em 2022. “Já vivemos isso lá atrás com as LC 192 e 194 que de forma arbitrária o Governo Federal da época zerou os impostos federais e baixou a alíquota do ICMS dos Estados, levando à menor alíquota praticada, no nosso caso foi para 17%”, afirmou.

    Atualmente, segundo ele, a tributação do diesel segue parâmetros definidos nacionalmente. “Hoje do diesel o que se arrecada é 1,17 do litro e esse valor não vai aumentar, vale até o ano que vem”, explicou, ao detalhar que a metodologia considera preços médios divulgados pela ANP.

    Apesar da proposta de redução, Freitas foi direto ao avaliar o impacto prático da medida avaliada pelo Governo Lula. “Ou seja, independente de aumentar ou diminuir dificilmente a redução proposta chegará até o consumidor final”, afirmou.

    O secretário acrescentou que os estados seguem aguardando a formalização da proposta pelo Ministério da Fazenda. “De toda forma o Comsefaz e secretários estaduais aguardam a proposta pelo Ministério da Fazenda para então tomar a decisão final”, concluiu.

    Jornalista formado pela Ufac com atuação em pautas gerais, cotidiano e política. Foi setorista na Câmara Municipal de Rio Branco, com experiência em coletivas e bastidores. Atualmente é repórter e editor substituto do ac24horas.

  • Quem perde e quem ganha, no jogo cabuloso de xadrez da troca partidária?

    Quem perde e quem ganha, no jogo cabuloso de xadrez da troca partidária?

    Não se pode fazer análise política com o fígado, tem que se focar nos fatos. Para começar a conversa: filiação a um partido não é algo indissolúvel. A política gira em torno do interesse, seja financeiro, por espaços no poder ou por perspectiva de poder. Vamos começar pela saída dos deputados Tadeu Hassem e Eduardo Ribeiro da base do governo e se aliando à candidatura de oposição do senador Alan Rick (Republicanos). Em tese, se for olhado só por um lado da moeda perderia a candidata Mailza Assis (PP), mas se for olhado o outro lado da mesma moeda, vamos ver que o buraco é mais embaixo. Com a aliança com o MDB, a Mailza ganhou dois deputados, o Tanízio Sá e a Antônia Sales. Ambos, se comparados politicamente, têm bem mais votos que o Tadeu e o Eduardo. Disparados! Sem falar que com o MDB, a Mailza também marcou outro tento: ganhou duas reconhecidas lideranças, o ex-prefeito Marcus Alexandre e a ex-deputada federal Jéssica Sales (MDB). Sem falar que o MDB é um partido organizado em todos municípios. Os fatos são estes, avaliem quem saiu ganhando ou perdendo. O pensamento é livre.

    Outra figura política a abandonar o governo foi a ex-prefeita de Brasiléia, Fernanda Hassem. É uma vencedora de eleições para prefeita. Só que agora está sem mandato. E, no político sem mandato, nem o vento bate nas costas, diz o velho ditado. Seria uma aliança de peso na região do Alto Acre para a candidatura do senador Alan Rick (Republicanos) ao governo, se junto com ela tivesse saído do PP seu principal aliado, o prefeito Carlinhos do Pelado. Mas este declarou ao BLOG em entrevista exclusiva que fica no PP e apoiará a candidata Mailza Assis ao governo. Por tabela, a decisão da Fernanda levou o prefeito de Epitaciolândia, Sérgio Lopes, seu desafeto político, a anunciar que será candidato a deputado federal na chapa do PL do senador Márcio Bittar. Lembrando: Bittar apoia a Mailza para o governo. Não brigo com os fatos. E esses são os fatos frios e reais que estão na mesa. Cada um que tire a sua conclusão sobre essa movimentação de ontem.

    Não tenho bola de cristal para dizer se foi um erro ou não, os deputados Tadeu Hassem, Eduardo Ribeiro e a ex-prefeita Fernanda Hassem se bandearam para uma candidatura de oposição ao governo, ao qual estiveram atrelados até ontem com o emprego de familiares em cargos de confiança do governo do Gladson. Se o senador Alan Rick (Republicanos) ganhar, terão os bônus no seu governo. Se a Mailza Assis (PP) ou o prefeito Tião Bocalom ganharem, terão dado um tiro no pé. As urnas que vão dizer se acertaram ou entraram numa grande roubada.

    Não se tratarão de perseguição as demissões que virão de mais indicados dos políticos que abandonaram a base do governo. Seus afilhados estão em cargos de confiança. No momento em que se aliam a um candidato de oposição, perdem a confiança do governo, e por tabela os aludidos cargos. Faz parte do jogo. Ninguém pode reclamar de nada. Quem se arrisca na política, está sujeito às retaliações.

    Esse jogo de empurra e empurra da direção nacional do PSDB, sobre quem ficará com o partido, virou brincadeira. Pela terceira vez a decisão foi adiada. O prefeito Tião Bocalom continua resiliente de que o desfecho lhe será favorável e disputará o governo pela sigla.

    A previsão é de que o ex-governador Jorge Viana (PT) anuncie na coletiva à imprensa prevista para hoje, que será candidato a uma das duas vagas para o Senado. Será uma pedra importante no jogo, disputando uma vaga com os candidatos do andar de cima. Deixará a briga para o Senado mais embolada.

    Qualquer deputado tem o direito de trocar de partido. Mas não se queixar que não foi bem tratado no governo do Gladson. É só ver o quanto levaram de emendas parlamentares e os nomes de familiares e afilhados que estão em cargos de confiança nos oito anos do atual governo.

    A candidatura de Jorge Viana (PT) ao Senado é tudo o que os seus aliados que disputarão mandatos de deputados e para o governo, queriam como desfecho. Jorge será o grande puxador de votos na federação formada pelo PT-PV-PSDB. E ajudará a candidatura do médico Thor Dantas (PSB) ao governo a ser mais conhecida.

    Essa delação premiada do famoso Vorcaro do Banco Master, que está em negociação, pode implodir a política e a República, pegando figurões do Judiciário, Legislativo e Executivo.

    A região do Alto Acre – Assis Brasil, Epitaciolândia e Brasiléia – deverá ter três candidatos a deputado federal. A ex-prefeita Leila Galvão, e os prefeitos Jerry Correia e Sérgio Lopes. Muitas bocas para pouco pirão de votos.

    Embora não apareça bem avaliado no momento, ainda assim o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima, será peça importante na eleição, pelo fato de estar no poder. Deve apoiar ao Senado o Gladson e o Bittar, e a Mailza para o governo.

    A dúvida que ainda perdura sobre a candidatura do prefeito Tião Bocalom ao governo, é se manterá seu nome no jogo, mesmo se não ganhar o PSDB. Posso até errar, mas acho que não recuará na intenção de disputar o Palácio Rio Branco. Estamos perto de saber.

    O prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, prepara uma grande festa para receber amanhã, os seus candidatos ao governo e a senador, Mailza Assis e Gladson Cameli, respectivamente. Será uma forma de mostrar a sua lealdade a ambos.

    O MDB, com a ajuda do governo, espera ter uma chapa de peso para a Câmara Federal. Muitos nomes citados, mas é bom aguardar até o dia 4 de abril, para confirmar ou não a expectativa da cúpula regional do MDB. Até essa data pode acontecer tudo, ou nada.

    Luis Carlos Moreira Jorge, Bacharel em Direito, no jornalismo político desde 1978, militou nos principais órgãos de comunicação do estado, foi secretário de Comunicação de três governadores e três prefeitos.

  • Defesa de Vorcaro propõe a Mendonça delação inédita e conjunta com PF e PGR

    Defesa de Vorcaro propõe a Mendonça delação inédita e conjunta com PF e PGR

    O advogado de Daniel Vorcaro, José Luís de Oliveira Lima, o Juca, ofereceu ao ministro relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), André Mendonça, um formato conjunto de delação premiada de Daniel Vorcaro envolvendo a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

    O ministro sinalizou positivamente a ideia, cujo objetivo é promover algo que não seja passível de questionamentos no futuro.

    O modelo é inédito em grandes delações feitas no Brasil, inclusive durante a Operação Lava Jato.

    Os dois órgãos historicamente se rivalizam sobre a quem cabe o protagonismo da investigação e há inclusive uma discussão jurídica ainda em curso no Supremo Tribunal Federal sobre isso.

    No caso Master, o desafio seria ainda maior, dado o caráter suprapartidário e amplo das relações de Vorcaro, o que demandaria um alinhamento fino entre a defesa, os dois órgãos e o ministro André Mendonça — que ainda não há.

    Como a CNN mostrou na segunda-feira, o plano inicial de Vorcaro é delatar políticos e poupar o Alexandre de Moraes e Toffoli justamente porque se acredita que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, não aceitaria uma delação contra o STF.

    Além disso, a relação entre Mendonça e Gonet é distante, ainda mais depois da última fase da operação, na qual Mendonça considerou “lamentável” Gonet não ter se manifestado sobre a recondução á prisão de Vorcaro.

    Ambos também veem com apreensão as conexões, consideradas muito próximas do Palácio do Planalto, do diretor-geral da Polícia Federal.

    Apesar de tudo isso, a avaliação de quem conversou com o advogado de Vorcaro e Mendonça após o encontro de ambos é a de que seja apresentada uma delação premiada “séria”, entendida como algo que atingirá quem de fato cometeu irregularidades com Vorcaro.

  • Do pó ao Pix: esquema milionário de tráfico usava bets para lavar montanhas de dinheiro

    Do pó ao Pix: esquema milionário de tráfico usava bets para lavar montanhas de dinheiro

    Arte/Metrópoles
    Bet do tráfico

    Uma megaoperação deflagrada nas primeiras horas desta quinta-feira (19/3) pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord) revelou um dos mais sofisticados esquemas de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro já identificados na capital do país. Batizada de “Resina Oculta”, a ação da Polícia Civil do DF (PCDF) escancarou uma engrenagem criminosa milionária que utilizava empresas de fachada, “laranjas” e plataformas ilegais de apostas, as chamadas bets , para “limpar” montanhas de dinheiro amealhadas com a venda de haxixe, skunk e cocaína.

    A investigação, iniciada em 9 de outubro de 2025, teve como ponto de partida uma apreensão expressiva: 47,4 quilos de haxixe e 877 gramas de skunk encontrados em um apartamento desocupado no Riacho Fundo. O que parecia, à primeira vista, um caso isolado, rapidamente evoluiu para a descoberta de uma complexa rede interestadual de tráfico e ocultação de capitais.

    Embora os investigadores não tenham revelado o nome das bets suspeitas, o Metrópoles apurou se tratar de empresas menores, clandestinas e sem expressão no mundo das apostas virtuais.

    Entreposto do crime no DF

    As diligências conduzidas pela polícia identificaram quatro indivíduos diretamente responsáveis pela recepção e distribuição das drogas na capital. No entanto, o aprofundamento das investigações revelou algo muito maior: um verdadeiro centro logístico do tráfico, que abastecia diversos revendedores em diferentes regiões do DF e  Entorno.

    O grupo operava como um entreposto de drogas, concentrando grandes quantidades de entorpecentes antes de redistribuí-los para traficantes de menor escala responsáveis pela venda direta ao consumidor final.  Com o avanço das técnicas de inteligência, incluindo cruzamento de dados e análise financeira, os investigadores conseguiram mapear o fluxo de dinheiro da organização criminosa.

    Os valores movimentados chamaram atenção: remessas milionárias eram enviadas regularmente para a região Norte do país, especialmente para cidades estratégicas próximas a áreas de fronteira. Cidades como Manaus surgiram como pontos-chave da engrenagem financeira, funcionando como polos de redistribuição e ocultação dos valores ilícitos.

    Laranjal fantasma

    Um dos aspectos mais impressionantes do esquema foi a utilização massiva de empresas de fachada. Em São Luís, no Maranhão, mais de 20 empresas foram identificadas como peças fundamentais na lavagem de dinheiro.

    Um empresário local, com 22 CNPJs registrados em seu nome, utilizava essas estruturas para movimentações financeiras vultosas. Em apenas 45 dias, uma única empresa movimentou aproximadamente R$ 30 milhões.

    Grande parte dessas empresas, no entanto, existia apenas no papel. Durante diligências de campo, os policiais encontraram:

     O frentista milionário

    Entre os casos mais emblemáticos está o de um jovem de apenas 19 anos, morador da periferia de Goiânia. Formalmente, ele trabalhava como frentista em um posto de combustíveis. Na prática, porém, figurava como proprietário de 10 empresas utilizadas para movimentar grandes quantias em dinheiro vivo.

    Apesar da baixa renda declarada, suas empresas estavam diretamente ligadas ao fluxo financeiro da organização criminosa, um claro exemplo da utilização de “laranjas” para ocultar os verdadeiros beneficiários do esquema.

    Outro braço da organização chamou atenção pelo uso das redes sociais como ferramenta de lavagem de dinheiro. Uma mulher moradora de Manaus (AM), que se apresentava como empresária e influenciadora digital, utilizava uma loja de sapatos e sandálias — com mais de 50 mil seguidores — para justificar movimentações financeiras suspeitas.

    Nas redes, ostentava uma vida de luxo. Nos bastidores, segundo a investigação, desempenhava papel relevante no esquema, lavando dinheiro proveniente do tráfico de cocaína e haxixe.

    Apostas ilegais: a nova fronteira da lavagem

    Um dos mecanismos mais sofisticados identificados foi o uso de plataformas de apostas on-line ilegais. Ao menos 15 empresas ligadas a “bets” foram mapeadas. Nenhuma delas possuía autorização formal para operar.

    Muitas utilizavam redes sociais para promover jogos populares, como o chamado “tigrinho”, atraindo milhares de usuários em todo o país. Essas plataformas funcionavam como verdadeiras máquinas de lavagem de dinheiro, permitindo:

    Além disso, parte dessas operações também estava associada a fraudes virtuais, ampliando ainda mais o alcance criminoso.

     Núcleos financeiros

    A estrutura da organização era dividida em núcleos:

     Prisões, bloqueios e operações

    Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil deflagrou a Operação Resina Oculta com força total:

    No campo financeiro:

    Rede criminal

    As investigações ainda apontaram que pelo menos 29 pessoas adicionais ligadas ao tráfico no DF e Entorno utilizavam o mesmo sistema financeiro para ocultação de valores. Mandados também foram expedidos contra esses indivíduos.

    A operação Resina Oculta expõe a crescente sofisticação das organizações criminosas no Brasil, que vêm combinando tráfico de drogas com estratégias avançadas de lavagem de dinheiro, incluindo tecnologia digital e exploração de brechas legais.

    Ao atingir simultaneamente a logística do tráfico e o coração financeiro da organização, a ação da polícia representa um duro golpe contra um sistema que movimentava milhões e se espalhava por diversas regiões do país. As investigações continuam, e novas fases da operação não estão descartadas.

     

  • "Cavalona do pó" comprou fazenda com dinheiro do tráfico lavado em bets. Veja vídeo

    "Cavalona do pó" comprou fazenda com dinheiro do tráfico lavado em bets. Veja vídeo

    Reprodução/Redes sociais
    mulher de biquini na praia

    A prisão da empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, a “Cavalona do pó” apontada como peça-chave de um esquema nacional de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro por meio de bets clandestinas, tornou-se um dos principais focos da Operação Resina Oculta, deflagrada pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quinta-feira (19/3).

    Nas redes sociais, a realidade exibida pela empresária parecia distante do submundo do crime apontado pelas investigações. Em dezenas de fotos e vídeos publicados no Instagram, a influenciadora construía uma imagem de luxo, poder e sucesso, sempre marcada por viagens frequentes e cenários dignos de cartões-postais.

    Veja imagens da empresária presa:

    Desfilando de lancha

    Entre registros em destinos de clima frio, com paisagens bucólicas e hospedagens sofisticadas, e temporadas em praias paradisíacas, Mirian aparecia desfilando em lanchas, curtindo passeios exclusivos e posando em resorts à beira-mar com diárias que podem ultrapassar milhares de reais.

    Sempre em destaque, a investigada surgia com roupas de grife, corpo escultural resultado de procedimentos estéticos de alto custo e cercada de ambientes luxuosos. As imagens reforçavam uma rotina de ostentação constante, viagens internacionais, hotéis de alto padrão e experiências restritas a uma elite econômica.

    Para os investigadores, o contraste entre o padrão de vida exibido e a renda formal declarada levanta fortes suspeitas de que o conteúdo nas redes sociais também funcionava como vitrine para legitimar valores de origem ilícita, criando uma aparência de prosperidade empresarial enquanto recursos do tráfico circulavam por trás das publicações.

    Prisão em rodovia

    Mirian já havia sido presa em 15 de dezembro de 2025, em Rio Verde (GO), durante abordagem da Polícia Rodoviária Federal na BR-060. Dois veículos viajavam em conjunto:

    O motorista do veículo com a droga afirmou que havia recebido o entorpecente em Manaus (AM) e que faria a entrega em Brasília mediante pagamento. Todos os envolvidos se conheciam e eram da mesma cidade, indicando atuação coordenada.

    Empresa lavanderia do tráfico

    As investigações revelaram que a empresa ligada à influenciadora — uma loja de calçados — recebeu, ao longo de 2025, valores provenientes de diversos traficantes do Distrito Federal.

    O grupo também utilizava:

    Os valores eram pulverizados por diferentes regiões do país, especialmente no Norte, dificultando o rastreamento.

    Operação e Medidas judiciais

    A ação policial cumpriu:

    No caso de Mirian, a Justiça determinou sua prisão temporária e o bloqueio de suas contas. Em 13 de março de 2026, a investigada passou a cumprir prisão domiciliar, por decisão judicial.

    A Polícia Civil aponta que o esquema envolvia dezenas de pessoas e uma estrutura sofisticada de circulação de dinheiro do tráfico. Novas fases da operação não estão descartadas. A operação Resina Oculta segue em andamento e busca desarticular completamente a rede criminosa que atuava em vários estados do país.